Não sei o que pensam os ministros do Supremo Tribunal Federal nem muito menos o que penso eu. Isso porque eu não penso porque não sei pensar – sou tão pequeno para pensar que estou consciente que não penso – mas eles pensam porque pensam, melhor dizendo, pensam porque estudaram e foram “educados” para pensar. Pois é! E pensar não é para todo mundo. Por exemplo: o operário é dirigido para não pensar, só para trabalhar porque, segundo os que pensam acima deles, devem pensar por ele. Aliás, não sei se estou pensando ou não. E a minha dúvida tem fundamento. Veja só: O Sr. Supremo Tribunal Federal liberou a marcha em defesa da descrimiinalização do uso da maconha, sob a alegação de que estaria “garantido o direito de liberdade e de exapressão”. Arretado! Eu achei arretado! Aliás, arretado seria se o Sr. STF liberasse a marcha em favor da cocaína, do axixe, do craque, do oxi, do ópio e do não sei mais lá o quê! Arretado! Eu acho arretado! Aliás, se é para liberar tudo o que tem se ser liberado, porque não liberar o “movimento” skinheads”, o racismo, o nazismo e a homofobia? Ora bolas! Se um, porque não todos? Seu Supremo, vou lhe dizer uma coisa, na minha infinitezimal condição de nada por nada, nessa sociedade de tudo por tudo, sou pela liberação geral e irrestrita, ou melhor, pela esculhanbação geral. Afinal, para que “direitos seletivos”? Eu quero é andar na rua e ver um homem apaixonadamente beijando, na boca, ou em outro lugar qualquer do corpo, outro homem; u’’a mulher beijando u’a mulher, na boca ou em outro lugar qualquer do corpo, outra mulher; eu quero ver é o amor livre. Casais, seja lá que tipo for – “fazendo amor” em plena luz do dia (como já estou começando a ver)porque o amor é arretado, senhores ministros, a-r-r-e-t-a-d-o! Além do mais é lindo e livre. Pois é, Senhores do Supremo, estou mesmo convencido que amor de qualquer jeito é amor, contando que seja amor. Tenho dito! E tenho dito porque Eu acho arretado!
terça-feira, 28 de junho de 2011
Um invejável currículo
Que só existe no Brasil porque, se em um país sério o corpo do seu dono já estaria comendo capim pela raíz e a alma que ainda embala o mesmo corpo, no Além, há muito tempo, o do nosso amigo ex-ministro da tal da Casa Covil, ou melhor, Civil. Tem 50 anos, portanto mais moço do que eu 16 mas, muito mais com sorte e "experiência” neste chamado Planeta de Expiação. Veja se não: de profissão é médico mas, de carreira, é político. Político de carreira... imagine! Desde que o PT é PT que é P'tista”. Aliás, P'tista” trotskista da Convergência Socialista (sei lá que diabos é isso!) lá dos idos 80. Por duas vezes ministro nesta vilipendiada senhora República: da Fazenda, no governo do seu amicíssimo Lula; da Casa Civil, no governo de sua não menos amicíssima e atual presidente. E em ambas as funções a Senhora Sorte não lhe foi favorável pois perdeu a cadeira e o prestígio em virtude de ter sido alvo de escândalos e investigações da Polícia, do Ministério Público e do Congresso. Dos três! Imagine! Todo o tipo de crime lhe foi imputado, inclusive quando prefeito de Ribeirão Preto, sua cidade natal: mensalinho da máfia do lixo, corrupção, licitações dirigidas para compra de molho de tomate com ervilha, o que lhe custou a pastosa Pasta da Fazenda, em março de 2006, e a quebra do sigilo bancário de um seu caseiro que ao mundo revelou as suas idas a u’a mansão, na capital da corrupção, Brasília, onde participava de reuniões com criminosos lobistas da pior espécie, segundo a CPI dos Bingos. Mas, apesar de tudo, tava numa boa no governo de sua amiga, todo super-poderoso e cioso de seus domésticos afazeres. De repente veio à tona mais um: o vintimplicamento do seu patrimônio em apenas quatro anos, tempo em que dava expediente na Câmara, como deputado, e no comando da empresa Projeto, sua mais-que-bem sucedida empresa de consultoria, estando às voltas com a locação de um apartamento de 600 metros quadrados pelo qual pagava (ou ainda paga) 15 mil merrecas mensais, afora IPTU e Taxa de condomínio (o pobre do pobre recebe uma casa da Caixa Econômica Federal de 50 metros quadrados pagando o olho da cara (da cara, disse eu) que depois de um certo tempo lhe cai ana cabeça). Aliás, o dono de tal apartamento responde a nada menos que 140 inquéritos (140, repito) por crimes contra a ordem econômica e contra o sistema financeiro. De tudo o que escrevi e que sei, sem mais falar de tudo o que não sei e sobre o que não escrevi, o tal do ex-ministro está livre. Livre como todos os bandidões deste país, porque livres estão os amiguinhos dele, os apaniguados, os sobrinhos, os protegidos e os demais que o amigo leitor possa imaginar que há. E é por isso que eu amo esse Brasil. Amo-o por simplesmente achar tudo isso arretado. Amo-o por simplesmente poder dizer sem que ninguém me impeça, neste momento lembrando a Sra. Georgina, do INSS e o Sr. Lalau, da nossa capenga Justiça. Eu acho arretado! Eu acho arretado o ex-ministro!. Viva o ex-ministro! O ex-ministro?! Todos os outros?! Eu os acho arretados! Arretado, arretados e arretado(s)! E...u...a...c...h...o...a...r...r...e...t...a...d...o!...
Afinal, quem deverá estar na cadeia?
Outro dia um juiz de direito – para diferençar de outros que por aí há – resolveu, quando abordado dirigindo em via pública, não mostrar seus documentos aos agentes da tal da CTTU, cujo fardamento azul é horrível quando desbotado dando uma péssima visão de quem nele está enfiado, para tanto alegando não reconhecer neles nenhuma autoridade. Exigiu a presença da Polícia Militar e... foi aquele “bafafá”. Mas, juiz é juiz e, como era de se esperar, tudo ficou como estava. Pouco tempo depois um coitado e pobre motociclista - hoje chamado motoqueiro porque pilota u’a motoca e não u’a motocicleta - de “modo autoritário” abordado por dois agentes da mesma “empresa municipal” (afirmo “de modo autoritário” porque também já fui vítima várias vezes) resultou em outro “bafafá”, sendo uma das autoridades baleada na perna com sua própria arma depois de muito espancarem e chutarem o desventurado e pobre e este conseguir, de uma delas, apodera-se da arma e atirar. Como sempre os envolvidos pobres terminaram em hospitais, delegacias, cadeias... Na mesma ocasião a Polícia Federal afirmou, através de documento publicado, que nenhum guarda municipal ou companhia de trânsito no Estado de Pernambuco tem o direito de portar arma em serviço ou fora dele, mesmo que tal armamento seja patrimônio da prefeitura. Sem pretender chatear, mas o amigo leitor leu direitinho e entendeu o que acabei de escrever ou quer que eu reescreva? Muito bem. Portanto, pelo que entendi, nenhum guarda municipal - pelo menos no Estado de Pernambuco - tem o direito de andar armado. Certo? Em assim sendo todos portam armas ilegalmente e, portar arma ilegalmente é crime e sendo crime dá cadeia. Certo? Assim sendo, em princípio, todos os guardas municipais de Pernambuco devem estar na cadeia! Muito bem. Acontece que a Guarda Municipal do Recife (como também a Polícia Federal, através não sei de quem) afirmou que “o agente integra o quadro de servidores do Órgão, que possui o porte de arma corporativo, de acordo com a Lei Federal 5.123/2004” e que “As armas da Guarda Municipal são registradas nos Órgãos competentes e os guardas que dispõem desse equipamento são devidamente treinados para manuseá-lo”. Por fim, um senhor vereador aqui do Recife, arretado com tais desmandos por parte de tal CTTU apresentará, na Câmara Municipal, um projeto de Lei pedindo o fim da famigerada Companhia de Trânsito. Arretado, Seu vereador, arretado! Bem, sem muitas euforias, ou está errado um, ou o outro ou o outro ou eu. Ou tá doido um ou tá doido o outro ou o outro ou eu Ou tá com a razão um ou o outro ou o outro ou eu. Ou... Mas, entre um “ou” outro “ou” outro, e não eu mesmo, estamos nós cidadãos desarmados, sempre a mercê de qualquer bandido, ou fardado ou não ou de gravata ou não, pouco importa. E na minha opinião de quem nada sabe ou entende entendo que, pelo menos por enquanto, um dos dois primeiros deve estar na cadeia. O primeiro desde o seu diretor, por saber que é ilegal e permitir tais desmandos, até o último implicado, dentro de suas fileiras; no outro, desde o Prefeito, por saber que é ilegal e permitir tais desmandos, até o último implicado, dentro de suas fileiras. Quanto ao vereador não deve ir para a cadeia porque, ao que parece, é mais doido do que se pensa e lugar de doido é no manicômio, seja já qual for. Quanto a mim, não devo ir para a cadeia porque estou protegido pela nossa atual Constituição em seu Artigo 5º, inciso IV, VIII e IX. Isso é o que eu acho e eu acho isso assim porque –tenho dito- Eu acho arretado!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Só falta isso!
Há algum tempo nada escrevo para este blogue. Mas, escrever sobre o que? E esse é um grande problema pois, repisar o que se escreve torna-se enfadonho para quem ler. Entretanto, como escrever quase é, para mim, um dever, reporto-me às notícias e... quem sabe?... sobre aquelas duas garotas, uma de 13 e outra de 14 anos que, numa escola lá em Jaboatão dos Guararapes, cuidadosamente premeditaram e executaram, usando o tal do “chumbinho”, o envenenamento de um coleguinha de apenas 12 anos pelo simples fato de... bem, no frigir dos ovos ... por nada mesmo; ou talvez sobre aquele garoto de 12 anos que, após uma briga com outro da mesma idade, lá na FUNASE, ateou fogo no colchão dele, com ele dormindo em cima é lógico, para tanto usando um esprei à base de álcool e, como não poderia deixar de ser, um aceso e reluzente palito de fósforo; ou sobre as meninas que, seguindo a moda atual e sem os pais saberem, estão buscando informações na internete relativamente ao modo de como adiar a menstruação, para tanto tomando remédios e mais remédios, na simples crença de que, quanto mais tarde ela “aparecer” mais alta – e logicamente bela – ficará a futura mulher. Não! Não escreverei sobre estes fatos, nem tão pouco sobre aquela garotinha de apenas cinco anos que, lá pelas terras do Tio San, afogou um irmãozinho de apenas três meses pelo simples fato de... bem, deixa p’rá lá o motivo porque não interessa mesmo, já que o fato é que ela, de fato, o afogou mesmo! Pois é! Pois é! Pois é! Como diz lá a personagem de Chaves. E sobre o que, portanto, deverei escrever? Ah, já sei! Sobre a conclusão! Sim, sobre a conclusão! Portanto, amigo leitor, diante de tais fatos concluo que não estou nada admirado. Mas, nada mesmo! Afinal de contas há milenos o filhote da passarinha Cuco, ainda em tenra idade, “assassina” todos os seus “irmãos de criação” que há no ninho da mãe trouxa que o cria. E eu já estou esperando, antes de morrer – o que, talvez, poderá não ser tão breve assim – saber da notícia que um irmão, só para “desafogar o aperto”, matou um outro dentro da barriga da mãe, usando caroços de feijão por ela ingeridos e não dissolvidos – ou outro qualquer "objeto contundente" - para tanto com eles entupindo o cordão umbilical a fim de impedir que o seu rival se alimente. E quando isso ocorrer – e pelo jeito que vai, vai ocorrer! - não sei se ainda terei forças para repetir: Eu acho arretado!
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