Água e terra. Mais água do que terra. Mais água ainda com o Dilúvio Universal, vinda não sei de onde, mais vinda. Por sinal mal-vinda porque, cobrindo toda a Terra 40 côvados acima do Everest, destruiu a vida nela existente exceto, para sorte de todas, inclusive da nossa, as que estavam na Arca. Para onde foi a que veio, também não sei mas, acho que foi daí que começou a faltar tão precioso líquido. E a falta vem sendo irreversivelmente progressiva. E hoje o problema é tão grave que já foi, pela ONU (só poderia ter sido pela ONU) criado o Dia D’água (22 de março). E desde 1992 (ano do Dia D’água) que se discute sobre água que, como tantas outras “discussões” por ela promovidas, irá dar em... hem?! E o pior: quanto mais se discute, mais falta. Pô! Melhor seria parar com essa discussão, não? Pois é! “A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos”, afirma o Art. 1º da magnífica Declaração Universal dos Direitos da Água (a ONU tem essa mania de “universalidade”). Humm! pelo que se vê até água tá tendo Direitos! Mas, deixando isso p’rá lá, o certo é que todas as otoridades que mandam nesse enfezado Orbe estão preocupadas com a futura e já esperada falta d’água. Mas então pergunto: como pode faltar água na Terra se ela é sempre a mesma, antes e depois do Dilúvio, dela não saindo p’rá canto nenhum?! Sim, porque, evaporar p’ru Cosmos duvido muito. P’rá dentro dela, p’ru chamado NIFE, pior ainda. Então, o que temer o quê se há, no mínimo, duas grandes opções para a resolução do pobrema. A primeira é o oceano? Cadê o oceano? Não fazem quilômetros de “oleodutos”? Por que não fazem quilômetros de “águadutos”?! P’rá China, Índia e alguns países da já tão massacrada África, por exemplo, onde – dizem - já estão críticos os níveis. É só transformá-la em “doce” e “tchau p’ru lôro!”, pobrema resorlvido. A segunda é o xixi. E por que não? Quantos litros de xixi são “gastos” diariamente no mundo só sujando os lençóis freáticos? Claro! Ouvi dizer que naquela nave espacial os astronautas bebem os xixis deles próprios “reciclados”. Seria uma boa, não? É só os inventadores inventarem um reciclador pessoal de xixi e ... pobrema resorlvido. Aliás, tenho em mente muitas outras idéias relacionadas com a falta água no Planeta mas, enquanto não as trago à luz do conhecimento humano (afinal idéia custa dinheiro) vou ficando por aqui, por enquanto ainda sem sede é claro, mas sempre repetindo comigo mesmo: Eu acho arretado!
quinta-feira, 31 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Prepara-te...
Bombas, atômicas, de atentados, e de homens fora, portanto, as d’água e as de gasolina; ditaduras, todas, porque não são moles; falta d’água potável, apesar de muita salgada; exclusão social; ganância pelo dinheiro, pelas pedras preciosas e por tudo o que reluz; desenfreada corrupção; falsidades e traições; imensos monopólios; maiores preconceitos contra todas as minorias e contra a mulher também; exploração de todos contra todos; governantes mentirosos; falsificações, de remédios a alimentos; os “xinguelingues”; falta de confiança no próximo; o pobre cada vez mais pobre, mesmo que “tanto se faça por ele”; constantes e inconcebíveis guerras; fome; malucas ideologias; generalizados desentendimentos entre as nações; intenso tráfico e caótico tráfego; doenças sexualmente transmissíveis, curáveis e incuráveis; dengue 1, 2, 3 e 4; demagogia politiqueira; o nosso senado com o atual presidente; Amuares amuados nos governos; crises econômicas; bolsas de valores; raças contra raças; analfabetismos; faltas de confiança no futuro; Igrejas de todos os tipos, até se dizer basta! com ou sem Je$us dentro delas; Apóstolos, bispos e bispas que não acaba mais; milagres a troco de banana; efeito estufa; desmedido desmatamento encarecando o Planeta; morte de rios; matança de todo o tipo de ser vivente (inclusive a nossa); extinção de inúmeros tipos de viventes (talvez também a nossa); catástrofes naturais mudando o eixo, a rotação, a forma, o conteúdo, e tudo o mais que é da Terra; os dois fatídicos dias 11; ameaças contra o Planeta: interna, nucleares, externas meteoros e cometas, além de possíveis alienígenas; conflitos de gerações, incluindo a atual brasilêra, conhecida como “a do carai”; desenfreada violência; o clube atômico; a inútil ONU; os EUA como policial do mundo... que o fim está próximo! Eu acho arretado!
quinta-feira, 24 de março de 2011
Uma segura orientação
Bem, é a seguinte: Logo após as primeiras ásperas palavras, a atitude correta a ser tomada é a denúncia porque a denúncia é importantíssima já que só pode o agressor ser preso em duas únicas situações: ou em flagrante delito ou quando existe um mandado judicial. Como flagrar não é mole, só resta a outra opção e esta só se obtém de maneira especial. Assim, se por acaso houver alguma testemunha, um parente ou um aderente, ou mesmo um vizinho ou amigo (quem sabe?) que tenha bons ouvidos e escutado alguma briga, ou briguinha, discussão besta também serve, ou uma boa vista e tenha visto e presenciado algo de anormal entre você e ele, vá juntando tudo isso para a denúncia, já que a denúncia tem que ter fundamentos, e muitos fundamentos. Se das ásperas palavras passar ele para os tabefes, aí é que você tem que voltar à delegacia, de preferência à “sua” delegacia, talvez mais “sua” do que a “sua” novela ou a “sua” própria igreja, pelo simples fato de que ela é sua, só sua, e lá conte tudo outra vez. Vá, conte, volte e... bem... continue apanhando porque isso também faz parte do processo e fará parte do processo contra ele. Inclusive se ele descumprir a medida protetiva (por exemplo, ficar tantos metros longe de você, decidindo o juízo a metragem de acordo, talvez, com a força do braço do cara e que obriga a você andar com uma fita métrica na sacola) retorne à sua delegacia e, depois de mostrar todas as “ronchas” pelo corpo, conte tudo outra vez. Sim, porque só contando e apanhando e apanhando e contando é que você, além reunir todos os elementos para uma grande e inatacável denúncia, também aos poucos estará conseguindo convencer a todos de que quem apanha é você e não eles. E veja bem, não são só por palavras ásperas ou tabefes que você deverá ir à sua delegacia. Qualquer agressão é agressão. Tapas, murros, jogar você contra a parede, usar combustível p’rá fazer de você de pavio... tudo! E se você se livrar delas e continuar viva, mesmo molinha, volte à sua delegacia e, pacientemente, conte tudo outra vez, conte mesmo que o homem continue solto e lhe aterrorizando. Conte, conte e conte porque um dia, talvez, ele mais arretado do que nunca, acabe com a sua vida! E aí, minha amiga, mesmo lamentando, eu só poderei dizer: Eu acho arretado!
Uma questão de princípios
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| Deus seja louvado! |
Da moralidade, da legalidade, da anualidade, da retroatividade, da popularidade, da constitucionalidade, da consensualidade, da perplexidade... Meu amigo, são tantos, dentre tantos tão bons quanto outros tantos, que difícil fica escolher um que mais agrade, não é mesmo? Mas, quando se tem que escolher se escolhe e foi o que fez uma parte dos nossos ministros do STF. Sim, porque, uma parte pensa assim, outra parte pensa assado e a parte que assim pensa (não a que pensa assim!) conseguiu desempatar a grande partida com um já esperado gol de pênalte, de revestrés chutado da esquerda para a direita, que está provocando o maior rebuliço. 6x5 o placar. Agora sim!... E o TSE - cabisbaixo, coitado! - desacreditado, foi p’rás cucuias junto com as porcarias das suas “fichas sujas” e um bocadão de “limpos politiqueiros” que exerciam o mandato. E muitos “ex-sujos politiqueiros” (são tantos que nem se sabe a quantidade! Imagine!) sorridentíssimos voltaram ao cenário brasilêro. “Louvado seja Deus!” num tuíter escreveu um lá da Paraíba, completando “Sem palavras para agradecer. Saberei honrar este mandato”. “Este”, escreveu ele, “este”. “Deus seja Louvado” deveriam dizer em uníssono todos eles, já que tal frase está carimbada no dinhêro brasilêro, assim como no dólar está escrito: “In Gódi ui trusti”. Pois é! Comentar mais o quê? Estou cansado de dizer que se o Excelsior Tribunal - ou Pretório, como também é chamado, só faltando um passo p’rá Celestial - decidir que pau é pedra, a quem mais recorrer? Só à Assembléia dos Deuses, já que “a de Deus” não tem nada a ver com isso. E enquanto arretado está o TSE e arretados estão os politiqueiros que vão ser compulsoriamente “demitidos” (dentre eles uma senadora que esbravejou: “Vamos lutar contra todos os corruptos, contra os Jaders Barbalhos, os Rorizes, os Paulos Malufes porque eles nada de bom acrescentam ao País”) mas, sim, ao bolsos deles, acrescento eu - os que vão assumir e todos os seus, de qualquer modo, apaniguados, estão achando arretado. E eu, logicamente, irresistivelmente seguindo os passos destes, tenho que, em coro, repetir com eles: Eu acho arretado!
quarta-feira, 23 de março de 2011
E depois?
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| Ingenuamente recebendo o tutú |
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| Inegavelmente bonita! |
A história é, mais ou menos, assim: Depois do estrelato no filme onde aparece recebendo propina no escândalo do mensalão do DEM do DF, esta linda senhora ai do lado escreveu uma carta afirmando que “continuarei contribuindo com propostas que façam com que o Pais encontre mecanismos eleitorais ainda mais democráticos, que ajudem a minimizar as injustiças sociais do nosso Brasil”. Depois o PMN-DF em nota afirmou a linda senhora é “pessoa de boa índole e fácil trato, filha zelosa, mãe dedicada, esposa amantíssima”. Depois seus inúmeros assessores afirmaram que “Ela não quer dar nenhuma declaração. Só quer falar por instrumentos legais”. Depois ela recebeu outro maior e melhor elogio: “... uma pessoa de boa índole e fácil trato, filha zelosa (e como, pois é de um político também envolvido em escândalo!) mãe dedicada, esposa amantíssima, estimada pela população, com estabilidade financeira, interessada no exercício da ação política, com futuro promissor e uma carreira em ascensão”. Depois não sei quem lamentou que ela “induzida por terceiros, se envolveu, ingênua e desnecessariamente, numa prática nefasta, própria de agentes políticos de pequena expressão, com tibieza ética, moral e intelectual, sem horizontes e carreira curta”. Depois não sei quem afirmou que a pena pode chegar a 12 anos de cadeia. Depois a senhora PGR (Procuradoria Geral da República) afirmou que vai investigar “possíveis delitos” cometidos pela ilustre deputada. Depois a linda senhora afirmou que o tutu que ela recebe no filme é proveniente de caixa dois de campanha eleitoral. Depois O STF iniciou inquérito para investigar a linda senhora. Depois o Ilmo. Sr. Conselho de Ética e Decoro Parlamentar decidiu abrir um processo de cassação contra a ingênua, mas bonita senhora. Depois aconteceu mais isso, depois mais aquilo, depois mais ainda aquilo outro e ... (silêncio!). E depois? Depois?! Depois, amigo, tenho que admitir ser ela, realmente, bonita, muito bonita, não? para então agora, só agora, pensativo, poder afirmar: Eu acho arretado!
terça-feira, 22 de março de 2011
Preciosos minutinhos
Outro dia passei por uma dessas avenidas que há em nossa belíssima e histórica cidade, pequena porém decente, e presencie uma interessante cena. Se não? Pois sim. Sol a pino, já beirando quase uma hora da tarde. Um automóvel parado bem no meio do cruzamento com a porta do lado do carona machucada. Ao seu lado u’a motocicleta caída com a roda dianteira torta, guidão troncho, toda empenada, dando-me a entender que ela houvera dado uma respeitável birrada naquela porta. Mais adiante, do lado do motorista, a uns quatro metros, um cidadão brasilêro aparentando ainda ser moço, placidamente jazia deitado de papo pru ar, com as costas grudadas no chão quente, logicamente de cara para o lindo e ofuscante sol da tarde, sol de derreter gelo. Permanecia parado, calado, suado, estatelado ... só olhando p’raquela bola de fogo que lá em cima, linda, no céu reluzia ardentemente. Curiosos em volta, trânsito transtornado. E o cidadão brasilêro lá. Ninguém tocava nele. Só olhava. Nem, pelo menos, para pô-lo numa daquelas poucas sombras que por ali havia. E já fazia um tempão que o cidadão lá estava, só baixinho gemendo, numa boa, provavelmente todo quebrado. Tempos depois, mas muitos tempos depois, talvez mais tempos do que o necessário, é que chegou o socorro sobre as rodas de uma respeitável senhora chamada SAMU que, de maneira nenhuma, estou contra ela. Não, muito pelo contrário. Louvável o seu incessante trabalho. Mas, que tal se alguém pudesse fazer, como antigamente se fazia, qualquer coisa por aquele cara! Um mínimo de coisa. Pelo menos tirá-lo daquele sol escaldante, não? Sim, porque, não duvido muito que as costas dele tiveram umas queimaduras de qualidade! E a vista? Meu amigo, pense direitinho. Será que não há algo, se não algo pelo menos “alguinho” errado? Afinal ouço dizer que muitos outros em situações semelhantes foram comer capim pela raiz exatamente por terem passados aqueles cruciais minutinhos sem um mais rápido atendimento, minutinhos que poderiam ter sido “usados” se tivessem sido socorridos por qualquer um piedoso humano. Ora, ora! Mas que bobagens estou escrevendo, não?! Afinal morremos de qualquer jeito! Mas, pensando direitinho... Bem, sem nada ser para algo mais a respeito dizer, apenas vou continuar dizendo: Eu acho arretado!
Cândidas declarações
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| Ói nosso heroi aí! |
“Assim que veio a público o meu caso, as mesmas pessoas que me bajulavam e recebiam a minha ajuda foram à imprensa dar declarações me enxovalhando. Não quiseram nem me ouvir. (...) Foram desleais comigo”. (Aliás) “Como governador, tinha um excelente relacionamento com os grandes empresários. Usei essa influência para ajudar meu partido, nunca em proveito próprio” (Aliás) “Nada fiz de diferente da maioria dos políticos brasileiros”. (Aliás) “Atendi dos pequenos favores aos financiamentos de campanha. Ajudei todos”. (Aliás) “Em 2008 um senador veio à minha casa pedir 150 mil reais para a campanha da sua candidata à prefeitura de Natal”. (Aliás) “Um outro senador me procurou, certa vez, pedindo que eu contratasse no governo uma empresa de cobrança de contas atrasadas”. (Aliás) “Em 2009 fui a um jantar na casa do ex-senador (lá de Pernambuco) onde um amiguinho dele me expos a necessidade de levar R$ 150 à pré-campanha do pernambucano. E eu, e o então prefeito de São Paulo, nos comprometemos a conseguir, cada um, 75 mil reais por mês. Alguém duvida da honestidade do senador Pernambuco (de dois êmes)? Claro que não. Mas, ele precisava se eleger”. (Aliás) “Ajudei o PSDB sempre que um outro senador pernambucano, presidente do partido, me pediu.(...) Fazia de coração, com a melhor das intenções”. Pois é, amigo leitor. Claro que os “Aliás” entre “parentes” são meus, mas as cândidas afirmações entre aspas são desse herói aí. E por conta de apenas isso essa beleza já foi derrubado do cargo e expulso de seu partido, o DEM. Pois é. E hoje, muitchó préo, com a maior simplicidade, "admite os erros" cometidos inclusive quando era governador do Distrito Federal. Imagine! Sim, e o cinismo dele onde está? Talvez alojado no nariz, não? Sim, porque, no caso do boneco, quanto mais mentia mais crescia a venta. Neste caso, ao que tudo indica, quanto maior o cinismo maior ela fica, não? A propósito, p'rá qual cadeia ele irá? Por acaso sabe o meu amigo leitor?. Pois é. E tudo fica pelo dito não dito porque sabe que não receberão um Pai Nosso de penitência. Arretado, mas muito arretado mesmo - entenda - Eu acho arretado!
segunda-feira, 14 de março de 2011
Mas, que diabo!
“As fraudes em licitações continuam sendo o principal meio de desvio de recursos”, segundo a CGU (CGU significa Controladoria Geral da União), “especialmente ocorrendo onde há conluio de empresas, fracionamento para dispensa de concorrência, licitantes com endereços em comum ou firmas recém-criadas”. Grande nuvidade, Sra. CGU, grande nuvidade! A senhora descobriu o Brasil de jétisqui, sabe? Mas, Sra. D. CGU, desde que eu sou criança (e isso faz um tempão) que “seio” disso. Aliás, o meu cachorro doberman Kid, com “k” maiúsculo, que durante longos quinze longos anos de convivência considerei muito mais amigo do que muitos humanos e que, diga-se de passagem, eu muito amava, que morreu recentemente, e que me fez, por incrível que pareça, chorar a sua morte, e o meu papagaio, o Lourinho (note o “L”), que morreu há muito tempo, também já sabiam disso. E a senhora “descubriu” isso agora? Quanta inocência! Eu não sei, afinal de contas, para que diabos a senhora existe ou serve? Para descobrir o óbvio ou afirmar o que é? Não pode ser! Não pode ser porque, pagamos milhões à senhora e a senhora só é de fazer isso?! A senhora só existe p’rá dizer isso o tempo todo?! E a senhora me diz que não pode fazer nada por causa do “corte” de não sei quantos bilhões que a Sra. Presidente fez com os gastos púbicos. Pelo amor de Deus! E antes! A senhora fazia alguma coisa antes? O quê, por exemplo? Dona CGU, a senhora tem a coragem de me dizer que o caso de corrupção ocorrido em Ibirataia, na Bahia, onde seus auditores examinavam um processo de licitação era, à princípio, legal, mas que o edital foi publicado em um jornal falso?! Jornal falso, D. CGU?! E que diabos vem a ser um “Jornal falso”?! Um jornal falso?! Mas, se ele existe, senhora Dona, como pode ser falso? Explique-se, por favor, explique-se! Pois é, D. CGU! Se a senhora, que tem o dever de coibir tais “abusos” me diz isso, o que devo dizer eu, à senhora, em troca? Se a Senhora, através de seu “Ministro Chefe” (vai ter título bonito assim em outro Planeta!) cujo retrato pensativo está, com todo o respeito que por ele tenho, com o dedo indicador sem saber se vai ou não vai enfiar na narina esquerda, só tem para me dizer essas coisas, o que devo eu a ele dizer? Creio uma única coisa, senhora Dona, se é que a senhora me permite. Posso dizer? Então vou dizer: Eu acho arretado! É!... Eu acho arretado, senhora Dona. Eu acho arretado!
O que será?
Abro o jornal e leio “Servidores apadrinhados (leia-se bem: apadrinhados) de deputados, que ganharam o direito de usar imóveis funcionais (leia-se bem: imóveis funcionais) da Câmara em 2009, vão perder a vantagem conquistada (leia-se bem: vantagem conquistada), na época, com uma manobra (leia-se bem: manobra) do deputado (?) – nem o nome dele merece, aqui, ser escrito - destinada a beneficiar ocupantes de “cargos de confiança” e para tanto, há de ser revogado o Ato nº 40 que permite, a tais execrandas figuras, que se recusam a sair das casas e apartamentos da União, a simplesmente pularem fora deles. Imagine!. Sabe o meu leitor quantos imóveis são? 33, a idade de ... Pois é! Cedidos a quem? A apadrinhados (leia-se bem, novamente, não de modo divagar, mas, devagar: a a-pa-dri-nha-dos). Aliás, o patrimônio ocupado por tais malidicenses patifes está avaliado em R$ 30 milhões, tutú (não “ignore” pois o “u” de pitú também é acentuado!) suficiente para reformar três prédios funcionais (leia-se bem: três prédios funcionais, portanto há mais, muito mais!) que podem alojar 72 deputados e reduzir em R$ 216 mil os gastos mensais com o auxílio moradia (leia-se bem: auxílio moradia). Auxílio moradia a tais janicéfalos...imagine! Isso é uma zona ou uma zorra?! E veja bem: a revogação de tão precioso Ato editado, logicamente, por artimanha de um venerável bonifrate, deputado federal eleito pelo seu curral, com gado nas ventas (gado bovino tem venta) marcado com ferro em brasa, com as iniciais MN, e que pertence a mais um não menos execrável partido político de tantos execráveis outros que por aqui há, simplesmente pretende retomar a posse dos tais imóveis cedidos ao “servidores” (leia-se novamente: “servidores”) de confiança de parlamentares influentes com base no critério de apadrinhamento (leia-se novamente: com base no critério de apadrinhamento.) Num pode ser! Num acredito! Num dá p’rá acriditar! Isso é uma zona ou é uma zorra?! E os calaceiros que usufruem de tal benesse durante todo esse tempo não vão sofrer um pai nosso de penitência por ter nos roubado? Claro que não, pois está sendo “legal” o que estão usufruindo já que o tal Ato 40 legaliza a patifaria dos biltes. Meu amigo, me perdoe, mas no meu estado emocional em que me encontro agoramente a indução me faz crer que não é nem uma zona nem uma zorra, mas, uma outra coisa, ou seja, uma p.....(Ah! se eu pudesse escrever toda a palavra!). Pois é! E eu – não sei você - como sempre, impotente em minha insignificante clausura de simples cidadão brasileiro, aqui por baixo, só me resta repetir, sem um mínimo eco, “de mim p’rá comigo mesmo”, sílaba por sílaba, vagarosamente: Eu a-cho a-rre-ta-do!
quarta-feira, 9 de março de 2011
Quisera ter sido aqui
Se não?! Pena que ainda esteja do outro lado do Atlântico, lá pela Inglaterra, melhor localizando, em Londres. Aliás, não só pelos Estados Zunidos como também por aquelas bandas tudo acontece. O imaginável e o inimaginável. E dessa vez está acontecendo o inimaginável, pelo menos por mim. Pois é! Prepare-se o leitor para, em futuro próximo, estar se deliciando com o que, pelo menos suponho, tenha sido abundante em sua bebezisse (fase anterior à criancice). E a senhora Kibom ou o seu parente próximo, o Sr. Méquidônalde, são fortíssimo concorrentes para fornecê-lo ao amigo leitor fresquinho, fresquinho, ou como picolé ou cremoso. Quem sabe se não com uma cobertura de ameixa ou morango?! Uhm! Seu minino, achocolatado ou regado com suco de graviola deve ser uma delícia... uma delícia de lamber os beiços. E acompanhado com um aperitivo “de alta qualidade”. Aliás, bom seria se fosse também vendido, junto com o produto final, o vasilhame porque, aí ... aí seria demais! Do quê estou falando? Calma, amigo, calma, porque é justamente essa sua impaciente curiosidade em saber o que é que lhe trará, quando por aqui chegar, uma satisfação maior do que se você já tivesse sabido o que é. Portanto, repare-se que lá vai: um, dois, três!... Sorvete. Sorvete?! Sim, sorvete, mas este é especial porque é fabricado com leite de mulher. Leia de novo: leite de mulher. Surpreso? Se você está, eu não, porque, tenho dito que antes de morrer vou ver muito mais coisa na face desta Terra. Aliás, poderá ser, de preferência, de uma parenta próxima (irmã, mãe, tia, prima ou mesmo esposa – e esse é que deve ser gostoso!) em virtude de o consumidor final ter certeza de ter “boa procedência”. E mais, segundo o feliz empresário, nem está faltando matéria prima, muito menos fornecedoras por ele aos borbotões contratadas. Aliás, quanto maior os peitos (não siliconizados, é claro, porque aí a matéria-prima sairia já “industrializada” e com o sabor um tanto de óleo dísel!) mais geração de rendas para todos. Pois é! E não há nenhum problema com a Empresa Reguladora de Alimentos londrina, só bastando seguir o afortunado sorveteiro as regras sanitárias por ela postas a vigir. O que? Não me diga que o amigo está pensando em consultar a Vigilância Sanitária para... ou ta? Tá ou não tá? Se sim ou não eu digo tá!... essa... olhe... essa Eu acho arretado!
Também, pudera!
Houve um tempo p’ra trás em que a coqueluche era transformar qualquer pedaço de terra brasileira num município, bastando para isso a votação dos que no pedaço moravam, sempre sob a batuta dos que no pedaço mandavam através dos já famosos currais eleitorais ou coisa que o valha. E o “povo” queria e o pedaço de transformava em um município. Foram tantos surgindo que as más línguas diziam ser mais u’a manobra dos politiqueiros p’ra mais facilmente roubar os cofres públicos, já que mais prefeitos significava mais possibilidades de roubo. Verdade ou não, o certo é que havia municípios com tão poucos munícipes e recursos que a arrecadação de impostos não dava nem p’ras “despesas pessoais” dos próprios prefeitos, quanto mais com a coisa pública. Se era ou não (esse “não” em virtude, talvez, dos roubos neles já havidos) o certo é que era. Bem, hoje, nesse Brasil de meu Deus, existem só 5.565 municípios (só?!) significando o mesmo número de prefeitos e, claro, mais que o décuplo de apadrinhados como sempre fuçando o nada como servidor público. E tá dando no que tá dando, com as prefeituras ainda não sabendo de onde tirar os recursos para pagar o mega aumento de R$ 5,00 no hiper salário mínimo de R$ 545,00, pois, segundo elas, os gastos com os servidores vão extrapolar o limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 60%. Puxa, só cinquinho fazendo isso?! Credo! E de acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, serão 650 as cidades que estarão com as contas no limite ou que vão ultrapassar o percentual estipulado em lei. Segundo ainda este cidadão, “A arrecadação das prefeituras não aumenta (ué!... estão morrendo os munícipes, não estão nascendo ou estão saindo do Brasil?!). E continua “O Congresso age de forma irresponsável com os municípios. Além de aumentarem o salário mínimo, governadores e governo federal estão cada vez mais passando atribuições aos prefeitos”. Beleza, Sr. presidente, beleza! Aliás, esquecendo esse mundão de Brasil, só por aqui, nesse tão amado Pernambuco, 54,4% das receitas do município é o limite para gastos com folha de pagamento; 55% dos prefeitos de cidades de Pernambuco poderiam ser considerados, hoje, inelegíveis (imagine!); 184 é o número de municípios, só neste Estado e, afinal, 100 prefeituras gastaram mais com os servidores do que permite a lei. Isso é que é bom, senhores prefeitos, isso é que é bom! E eu acho arretado!
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