Só quero ver em que irá dar a já chamada “querela do salaro”. Aliás, isso que acabei de escrever é uma força de expressão porque todo mundo já sabe em que irá dar. Mesmo assim... Em primeiro lugar, todo mundo tá metido na relevantíssima contenda: partidos políticos do contra e do “sim, senhora”, empresários, Executivo, Legislativo, Judiciário. Todo mundo, menos os prejudicadamente interessados, quer dizer, os pobres dos assalariados. Preliminarmente isto posto, tenho-vus a vus dizer-vus a vós que assim que a Sra. Presidente sancionar a lei do tal salaro, partidos do contra protocolarão no STF uma Ação Direta de Inconstitucionalidade pois, para eles, não pode a Ilma. Sra. reajustar salaro por meio de decreto, muito menos até 2015, pois isso desrespeita a (já tão desrespeitada) Carta Magna que, lá por dentro, exige o Congresso aprovar lei específica toda vez que o salaro for aumentado. E muito préo disse lá um senador: “O Senado saiu menor, se apequenou. Nós não podemos permitir que se achincalhe a instituição. O reajuste por decreto á um golpe contra a instituição!” Mas, seu senador, achincalhar mais o quê? O Senado?! Eu, hem! E nessa coisa toda o que chama a atenção é a já antecipada e pública convicção de um dos ministros do Supremo (quisera saber, atualmente, afinal, quantos ministros tem o Brasil!...) ao afirmar: “A ordem natural das coisas é a aprovação, pelo Congresso, para ter-se lei no sentido formal e material”. Em outras palavras, para ele a tal lei do salaro e nada é a mesma coisa. Interessante é que um outro ministro, ansiosamente esfregando as mãos, já afirmou que prevê “um debate quente” se, de fato, for proposta a tal Ação. Seu minino, realrmente num intendo, mai num intendo mêrmo. Ora, e quem está esquecido do que o Supremo fez em 2010 quando “sugeriu”, no seu projeto de lei enviado ao Congresso, uma espécie de “gatilho salarial” a partir de 2012, pelo qual os “seus” reajustes seriam feitos com base na variação do IPCA? Ôi! Quer dizer então que eu, legislativo, posso “sugerir para ser” – e será o que sugeri - e tu, executivo, num pode “decretar para ser” porque é inconstitucional?! Num pode purquê? Num tá tudo bagunçado e achincalhado mêrmo!. Mais um menos um, nenhuma diferença faz nesse regime onde todos afirmam imperar a lei da democracia, não é mesmo? Eu, hem! Tá, pensando direitinho no causo... Eu acho arretado!
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Esse Sr. Sistema...
Um insignificante erro em torno de R$ 160 milhões foi detectado nos cofres do INSS, entre 2005 e 2008 (estamos em 2011, imagine!) em virtude do Órgão ter pago, através do Sr. Sistema, a mais, a um montão de silenciosos brasileiros, auxílios-doença e aposentadoria por invalidez, em alguns casos sendo os benefícios pagos em duplicidade. Descoberto no Sr. Sistema o também insignificante e equivalente rombo, resolveu o ludibriado Órgão, através daquele reincidente senhor (vez em quando ele embirutece) cobrar a diferença dos que, caladinhos, a mais receberam. E já ia começar a fazê-lo quando também pelo Sr. Sistema foi ao Órgão revelada outra desconcertante situação. É que, segundo ele, um montão de pessoas receberam a menos do que tinham direito, gerando um prejuízo de aproximadamente 2,7 milhões. Diante do impasse criado pelo Sr. Sistema uma nova revisão haverá nele, pois pode ter ocorrido que nem todas as pessoas detectadas tenham sido vítimas da inequívoca ineficiência daquele senhor. Assim é que, desde janeiro, o Órgão (nunca confunda o Órgão com o Sr. Sistema) através de comunicados, convidou os segurados para comparecerem a uma agência do INSS (tanto faz INSS quanto Órgão) para uma efetiva confrontação dos valores e mesmo para que as pessoas “exerçam seu direito de defesa”. Segundo lá o presidente do Órgão (que não é do Sr. Sistema) o segurado foi chamado “para mostrar a documentação, porque, daqui a pouco, o benefício que a gente achou que estava duplicado, na verdade, poderia ser efetivamente em razão de dois vínculos empregatícios. E se eu identifico que tem um erro, tenho que consertar e pagar o valor correto”. Nada mal, Sr. Presidente, nada mal. Mas, posso externar minha previsão nostrademusriana, posso? Então lá vai... Melhor não seria demitir o Sr. Sistema e contratar um outro sujeito qualquer? Se não, então vejamos: mais ou menos 160 milhões pagos a mais com menos ou mais 2,7 milhões pagos a menos vezes quase um montão de pessoas recebendo a menos que deverão receber a mais porque tiveram lá seus prejuízos mas que deverá ser tirado boa parte do montante a ser pago daqueles que receberam a mais porque se assim não fosse os que ficaram no presjuízo ... Quer dizer... é uma conta tão complicada para o Sr. Sistema dar conta que (cá p’rá nós e não conta a ninguém)... ou vai ficar tudo pelo dito não dito ou o pau vai quebrar nas costas de quem? menos do Sr. Sistema, do Sr. Órgão e muito menos do Sr. Presidente. K...! tá, prognostiquei! Eu acho arretado!
Muito menos eu
Há não muito tempo vi a seguinte cena. No ônibus sentado eu estava. Ao meu lado, junto à janela, uma senhora com uma criança em pé no colo (dois anos, mais ou menos) segurando no ferro que horizontalmente fica acima do encosto do banco. No banco da frente, sentado, um jovem casal apaixonado aos beijos tipo desentupidor de pia (também há esse), completados pelos de língua, de beiços e chupados, tudo sendo visto por todos os circundantes e, a menos de dois palmos, pela criança que, aliás, curiosa, olhava o tempo todo para os dois amantes que pareciam estar a sós entre quatro paredes. Ninguém disse nada, muito menos eu. Bem. Outro dia fui ao mercado e lá presenciei uma cena semelhante mas, um tanto diferente. Dois homens, um de meia idade, barbudo, e outro aparentando ainda adolescente, bebendo umas e outras num bar próximo. Sentados, braços estendidos sobre a mesa, mão dadas (ambas as mãos) com certa força puxando os corpos para si, estavam nuns beijos tão ardentes e apaixonados que não dava para ver as bocas porque a barba do barbudo cobria ambas. Daí, infelizmente, não posso afirmar terem sido de língua, chupados ou do tipo desentupidores de pias. Ninguém disse nada, muito menos eu. Outro dia, era domingo, por volta da 15 horas, fui tomar uma cerveja num bar, daqueles que ficam ao ar livre, lá em Olinda. Repleto o bar. A tarde limpa. Na rua transeuntes. À mesa, ao lado, cinco lindas e ditosas jovens mulheres. Duas delas, de mãos dadas, beijavam-se tão apaixonadamente, tão ardentemente, tão vagarosamente, usando os três tipos de beijos já descrito lá por cima, que não tinham tempo nem de se entrosar na conserva que as outras três, alegremente tagarelas, desenvolviam durante o tempo que por ali estive. Ninguém disse nada, muito menos eu. Aliás, não disse, não digo e não direi nunca pelo simples fato de ser adepto dos seguintes pensamentos: cada um faça lá o que bem quiser e os incomodados que se mudem. E em assim sendo, como também eu faço aquilo que quero, digo e repito sempre, goste ou não goste quem quiser: Eu acho arretado!
Solução inteligente
Meu amigo!... o problema é o seguinte. Segundo a organização que trata da alimentação mundial, uma tal de FAO, vai haver no Planeta, num prazo de quarenta anos (e quarenta anos é logo ali) uma crise de abastecimento de proteínas, essenciais para a sobrevivência da espécie humana que conta, atualmente, com cerca de 7 bilhões de bocas p’rá comer mas que, naquele tão próximo tempo, serão 9 bilhões. E tamanha quantidade de bocas atualmente existente consome, num ano, 230 bilhões de quilos de carne mas naquele tempo consumirá 450 bilhões. E onde arranjar tanto peso se, afinal, as áreas de pastagens da Terra, como tudo, também têm limites? E isso quer dizer que, quando ele chegar, um grama de carne deverá estar equiparado a um grama de ouro! Pois é, meu amigo, o causo é séro! Fundamentados nesse dilema, encontraram os cientistas uma brilhante saída: dirigir a cavidade bucal para objetos voadores identificados, quer dizer, insetos, segundo eles ricos em vitaminas, minerais e aminoácidos, essenciais a mim e a você e que ainda podem ser usados para a produção de extratos de proteína. Aliás, já estão pensando também na genial idéia de adicionar “estratos inseptívaros” nos alimentos industrializados, em futuro próximo podendo escolher o consumidor o sabor ou o aroma que mais lhe aprouver, contido explicitamente na “bula” dizeres como, por exemplo, azeitona com sabor de formiga, ervilha com sabor de gafanhoto, milho com sabor de aranha, todos possuindo, inclusive, aroma de percevejo. Que tal? Ora, afinal já cerca de mil espécies de insetos são prazeirosamente consumidas em 36 países africanos, 29 asiáticos e 23 americanos e nesse mundo tem gente p’rá tudo. Para os cientistas tudo é uma questão de hábito e não se cria hábito de uma hora para outra. Lembra-se do escargot? disse lá um, que é uma lesma? Por mais que o considerem uma apetitosa iguaria, ele simplesmente não pegou no Brasil, completou. Foi mesmo, Seu cientista, foi mesmo!... Por outro lado, criar insetos custa muito menos que boi, galinha, bode ou caranguejo e o espaço é incomparavelmente menor. E não há negar que se formigas, ao natural, têm sabor de nozes (que o diga o senhor tamanduá que nunca os comeu) imagine crocrantemente fritas! E pulgas, baratas e borboletas que sabor têm? Bem, é só perguntar aos macacos, aos escorpiões e aos passarinhos, ora. Sabe, eu já estou imaginando meus netos com um baita prato de feijão com arroz, com cobertura de mangangá ralado e creme de barata d’água, ricos em aminoácidos e proteínas, tendo ao lado um copo de suco de muriçoca com maruim, repletos de sais minerais e complexos vitamínicos. Meu irmão! Pena que não estarei mais nessa para saborear tão apetitosos petiscos e dizer, é claro: Eu acho arretado!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Será que ainda é?
Será que ainda é carnaval... é ... de Pernambuco? Eu mesmo não sei ... ou ainda sei?! Sabe, nem sei mais se sei porque estou com dúvida e a dúvida me faz ficar na incerteza. Se não?! Ivete Sangalo, Maria Gadu, Daniela Mercury ... cantores estrangeiros p’rá burro. Altíssimos investimentos neles. É ou não? Afoxé, samba, pagode, régue, forró sudestino ... ritmos estrangeiros p’rá burro. Altíssimos investimentos neles. É ou não? Trios elétricos que, somados, o espaço por eles ocupados daria para acomodar, ao longo das ruas, no mínimo trezentos mil foliões. Altíssimos investimentos neles. Um barulho infernal. Mais barulho que qualquer outra coisa. É ou não? Não bastasse tudo isso - e muito mais que aqui não cabe – ainda por cima temos um saradão/bonitão e uma saradona/bonitona, "nos trinques", como rei e rainha do nosso carnaval, muito provavelmente porque o “primeiro casal municipal” também é saradão/bonitão e por, certamente, detestar ele (e com justas razões) quem tem uns quilinhos a mais além dos recomendados pela “estética médica universal”: tal altura, tal peso. É ou não? E por conta disso, os Tambores Silenciosos, o Bloco da Saudade, o Vassourinhas, os Papangus de Bezerros, o Pintombeira dos Quatro Cantos... os maracatus, os caboclinhos ... O nosso próprio frevo, genuinamente pernambucano! ... tá indo tudo p’ru Beleléu. Está ou não? Aliás, p’rá lá de Beleléu. E sabe o amigo onde fica Beleléu? P’rá lá do fim do mundo. Fica ou não? Pois é! Sobrevivem por sobreviverem porque estão sobrevivendo. Investimento neles? P’rá que? Num dá “retorno”! Mas, meu amigo, não é este meu mínimo comentário que irá fazer com que você não brinque carnaval. Não, de modo algum. Vá, vá mesmo. As “irreverências” estão nele. Todo tipo de “irreverência”. Na minha época de menino (faz um tempão) chamava-se “safadeza”. Vá! Vá ver as Sangalos, os trios, prestigiar os “saradões”. Será tudo tranqüilo. Pelo menos é o que dirão as “otoridades” e imprensa depois da folia. E mesmo porque, o enorme contingente policial que estará nas ruas dará a você uma sensação de segurança absoluta e de que tudo correrá as mil maravilhas. Portanto, vá! Eu? Eu não! Não posso não, minha mulher num deixa não! Pois é! Segundo ela é melhor ficarmos na insegurança de casa... desconfiados... olhando p’rum lado e p’ru outro tentando ver o amanhecer da quarta-feira. Ela diz que há de ser assim (e o que posso fazer?) contando que eu não pare de dizer (não sei com muela aguenta) - É ou não?! Eu acho arretado!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Seres inconsequentes
“Eu sou um guerreiro beduíno que trouxe glória para a Líbia e morrerei como um mártir! Eu sou um combatente! Eu ainda não ordenei o uso da força, não ordenei que nenhum tiro fosse disparado. Quando eu ordenar, então tudo vai pegar fogo. Vocês, homens e mulheres que (me) amam saiam de suas casas e tomem as ruas. Deixem seus lares e ataquem os meus opositores nas suas casas. Vão e lutem contra eles! Vocês conhecem alguém decente que participa destes protestos (contra mim)? São todos bêbados e drogados. Vamos mostrar a eles o que é uma revolução popular. Avante!”. Seu minino... será que essa ordem vai ser cumprida e a outra, se for dada, também? Seu minino... Eu só me lembro de Luis XVI, de Napoleão, de Mussoline, de Hitler e de tantos outros que tão de perto conheci. Brabeza tava com eles, sabe?... enquanto puderam se manter escondidos por detrás das armas de outros que, por interesses escusos e iguais aos deles, os apoiavam. Quando saíram de detrás delas, quando não mais foram elas à seu favor, berraram que nem bezerro desmamado e com todos deu no que deu. Seu minino... é mêrmo! O poder que as armas dão á esses estrabufuticamente senhores paranóicos do poder é de arrepiar cabelo de suvaco de cobra. Para você ter uma idéia do que é o poder, seu minino aqui, recentemente, numa briguinha de mentirinha havida entre dois inexpressivos politiquinhos do mesmo naipe, disse um para o outro, inflando o peito: “Eu sei o que é poder porque já tive nele”. E ói que quem disse essa brilhante pérola foi um simples ex-prefeitinho de uma cidadezinha como o Recifezinho perdidão nesse mundão de meu Deus! Pô... xá vida! Imagine o “poder” que tem um presidente, mesmo de uma republiqueta qualquer, um ditador ou coisa que o valha! Seu minino... O interessante é que, dnquanto detêm o poder o quanto podem, ainda têm a capacidade de, com apenas a voz, jogar ou tentar jogar centenas de milhares de seres humanos em lutas inclusive fraticidas, enquanto eles, eles ficam dentro de palácios fortificados, de bunkers, de casamatas e eu sei mais lá o que! Nenhum deles dá uma de Davi que sozinho, sozinho! (aquilo é que foi um cabra macho!) brigou com o Golias ficando o exército de ambos os lados esperando, numa boa, o desfecho do espetáculo que, por sinal, foi brevíssimo. Não. Eles se escondem e os trouuxxxas brigam por eles. Seu minino... é impressionante! Eu fico estupefado, e porque não dizer de boca aberta, entrando tudo o que não presta nela e eu sem ter a mínima força p'ra fechá-la. Seu minino! Olhe! Esses seres humanos!... Além de eu os achar ... Eu acho arretado!
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Dupla sensação
Como sempre, deixando nomes p’ra lá, nos informa uma reportagem que a SSP de São Paulo decidiu afastar, da Corregedoria da Polícia Civil, dois delegados suspeitos (olha o termo ... suspeitos) de abuso de autoridade na prisão de uma escrivã em 2009, decisão tomada pelo próprio governador do Estado sendo, inclusive, determinada a instauração de processo administrativo disciplinar para apurar a responsabilidade dos policiais. Também será investigada a conduta de um outro delegado que, na ocasião, era titular da Divisão de Operação Policiais da Corregedoria. Tripé fantástico: três delegados! Imagine... Aliás, o Sr. Doutor Secretário de lá afirmou, boquiaberta que, aproveitando a “dêxa”, vai enviar ofício ao chefe do Ministério Público “manifestando perplexidade com o pedido de arquivamento do inquérito policial (olha os termos: pedido de arquivamento do inquérito policial) instaurado por abuso de autoridade (olha os termos: abuso de autoridade) pelo representante do MP oficiante à época junto ao juízo criminal da Vara Distrital de Parelheiros”. Muitó bem! Muitó bem! Se ler a reportagem dá uma inefável sensação de arrepiar os pelos da epiderme, imagine a outra sensação de lê-la vendo o filminho de 12 minutinhos. Seu minino! Seria realmente lindo se não fosse trágico. Sabe, aquele filme onde o diretor põe você na expectativa se a coisa vai ou não vai acontecer? Exatamente. Assistindo-o você fica na ânsia da "indelicada" senhora tirar ou não tirar a calcinha. E é aí onde reside o clímax dos que dirigiram o filme digno de um “Oscár” às avessas. Aliás, além do clímax clímax, outro clímax existe um pouco antes do outro quando a jovem, por várias vezes, grita (e, com o perdão dos meus leitores, vou aqui reproduzir): “Vai aparecer minha piriquita! Não! vai aparecer minha piriquita! Vai aparecer minha piriquita!” Bem. Se apareceu ou não confira se a curiosidade p’rá lá conduz o meu leitor. Mas, deixando a “piriquita” no lugar dela, o interessante é que, mesmo vendo o filme no iutube (é só escrever no retângulo “prisão de escrivã em 2009) ainda os delegados continuam “suspeitos” e o DD. Representante do MP da época continua a não ver nada de errado. Pode?! Pode! Essas autoridades fazem isso diante de uma câmera, imagine à calada da noite, quando o sol se põe no horizonte! Eu, longe de todas as autoridades, como sempre recolhido à minha insignificância, fico somente vendo, ouvindo e repetindo: Eu acho arretado!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Negócio p'rá rico
Rico não faz nada, nem p’rá nem em prol do pobre, e quando faz é para obter lucro. Tenho dito! Sim, porque mal começou o ano e já o rico banqueiro está oferecendo ao pobre trabalhador (trabalhador, é claro) a possibilidade de botar a mão no “13º saláro” que ainda virá no fim do ano. E é tentadora a oferta porque o pobre do pobre recebe toda a grana agora e só vai pagar a dívida quando a “mufunfa” for creditada pela empresa. Meu amigo, melhor coisa não existe. E o jurinho anual é tão baixinho que empolga e incita a qualquer pobre fazer o negócio. Apenasmente quase 50% da grana adiantada. Negócio bom... p’ru rico. Mas, como todos os “negócios” este também tem lá os seus poréns. Primeiro o pobre do pobre que cair nessa esparrela tem que botar na cabeça que não irá contar com o 13º no fim do ano pois é exatamente ele (penso eu) que o ajuda a pagar o IPTU e o IPVA (se for o caso), além de outras “despesazinhas extras” como as escolares, etc. Portanto, meu amigo, se você tem coragem de entrar nessa o “pobrema”será seu, todinho e só seu, pois se assim você quiser, de antemão vá logo cortando as despesas ditas supérfluas, como a carninha, os cem graminhas de queijinho de coalhozinho, o leitinho em pó, a cervejinha ou mesmo a pituzinha. Ir ao parque no domingo ver “piriquito” verde, ao campo de futebol ou ao motel do tipo “pega qualquer um” nem pensar. Só não corte o dízimo de “sua igreja” porque, além dele ser “sagrado” o pastor, sem ele, te bota p’rá fora. E pense lá que, no meio dessa felicidade toda, poderá ainda acontecer o pior. Sabe qual? Você, por arte de Destino, ficar desempregado! Aí, meu amigo ... paciência... só sorrindo de sua sorte como eu, por antecipação, estou agora! Mas, não se desespere. Se você é aposentado num tem pobrema. Entre no “consignado” pois é aí que você vai dançá direitinho. Pois é. Vendo você pagando ou desempregado ... Eu acho arretado!
O óbvio
Após longo e profundo estudo o senhor IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) chegou a quatro grandes e novíssimas conclusões. Eis a 1ª) No Brasil o desemprego é maior entre os mais pobres. Isto faz com que a briga pela sobrevivência os obrigue a enfrentar uma alta rotatividade e a se submeterem a postos de trabalhos mais precários. Enquanto isso os mais ricos se dão ao luxo de escolher emprego e esperam pelos melhores salários. Eis a 2ª) O trabalhador de menor renda aceita qualquer ocupação, mesmo precária, simplesmente pela necessidade de sobrevivência. Os ricos, não, demoram mais procurando emprego porque são mais seletivos e podem fazer escolha. Eis a 3ª) Há uma grande desigualdade no país entre ricos e pobres e o desemprego se concentra nos trabalhadores cuja renda média é inferior a dois salários mínimos. Por fim, para fechar com chave de ouro, eis a 4ª) O mercado de trabalho do Brasil é simplesmente desestruturado, com empregos precários e alto índice de informalidade. Mas, seu IPEA! E é necessário o senhor existir, pagar caro a tanta gente, gastar tanto dinheiro com pesquisa p’rá concluir isso?! Eu hem! Sim, porque, desde que eu me entendo de gente – e olha que já faz um tempão – que nada mudou, pelo menos por aqui, entre ricos e pobres. Pois é seu IPEA, pois é! E para conclusões tão arretadas, seu IPEA, eu só posso concluir com uma conclusão que é também uma grande novidade: Eu acho arretado!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Já vi esse filme antes
Em recente nota a ANVISA (sabe o que é, né?) nos informa a nós, os idiotas, que os inibidores de apetite contendo sibutramina e os anerexígenos afetamínicos já foram banidos em diversos países por serem considerados obsoletos e por representarem elevado risco para a saúde humana. Por causa disso e depois de profundos estudos realizados por sua Câmara Técnica de Medicamentos, ficou comprovado que o risco potencial à saúde supera os benefícios. No caso da sibutramina, a manutenção da perda de peso a longo prazo é difícil e não compensa os danos ao sistema cardiovascular. Já os anfetamínicos trazem riscos pulmonares e ao sistema nervoso central. Ficou claro o que ela nos informou? Qui nem eu, o meu leitor intendeu? Pois bem. Acontece que ela “pretendendo” (veja bem: pretendendo) proibir o consumo e a venda dessas porcarias que infestam também as prateleiras de nossas farmácias, que dizem emagrecer o “trôuchchcha” de qualquer jeito e cujos nomes são difíceis de pronunciar mas cujos conteúdos são fáceis de serem engolidos (reductil, plenty,saciette, biomag, vazy, slenfig, sibutran e sigran) propôs (veja bem: propôs) ser tal assunto discutido numa audiência pública que se realizada em Brasília ainda no próximo dia 23 (hoje ainda é 17). Depois daquele dia é que a diretoria daquele agência decidirá que atitude tomar. Imagine! Tô doido! Eu num acridito! Tá fazendo o mal qui tá fazendo em nóis e ainda tu vai fazer o que vai fazer?! Credo! Só no Brasil! Pois, dona ANVISA, eu vou dizê a sinhora o que irá ocorrer depois do dia 23. Aparecerão e unir-se-ão inúmeras associações dos fazedores de tais venenosas porcarias, contra a sua diretoria, a senhora e a sua decisão (se for o caso) moverão uma bruta de uma Ação na nossa já tão capengada Justiça, com pedido de liminar, que será concedida, e tudo continuará como está. Qué apostá? Posso inté tá errado, sabe, mas, lembra-se a senhora da ABIA, da ABIR e da ABICAB, com relação aos alimentos industrializados, tema de uma nota minha no dia 15 do mês em curso? E será “deferente”?! Pois é, dona ANVISA. Provera a Deus esteja eu errado mas... de qualquer forma, venha o que vier ou dê no que dé ... Eu acho arretado!
Mulher é mulher
Ontem, hoje, amanhã, sempre e amém. Andando, amando, odiando, parada, falando, cantando, olhando, calada. Matando ou dando a ou à vida. Pintada, retratada, fotografada. De frente, de costas, de ambos os lados. Vista de cima e vista de baixo. Lindas, bonitas, feiras, horrorosas. Bem ou mal feitas. Gorduchinhas, gorduchas, gordas, gordonas, prá lá de obesas. Magras, magrinhas, magricelas ou macérrimas não havendo, inclusive, como querem alguns, nenhuma diferença entre mulher e mulé. Sobre elas é impossível esgotar o inesgotável porque todas são, simplesmente, mulher. Mas, cá p’rá nóis, tem umas que os homens teimam em querer sejam elas mais que as outras. Senão? Ora, veja o caso da Sra. Mona Lisa. Nunca vi tão paparicada, tão visualizada, tão estudada, tão esmiuçada, tão microscopicada, tão... do que ela. Bolas! Imagine que agora os cientistas encontraram inúmeros “símbolos e metáforas”, inclusive cabalísticas, em suas diferentes partes como: 1) no olho direito; 2) no olho esquerdo; 3) na parte superior da face; 4) no sorriso; 5) na parte inferior da face; 6) no véu; 7) na ponte que tá por trás dela, junto ao pescoço; 8) na barriga. Assim, o primeiro representa um verdadeiro testamento pictórico, filosófico e biográfico; o segundo a fase da vida do pintor em que ele iniciou a obra; o terceiro uma beleza celeste, sagrada e pura; o quarto originalmente não era sorriso, mas expressão de zanga; no quinto foi pintado por um aluno e servo do autor e não por ele (um caso seu, aliás), cuja beleza andrógina representa o belo sensual, atraente e sedutor; o sexto denota um estado sombrio e triste em virtude da “modelo” estar grávida do grande pintor e ser, portanto, ilegítimo o filho, já que ela era casada; o sétimo não era aquela que se pensava ser, em Bobbio, mas outra próxima a Arno, na Toscana e, afinal, no oitavo o autor retrata a barriga da mulher grávida porque realmente ela estava, não de um outro amante dela, mas do próprio que, por sinal, nasceu de uma relação extraconjugal. Ainda bem que o quadro pára por aí senão... oi lá a encrenca! De quem seria ou o que representaria isso ou aquil’outro que não vemos mas, imaginamos? Bem, senhores cientistas. O que tá dito tá dito e nada sou para contradizê-los. Mas, pelo menos, posso “dizê-los”: Eu acho arretado!
Como sempre, em boas mãos
Pelo menos em cinco Assembléias Legislativas (Rio de Janeiro, Amazonas, Alagoas, Piauí e Mato Grosso) seus atuais presidentes estão de rabo preso na justiça, mas isso não sendo problema algum para eles serem o que são porque seus pares assim o quer. O primeiro, no sexto mandato (macaco véio e escolado, portanto) usou o cadastro de contribuintes da Prefeitura de Saquarema, de onde sua mulher é prefeita, para fazer campanha. O segundo comprou votos e tem “conduta vedada” por usar um hospital e duas ONGs (sabe o que é ONG, né?) de saúde para fins eleitorais. O terceiro meteu a mão no dinheiro destinado à merenda escolar, por isso respondendo a Ação de Improbidade Administrativa. O quarto só responde a quatro processos pelo uso indevido de verbas federais para a construção de reforma de prisões. O último é recordista em ações... contra ele, é claro, pois responde a nada menos que 102 (102!... Imagine! ... 102!...) mas ocupando a presidência pela quinta vez. Fez, durante a sua brilhante e profícua “carreira política”, tantas coisas em prol de si próprio que impossível aqui relacioná-las. Pois é! O primeiro é acusado pelo Ministério Público Eleitoral; o segundo, pela Procuradoria Regional Eleitoral; o terceiro, pela Justiça Federal; o quarto pelo Ministério Público Federal e o quinto por tantas “gentes” e “órgão” que nem sei mais quem! Enquanto todos, uníssonos, negam as acusações eu, na "minha velhice querida que os anos já trazem mais” (qualquer semelhança é mera coincidência) vou cantando aquele linda canção: “Si gritá pegá ladrão, num fica um mêirmão! Si gritá pegá ladrão...”. Pois é! Essa é uma pequena amostra do nosso quadro político atual. A-r-r-e-t-a-d-o! Eu acho a-rr-e-t-a-d-o!
Eles que se entendam (2)
No dia 10 do corrente mês e ano publiquei pequena nota sobre o uso de “presidente” ou “presidenta”. Mas, depois de estar absolutamente convencido, aparece outra análise sobre o assunto Vejamo-la: “A presença, cada vez mais justamente acentuada, da mulher nas atividades profissionais que até bem pouco eram exclusivas ou quase exclusivas do homem tem exigido que as línguas – não só o português – adaptem seu sistema gramatical a estas novas realidades. Já correm vitoriosos, faz muito tempo, femininos como mestra, professora, médica, advogada, engenheira, psicóloga, fílóloga, juíza, entre tantos outros. Os substantivos que designam pessoas e animais manifestam o gênero e apresentam, quase sempre, duas formas diferentes: uma para indicar os seres do sexo masculino e outra para os seres do sexo feminino. Podemos distinguir, na manifestação do feminino, os seguintes processos: a) Mudança ou acréscimo de sufixo ao radical suprimindo a vogal temática: 1) os terminados em –o mudam o -o em –a. aluno/aluna; 2) Os terminados em –e ou ficam invariáveis ou acrescentam –a depois de suprimir a vogal temática. Alfaiate-> alfaiate(e)+a->alfaiata. São uniformes: amante, cliente,a constituinte, doente, habitante, inocente, ouvinte, servente, etc. São biformes: alfaiate, governante, hóspede, monge, parente, presidente (também aparecem como uniformes)”. Arretado! A mim já me convenceu, ilustre acadêmico Evanildo Bechara, em um trecho constante de sua Gramática Escolar de Língua Portuguesa. A mim já me convenceu! E você, amigo leitor, o que me diz? Sim, porque, discordar de um gramaticista do naipe do senhor Bechara... paciência, né! Conclusão que tiro eu depois de tão brilhantes aulas: presidenta não é presidente porque, se presidenta com o presidente é, de qualquer forma, presidenta, fazendo com que presidente seja presidente e presidenta seja presidenta. Entretanto, quando a presidenta é presidente, o presidente (caso haja, no nosso, não!) não pode ser presidenta senão teríamos duas presidentas e não uma só, pois assim seriam sapatões. (!) Eu hem! Pois é! Arretado! Eu acho arretado!
Não, Seu Sarney,
Não! A moça, que sobre o senhor postou no tuite publicado na página oficial do Supremo o que postou, não quis fazer piada com sua idade, não! De modo algum! O senhor é que pretendeu, um tanto inteligentemente, reverter a verdadeira intenção do que foi escrito. Ela quis dizer exatamente o que eu vou dizer, apenas com outras palavras. Releia bem o que ela escreveu: “Ouvi por aí: agora que o Ronaldo se aposentou, quando será que o Sarney vai resolver pendurar as chuteiras?” “Pendurar as chuteiras”, senhor Sarney, não é ficar ou estar velho, é sair, desocupar, deixar vago, sumir, não exercer mais, de alguma forma, o cargo ou profissão que se ocupa. Por outro lado, senhor Sarney, o senhor afirmar que “Me comparar ao fenômeno Ronaldo como um fenômeno também, eu fico muito feliz”. Ôi! E é?! Meu amigo, cá p’rá nóis mas, ser comparado a um senhor que durante três horas esteve num motel com três travestis (cada uma hora com um) e ainda disse que desconhecia as suas “identidades”? Credo! Dessa vez - pelo menos dessa vez, admita – o senhor foi longe demais, não? Sem, porque, foi o senhor mesmo quem, orgulhosamente, disse: “Me comparar ao fenômeno Ronaldo como um fenômeno também, eu fico muito feliz”. Muitó bem! Desculpe-se com o senhor o Supremo ou quem lá bem quiser mas, eu, eu, esse grande eu, afirmo o seguinte: Só nos livramos do senhor e de outros tantos políticos que por aí há P-E-L-A M-O-R-T-E!, ou a nossa ou as deles! Se não? Só para citar dois exemplos: Recentemente, em Olinda faleceu, vítima de infarto, um vereador decano (o senhor sabe o que é decano?) de 64 anos, já o sendo há oito mandatos, por lá agarrado que nem carrapato em pescoço de boi. E, como sempre, não faltaram elogios de amigos e correligionários que usam os mesmos chavões: postura correta, espírito público, identidade com a população, credibilidade, coerência, moral ilibada, morte irreparável, ... tudo isso levando ele para a “Morada da Paz”, lá em Paulista. Desse, vivos, nos livramos, amém!. O outro é aqui em Recife, também vereador. Tem 92 primaveras Mas, quer “trabalhar ainda com mais vontade a serviço do Recife que eu tanto amo”. Aliás, esse passou àquele (são 11 mandatos como vereador, deixando lá atrás a “decanidade” que, como tudo, também tem limite... de tempo!) sabendo eu, de antemão, que não irá, jamais “pendurar chuteiras” coisíssima nenhuma, provavelmente tendo a intenção de também levá-las p’rá lá! E está ainda com tanto vigor, mas tanto, que foi “liberado pelo presidente da Casa, para fazer o juramento ... sentado”. Imagine! Cá p’rá nóis, ora pois pois, pelo amor de Deus! Outrossim (mudei o “aliás”) seu regresso para a Casa tem um significado especial pois “foi lá que passou maior parte da sua vida (também, pudera, e de mala e cuia, acredito) estando cheio de idéias e pretendendo continuar sendo um vereador ativo”. Pois é, Seu Sarney, pois é! Morra o senhor ou eu mas, a verdade é que só nos livramos um do outro ... E é por isso que ... Eu acho arretado!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Um Brasil menor
E p’rá que tão grande, com 8.511.965km quadrados? (Realmente nunca medi, mas me dizem que é!). Só p’rá dá trabalho ao presidente, aos governadores e prefeitos. P’rá ser dividido em estados e numa infinidade de municípios. P’rus sulistas serem diferentes dos nortistas, estes dos oestistas e estes dos lestistas e todos de todos. Quer dizer, só p’rá complicar as coisas. P’rá que tão grande se grande parte de sua população apenas conhece o lugar onde nasceu, e só. Eu mesmo conheço um cidadão que tem 72 anos, mora no interior e dele só saiu uma vez para ir na cidade do Recife, isto quando tinha 10 anos. Imagine. Eu mesmo pouquíssimo dele conheço e duvido que você o conheça todo Então, p’rá que tão grande? Só p’rá gente com orgulho dizer que é “continental”? Menor, bem menor, pequenino mesmo, talvez fosse bem melhor. Eu, pelo menos, já o teria conhecido todo. Portanto, quero um Brasil menor, menor mesmo que Portugal que cabe mais de cinqüenta aqui. E não está difícil de se realizar o meu sonho porque, segundo li recentemente não sei onde, a FUNAI (sabe o que é, né?) lá pelas bandas de Roraima, criou as reservas indígenas dos Yanomanis e dos Waimiri Atroart que abrange 70% do seu território, com uma extensão maior que a Inglaterra e onde estão apenas 25.000 índios. Até aí tudo de bem porque os ditos brancos e civilizados, sempre donos do pedaço, assim procederam com os “peles vermelhas”. Mas, o problema é que a tal da FUNAI criou as reservas só para agradar suspeitas ONGs (sabe o que é ONG, né?) estrangeiras (aliás os nomes dos índios se iniciam por “Y” e por “W”, ausentes em nosso alfabeto) e é aí que o carro pega. As tais ONGs controlam os índios que controlam a única rodovia que liga Rio Branco a Manaus, por ela só passando quem eles querem (norte-americanos, franceses, japoneses). A outra estrada liga à Venezuela e à Colômbia, porta aberta para a entrada de estrangeiros. Brasileiros nem pensar, já que foram expulsos pela polícia federal. E mais, a estrada é fechada das seis da noite às seis da manhã... e priu! estando nela, sempre de olhos abertos e de sentinela, um botocudo abatocado com batoque e tudo, impedindo a passagem de nacionais. Além das línguas enroladas que os índios falam, falam também inglês e francês, muitos até já se aventurando pelo japonês, iniciando balbuciar frases como “istôtô caca, istata côco”. Pois é! Interessante é que, do lado venezuelano também existem índios Yanomanis e inúmeras outras ONGs estrangeiras pesquisam reservas de minerais estratégicos, como o nióbio, por exemplo, e o ouro. E para fechar o assunto com chave de nióbio (ouro já era!), o comandante do Exército brasileiro que se insurgiu contra essas medidas de desnacionalização da região foi destituído do comando pelo ex nosso presidente Lula, sob o pretexto de que estava defendendo os direito dos índios e com todo o apoio da imprensa estrangeira. Pois é, do jeito que as coisas vão, só falta mesmo os índios se revoltarem contra as autoridades brasileiras, que por lá não existem, e proclamarem o país Yanowaimi. "Imagine o Brasil ser dividido e o índio ficar independente?" Que acha o meu amigo? Eu acho arretado!
Porcarias nas prateleiras
Estou quase acreditando (só falta um pouquinho) que só comemos porcaria, seja ou não o alimento industrializado. Tanto é verdade que a ABIA, a ABIR e a ABICAB... (tem saco o leitor para ler o desdobramento das siglas? Se não, tem todo o direito de pular esse “entre parêntese”. Mas, se tem, então lá vai, com o devido “respectivamente: Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação; Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas; Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) – Ufa! se uniram e meteram, na Justiça Federal, com pedido de liminar (que logo foi concedida mas a outra parte recorreu) contra uma Resolução da ANVISA ... (Tem? Então lá vai: Agência Nacional de Vigilância Sanitária) encarregada de regular a publicidade e a promoção de produtos com baixo teor nutricional, elevadas quantidades de sódio, açúcar e gordura, ou seja, verdadeiras porcarias que abundam as prateleiras dos super-hiper-master... mercados da vida. É que, de acordo com a Resolução, de 2010, as propagandas de rádio e de televisão devem, desde dezembro, ser veiculadas com alertas para a população sobre os riscos do consumo habitual desses produtos. Imagine! Quando as coisas chegam no lugar que chegaram, hem! Imagine a que riscos não estamos expostos, hem? No entanto, pensa lá aquele monte de Sociedades, que se assim agir está veiculando propaganda contra si mesmo - mas, “calaro”! – ao mesmo tempo que está veiculando propaganda a favor do pobre do consumidor (completo eu) e isso é, simplesmente, irracional e inaceitável. P’rá que Normas, Resoluções, Leis ou outra porcaria qualquer que defendam a saúde pública ou obriguem aos caras fabricantes claridade de informação ao consumidor? Eu mesmo não entendo patavina do que p’rá mim tá escrito nos produtos industrializados a não ser o nome dele, e oi lá! O meu amigo entende? Também não?! “Nuvidade”! Tudo bem! E é por isso mesmo, por sermos vítimas iguais, que .... Eu acho arretado!
Nosso melhor amigo
Tái! Não sei p’rá que tanta evolução tecnológica! Não sei mesmo. Aparelhos de raio x, radiografia computadorizada, trambolhos que detectam essa ou aquela bactéria, essa ou aquela doença, esse ou aquele mal, etcetera e tal. Para que se investir em tudo isso, se a solução está junto, bem junto de nós, aqui ao nosso lado, viva e bolindo? Sim, porque, recentemente pesquisadores japoneses descobriram uma descoberta tão peculiar e desconcertante, que eles próprios ficaram desconcertados, quanto mais eu. A descoberta? Uma cadela da raça labrador, capaz de detectar um câncer de intestino com o olfato, de maneira tão precisa quanto qualquer aparelho de ressonância de última geração. E a descoberta foi tão fascinante que os tais pesquisadores já pensam em fazer um nariz,ou melhor, um focinho eletrônico capaz de descobrir tumores na etapa inicial da doença. Pois é! E durante os testes não deram moleza ao aparelho de quatro patas, já que misturaram amostras que provinham de pessoas sadias, ou com outros problemas no sistema digestivo como úlceras, diverticulite e apendicite ou mesmo até com pólipos no intestino, que são benignos, mas podem disparar um gatilho para o câncer. Meu amigo! ... Os buraquinhos pretos funcionaram tão perfeitamente bem que os pesquisadores ficaram encantados, senão abestados. Aliás, tal fato não é novidade, pois pesquisas anteriores já confirmaram que nossos amigos são capazes de farejar câncer de bexiga, pulmão, ovários e mama. Portanto, amigo (depois deles, é claro!) não se exaspere se um dia você for a um hospital, ou clínica, ou mesmo um consultório médico e, em vez de entrar num daqueles horríveis aparelhos eletrônicos que vasculham todo o seu corpo a procura de alguma coisa errada, ou fazer aqueles intermináveis exames (sangue, fezes ...) não tope com um belo de um cachorro insinuantemente olhando p’rá você, com um palmo de língua p’rá fora, esperando ansioso p’ra farejá-lo todo, dos pés à cabeça, pela frente e por trás. Que tal? Só imaginando como seria... eu acho arretado!
Banho saudável
Na Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), em Petrolina era (e ainda provavelmente continua sendo) assim: os alunos antigos que faziam os cursos de Zootecnia e Medicina Veterinária, recebiam os calouros com um banho de u’a mistura no mínimo curiosa: sangue, merda, mijo e ovos. Tá! Dessa eu gostei. Gostei porque, consultando os horóscopos, as bolas de cristal, as cartas e os búzios, de todos obtive uma única resposta. A de que tal banho, além de ser saudável e bom para a pele, ainda chama felicidade, dinheiro, faz com que o aluno obtenha boas notas durante todo o curso, faz com que seja um bom profissional e, por último, faz com que não falte bons empregos para ele. Mas, para que esses quatro itens se dupliquem, completaram a resposta me dizendo que o calouro tem que ser arrastado, todo amarrado, por uma estrada, beber álcool e a mistura que tem de ser jogada na cara dele. Pois é! Isso, de fato, acontece por lá. Não mais no Campos Universitário, já que foi proibido, mas nas cercanias. Num tais acriditando? E tu acha qui eu sou mintiroso ? Olha bem p’ra mim! Tá na nete, nesse endereço: WWW. Blogadfolha.com.br. Arretado! Eu acho a-rr-e-t-a-d-o!
A via mangue
“Isso nunca vai sair do papel. Ela não tem apoio suficiente para isso na Casa”. Que Casa? Câmara Municipal do Recife. Quem disse a frase? Um dos vereadores aliados ao atual prefeito do Recife, pelos bastidores. Com relação a que? A uma provável CPI “das obras públicas” que com certeza não virá porque a vereadora tucana – o vereador deve ser urubu! - não é aliada ao prefeito e “não tem apoio suficiente na Casa”. E o porquê da CPI? Avinzinhamento de um “roubo rombão” na construção da tal da Via Mangue. Mas, só isso? Não. É que na cabeça dos que fazem o Tribunal de Contas do Estado, onde trabalham uns caras chatos p’rá dedéu - pelos menos para todos os interessados que a tal via se torne realidade - há uma insistência sem limite para fazer com que o prefeito veja que o valor para a construção da obra está muito, mas muito acima do estipulado, e com tendência de se tornar muito, mas muito mais. O prefeito justifica com um festival de besteira (segundo a passarinha) e ela não gosta. Pretende o que pretende e o cara amigo do prefeito disse o que disse. Certo? Pois é. Para a bico exagerado, há uma clara falta de planejamento na obra e indícios de superfaturamento, além de falta de respeito com o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco e com a Câmara de Vereadores. Mas, passarinha, quem mesmo desrespeita o Tribunal? O Prefeito?! Credo, que coisa, que novidade?! Aliás, para ela o prefeito desrespeita a tudo e a todos. “O prefeito quis puxar a orelha do TCE. Essa justificativa não convence. O projeto nem passou pelo Legislativo. Ele desrespeita a Câmara e a população. Isso não pode acontecer, estamos falando de dinheiro público”. E disse mais ainda: “Não existe você querer adiantar, prever aditivos na obra. Essa é uma desculpa sem nexo. Você não pode iniciar uma obra sem saber se vai haver aditamentos”. Zangada como está, não só com o prefeito e seus aliados, mas também com o “rumo” que está tomando a quantidade de dinheiro aplicada na obra, fez ainda a bicona um alerta geral sobre a “farra com dinheiro público” na Prefeitura do Recife (o que eu não acredito) afirmando: “Isso já virou rotina. A questão do lixo, por exemplo, já foi contestada pelo tribunal e o prefeito não faz nada. Isso está acontecendo de novo na via mangue”. Mas, amigo leitor, pensando um pouco na situação: uma vereadora falante, um Tribunal desrespeitado, um prefeito desrespeitador, um amiguinho que vaticina, um povo esbulhado, eu só posso achar o que? Eu acho arretado!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Acredite se for capaz
Os novos senadores, misturados com os velhos, quer dizer, com os mais antigos, estão tomando todas as necessárias providências para minorar a farra com o dinheiro público que por lá há, desde priscas eras. Isso em virtude do corte de apenas cinqüentinhas biliõeszinhos no tal do Orçamento, recentemente anunciado pelo Executivo e que, logicamente, por lá irá repercutir. Aliás, a ordem agora entre todos eles é essa: Contenção de gastos e maior transparência. Arretado! Pois bem, afora o que ainda não está sendo “cortado” porque a eles não interessa cortar mesmo, veja bem o que ainda tem por lá: 1) horas extras pagas a “apenas” cerca de 40 diretores, a peso de ouro, é claro; 2) contratos emergenciais sem processo de licitação (imagine!) e, afinal, 3) cargos de funções gratificadas sem haver concurso público. Pois é, é melhor ser senador do que ser mãe pois a satisfação é muito mais intensa. Portanto –acredite se for capaz - 1) haverá maior transparência nos atos por eles cometidos; 2) não serão mais pagas horas extras aos cerca de quarenta, quiçá a quem quer que seja; e 3) não mais haverá os tais “contratos emergenciais” pelos quais familiares, apadrinhados, apaniguados, sectários e adjacências realizavam “bons negócios”, sem licitação. Mais ainda: com o andamento da reforma administrativa será (será!) definida importantíssimas questões como a lotação ideal de funcionários para a Casa (com todo o respeito, com “C” maiúsculo) e o exato número de cargos de funções gratificadas. Pois é! Realmente estamos vivendo uma Nova Era cujo lema é, “podis crê”: Competência, honestidade, transparência e não maldade. Óia!... Rimô! Também sô puéta e num sabia! Virge! Eu acho arretado!
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Eles que se entendam
Eles quem? -Eles, ora, os professores da língua portuguesa e os discionaristas. -Por quê? -Por quê?! Ora, você não sabe?! -Não! -Então la vão aqui palavras de quem entende do assunto: "Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus sequazes, pretendem que ela venha a ser a primeira presidenta do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada pelo PT, na mídia. Presidenta?! Mas, afinal, que palavra é essa totalmente inexistente em nossa língua? Vejamos. No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o participio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante. Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ENTE. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. Assim quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente e não "capela ardenta"; diz-se estudante e não "estudanta", diz-se adolescente e não "adolescenta e diz-se paciente e não "pacienta". Um bom exemplo é: A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta, que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la, algum dia sorridenta, numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta". Aretado! Arretado! A mim já me conveceu, ilustre senhor professor de nossa língua, Cloves Marques, sempre de acordo com outros insuspeitos professores Antonio Oirmes Ferrari, Maria Helena e Rita Pascuale. Arretado! A mim já me conveceu! E você, amigo leitor, o que me diz? Sim, porque, discionaristas do naipe de um Caudas Aulete, de um Aurélio e de um Houaiss nos informam que presidenta é a mulher eleita para presidir um país ou a esposa do presidente. Credo, até eles?!... Eu, hem! Na minha insignificância, Eu acho arretado!
Lá vem cartilha (o começo)
Fico contente em saber que são atuantes os nossos órgãos públicos, notadamente a SDSDHE (Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado) que, em parceria com o PROCON-PE (esquece a extensão da sigla!) está, em plena luz do dia e em plena praça pública – a nossa da Independência foi a escolhida – distribuindo uma cartilha que visa previnir o comuncíssimo mega-endividamento dos pobres, já endividados e desavisados “cidadões brasilêros” contendo a tal cartilha, como é de praxe, dez mandamento. Aliás, ainda não sei hoje o porquê de Wilson, dos EstadosZunidos, ter desejado 14 se até Deus também se contentou com dez! Mas, deixando isso p’rá lá, o certo é que esses dez são o bastante para, de uma vez por todas, evitar o problema, pelo menos na visão do ilustre senhor Coordenador Geral do Órgão Pernambucano que assim avalia a questão: “A cartilha visa frear o consumo exagerado e desnecessário para que haja, por parte do consumidor, a consciência de não comprometer sua renda”, logo completado pela Sra. Secretária da outra coisa lá de cima: “É fundamental ter todos os nossos órgãos a fim de fazer uma boa qualidade de vida para a população”. Tudo bem, tudo bem. Mas, umas perguntinhas: Será, seu dotô, que “cartilha” conscientiza alguém? E as irritantes propagandas, repetitivas e o tempo todo, p’rá onde a gente se vira, tanto escritas quanto faladas, muitas só p’rá quem tem olhos e ouvidos de penico, nos dizendo: consuma... consuma... consuma... consuma... vão p’rá onde? O que se está fazendo contra os que estão por trás delas? Nada?! Num intendo! E se mata o “pobrema” pelas conseqüências?! Ôi, e é?! Ah!... Transferir responsabilidade é tão bom, não é seu dotô?!... Sempre o pau quebrando em cima do mais fraco, né! Hum!... Pois é. De antemão, eu já estou achando arretado. E quanto a senhora, dotôra, fique certa que, no meu parco entendimento, não é necessário a senhora ter, ou quem quer que seja, todos os seus órgãos nos lugares para que a população tenha uma boa qualidade de vida, ora pois, pois! Essa não! Eu hem! Me ajudem, por favor porque, pois nada mais sei dizer, senão dizer: Eu acho arretado!
Pobre do pobre idoso (o fim)
Hum!... Seu PROCON-PE e dona SDSDHE, tô sabeno o que vocês estão sabeno, mas que muita gente num tá sabeno!... Também tô sabeno o que vocês não tão sabeno, o que só direi no fim. Hum!... É que o “pobrema”, senhor dotô e senhora dotôra, num tá no super-mega-hiper-master endividamento de nenhum do cidadão brasilêro, pois o pobrema é deles e eles que se danem, mas na grande quantidade de calote que podem sofrer os vorazes, cupidos e insensíveis donos do dinheiro. Senão? Preocupados com o assunto, tô sabendo que já houve uma reunião no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) onde estavam presentes representantes da Defensoria Pública, do TJPE, da Federação Brasileira dos Bancos e da OAB-PE todos muithó préus com o pobrema que envolve, como sempre eu afirmei, e muito especialmente, o pobre do pobre do idoso. Tanto é que uma ilustre senhora defensora pública afirmou que o idoso é um consumidor extremamente vulnerável e, por isso, merece maior atenção por parte dos bancos. Imagine, banco tendo esse tipo de “mais atenção” com o idoso! Hum!... E completou: “A defensoria Pública, como instrumento de transformação em inclusão social, não quer que essas pessoas sejam excluídas do fornecimento de crédito, mas incluídas através de um crédito consciente. Buscamos incentivar a responsabilidade social dos estabelecimentos financeiros, frente a esses consumidores”. Hum!.. E para que se chegasse a essa brilhante conclusão foi necessário a apresentação de uma pesquisa, realizada em parceria com a própria Defensoria Pública, onde uma professora da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, demonstra ser muitos idosos induzidos a aceitar o empréstimo, sem ter a mínima condição de arcar com o pagamento, simplesmente por estarem com a atividade cognitiva debilitada (imagine... essa não sabia!). Por isso, na tal reunião foi pedido, não só que os bancos fizessem algumas perguntas simples, como a data de hoje e onde o idoso acha que está (imagine outra vez... santo Deus!) para verificar se está consciente do empréstimo que poderá tomar, como também foi requisitada a criação de cartilhas de orientação. Ói a cartilha aí! Pois senhores dotôres e senhoras dotôras, cujos mundos são bem diferentes do meu e de muitos idosos com os quais lido, fiquem sabeno que também sei o que vocês num sabem: conheço alguns idosos que ainda hoje, depois de quase três anos de terem tirado o tal do “empréstimo consignado”, aquele que é mêrmo qui robá, ainda choram – mas, choram mesmo! Choram, chorando, não se lamentando, mas caindo lágrimas – em virtude de, nas quatro paredes onde moram, não ter nada, nada, mas nada mesmo o que comer. E a minha única pergunta é: Quando as “otoridades” farão algo para dar fim à maldita farra dos empréstimos consignados? Em nenhum dia, respondo eu, pelo simples fato de que, em primeiro lugar banqueiros e financiadores em nada estão se lixando com isso, pois comem e dormem muito bem; segundo porque, a eles o Estado pedindo está perdendo tempo; por fim o pobrema é do pobre e enquanto, infelizmente, o pobre do pobre está como está, pior ainda ficando, com cartilha e tudo, eu só posso dizer, depois de refletir sobre tudo isso, mesmo a contragosto: Eu acho arretado!
O que é, o que é?...
Se vou a um banco resolver algum probleminha e há demora na fila, em especial na tal da Caixa Econômica (o que não é novidade) alguém lá, sempre por trás de um computador, tentando aplacar a minha ira e “tirar a veia da seringa” me diz que o “sistema” tá lento. Se vou a uma casa lotérica e a fila está dezmétrica, muito gentilmente alguém, sempre por trás ... também tirando a .... da seringa me diz: o “sistema” tá lento. Se vou a um hospital, notadamente público, e a dezmétrica fila demora p’ra burru alguém, sempre por trás ... também tirando a ... da seringa, me diz: o Sr. me desculpe, mas o “sistema” tá lento. Se vou consultar algo, pela internete, em algum desses órgãos públicos e a consulta demora p’rá cachorro logo, mas sem a intenção de tirar a ... da seringa, tento me consolar e penso: é, talvez esteja lento pelo grande número de consultas que estão sendo realizadas. O mais grave é que muitos erros cometidos, tanto por órgãos públicos como por empresas particulares, ficam por conta do “sistema”. Nesses lugares – e numa infinidade de outros (em todas as situação me conformando eu) ninguém gentilmente nunca disse: A culpa é sua.. Nunca! Bem. Saber quem e o que “eu sou” mais ou menos sei que sei, mas, o que diabo é o “sistema”? Quem o fez e quem com ele opera? Sem querer, de imediato, ouvir as respostas, estou alegre por saber que, ainda bem, nem sempre é dele a culpa. Pelo menos é o que está acontecendo na Universidade Federal de Pernambuco onde c-o-r-r-e-t-a-m-e-n-t-e ele (por conta própria, talvez) adicionou 10% a mais na nota de alguns candidatos de escolas particulares, quando o recurso é garantido apenas para alunos da rede pública de ensino, descobrindo os “feras”, depois de terem se “rapado” todo, na hora da matrícula, que não foram aprovados. Beleza, pois, e um ponto para ele. Depois das matrículas não se efetivarem, o ilustre senhor presidente interino da COVEST, referindo-se ao grave erro cometido pelos desafortunados, também agindo corretamente, argumentou: “... não sei por qual motivo” mas o estudante é que “deve ter alterado a inscrição!”. Taí, seu “fera”, quem manda num sabê das coisa. Da próxima vez aprenda, viu, senão eu vou continuar dizendo: Eu acho arretado!
Alerta geral
Ontem o PTCE referendou u’a MCM, em 14 do mês passado expedida pela sua Ilma. Sra. Conselheira, determinando a redução do valor da construção da VM. Isto porque, em cima do orçamento (tanto dinheiro que aqui não cabe) já foi por aquele órgão detectado um pequeno aumento de 85 e tantos milhões. Portanto, a orientação da MCM é de que a URB só deve homologar a licitação para a construção da tal via se os preços ofertados pelo licitante estiverem compatíveis com os preços orçados pelo NEG do TCE, que estipulou uma quantia máxima para a obra. Segundo a Sra. Conselheira, em virtude de se tratar de uma “obra relevante” para o Recife e de grande interesse para sua população, conta ela com uma auditoria especial e foi justamente em virtude do acompanhamento das equipes do NE e da DAGM que foi detectado aquele pequeno aumento. Detectado pela equipe detectadora, logo foi deferida a MC e emitida uma AR, além de ser notificada a Ilma. Sra. Diretora-presidente da URB que, por sua vez, apresentou uma segunda defesa, reduzindo o valor superestimado em cerca de 3 milhões. Entretanto, por se manter inconformada com tão insignificante baixa no valor estimado, a CR sugeriu, e o P referendou, a manutenção do “alerta” de RP. “Agora é com a URB. Se for comprovado que a obra não está dentro do valor determinado, a questão será considerada irregular e a obra ilegal”, afirmou a Sra; CR. Agora, senhores e senhoras envolvidos na questão posso, pela minha experiência e vivência, emitir uma opinião pessoal? Posso? Então lá vai: A obra vai ser feita, porque não interessa a população, mas aos grandes ricaços nela envolvidos; seu preço vai duplicar, senão tri ou quadru, com relação ao inicial; o tempo do seu “fazimento”, também; ninguém ou nenhum órgão será responsabilizado nem pagará por coisíssima nenhuma; o tal AR vai p’rás cucuias e a população a que a senhora se referiu vai assistir, abestada, todo aquele belo manguezal ser agredido fisicamente pelos mandões do poder econômico, exatamente como ocorreu em Suape (e em outros lugares deste Brasil) a começar por aquele hotel que, se o povo das redondezas de abestasse, ele teria se tornado dono exclusivo do pedaço. Tenho dito! Certo? Por outro lado, meu amigo mas nesse momento pobre leitor, nest’ora dolorosa é que se aprume, por si só procurando desvendar os misteriosos mistérios que há por trás das siglas que por aqui aparecem, pois elas apareceram, justamente, para complicar nossa guerra. KKKKKK! Vivendo e vendo, ouvindo e aprendendo, eu continuo dizendo: Eu acho arretado!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Coisas deles mesmos
“Você fica conversando merda! Você fica mentindo! Você fica mentindo! Você mente” foram as palavras ditas por um deles a um outro, quando da inauguração de um UPA (não é “UPA!”, exclamação, mas outro UPA) em virtude desse outro ter tecido severas críticas à área de saúde do Cabo de Santo Agostinho, em entrevista concedida por ele a uma rádio local, quanto a um Posto de Saúde da Família que por ali, no bairro da Charneca, estaria fechado há dois anos. Aliás, em ponto já de briga, disse o primeiro: “Vamos resolver isso!” – deveria ser no tapa - no que o outro retrucou: “Seus cupinchas não deixam!” Mas, nesses momentos difíceis, quando as coisas já estão desbancando para os “finalmentes”, sempre aparece um apaziguador, no caso o governador do Estado que, tentando evitar que a civilizada discussão chegasse aos ouvidos, não só de outros granfas, como também de populares presentes, olhou para os quatro cantos do planeta e, rubro de vergonha, sapecou para o granfa da “merda”: ”Rapaz, pelo amor de Deus!”. Depois, comentando o fato, disse outro granfa: Ele (referindo ao que, de modo grave – mas também - só falou “merda”!) constrangeu o governador, a sua esposa que estava presente e a população que foi a inauguração”. Bem. Diante do fato confesso não achei nada demais. Aliás, e como eu acharia se eu só sei achar arretado? Pois é, amigo, Eu acho arretado!
Fim dos tempos
Li não sei onde porque faz muito tempo, e mesmo porque não sou obrigado a toda vez que escrever alguma coisa com precisão me referir à fonte, que no Final dos Tempos estarão empresários contra trabalhadores (e vice-versa), vizinhos contra vizinhos, amigos contra amigos, filhos contra pais (e vice-versa), enfim, todos contra todos. Até os animais irracionais, inclusive insetos, aves, répteis, batráquios e outros bichos, se insurgirão uns contra os outros. E parece que, realmente, estamos nele. Se não? Pois fique sabendo que o Sr. Jampa (sublime apelido, já que pobre tem vulgo) do filho de um ex-prefeito daqui de Pernambuco, este hoje deputado federal, aquele que numa briguinha de mentirinha entre amigos, após leves e descartáveis impropérios de parte a parte, terminou dizendo ao atual prefeito que “sabia o que era o poder” porque “já havia estado nele” - lembra-se? - pois é, o filho deste cidadão - está contra ele. Meu Deus! Contra ele e em defesa de um deputado estadual que pertence ao PV (creio ser uma abreviatura de PaVão) que danadamente luta para continuar integrando, oficialmente, a bancada de oposição da Assembléia Legislativa de Pernambuco (das muitas que por aí há por nós idiotas bancadas). É que, em seu blog pessoal, o filho reconhece o tal lutador como um “elemento mais novo surgido na política de Pernambuco” ... “E isso não é pouco, para quem tanto ouviu falar em renovação de meia boca. A voz isolada dele é uma aguda alfinetada: num estado de conformismo e coronelismo, onde todos deputados querem ser do governo, o cara luta para firmar posição. Tiro meu chapéu”. Puxa, vou começar a rezar e me penitenciar porque tá próximo mesmo! Filho contra pai?! E logo na Política?! Credo! Num dá nem prá “acriditar”, só dá p’rá dizer mêrmo: Eu acho arretado!
Por certo, tudo vai dar certo
No Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátricos , lá em Itamaracá. É que recebeu ele a ilustre visita do Sr. Corregedor Geral da Justiça a fim de verificar denúncias de possíveis (note o possíveis) irregularidades que por lá porventura (note o porventura) poderá (note...!) está ocorrendo, tal o caso de uma senhora que passou, presa na uni-dade, nada menos que 12 aninhos. Aliás, o ilustre senhor está realizando uma minuciosa e geral inspeção, principalmente nos exames de prontuários dos pobres coitados que por lá estão, ou melhor, moram, a fim de verificar se há excesso de prazo na custódia (o que duvido muito) apesar de parecer haver, numa “supostação muito remota”, que há mais 11 casos semelhantes ao daquela senhora, variando de seis a dez anos de permanência. Outras grandes preocupações do Sr. inspetor é verificar se os exames estão sendo realizados em tempo hábil (claro que tão!); se os juízes estão dando andamento aos processos (claro que tão!); se os pacientes estão recebendo as visitas regulares (claro que tão!) e, por fim, se o estabelecimento preenche todas as condições exigidas pela lei, de habitabilidade e tratamento psiquiátrico ( se num tá?! maiiis, caláro que tá!! A propósito, durante a visita, outros assuntos foram discutidos como, por exemplo, a superlotação do hospital, que possui quatro pavilhões onde só cabem ( e olhe lá!) 372 mas onde já se espremem 509, com apenasmente 137 a mais. Aliás, (só se causa em você, amigo leitor) porque cheísse (de cheio) não me causa espanto nenhum pois é só olhar p’rás cadeias, ônibus, metrôs, hospitais, Casas de Saúde, bancos, praias em fins de semana, xopipinguescenteres, casas lotéricas e – pasmem - p’ra mim também, pois também estou cheio de ver e ouvir eles dizerem que tudo tá cheio. No entanto, segundo a Sra. Diretora do sofrido hospital, o problema tem sido gerado especialmente devido à grande demanda (não disse “do quê!”) para apenas três peritos que trabalham na unidade. Some-se a isso, ponderou, o fato de muitos laudos não terem obtido o retorno da Justiça para uma decisão jurídica a ser tomada (viu o meu “claro que tão!”, lá em cima, com relação aos juízes?). Mas, como eu disse, tudo vai dar certo, especialmente quando houver a mudança, como já estão planejando, do hospital para um outro local... (por certo bem mais prá longe, é claro, p’ru meio do mato, talvez entre Custódia e a Bolívia) a fim de que os “dotôres”, e também a sociedade, se esqueçam daquilo de uma vez por todas! Enquanto isso, por aqui, pensando direitinho, ... Eu acho arretado!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Tem razão o Tiririca
Sim, porque, “pió qui tá num fica” ... no nosso Congresso, é claro. Pois é. Segundo o DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) por lá houve um substancial aumento da bancada evangélica que, mais forte que nunca, está contando com 66 parlamentares. Portanto, haja rezas, orações, louvores e “glórias” para o próximo quadriênio. Também poderão ocorrer milagres lá por dentro, tal o de inverter a máxima de que a cada legislação a qualidade dele piora cada vez mais, isso porque é comum e corriqueiro a incidência de tais fatos nos templo evangélicos brasileiros. As mulheres já são 45 deputadas e 12 senadoras. Por outro lado, e para desespero dos pobres trabalhadores, a bancada dos empresários também aumentou um bocado, simplesmente contando com 246 deputados e 27 senadores. Já a sindicalista está com 68 parlamentares. E p’rá completar o “mitiê” a bancada dos ruralistas aumentou de 120 para 159 representantes, doida para vivenciar a aprovação do novo Código Florestal. O pior é que, por conta disso, para quem entende do assunto, reformas significativas nesses próximos quatro anos nem se aperrei que não harará, a não ser também por um milagre, desses que caem do além de mil em mil anos, e ainda assim impulsionado pela bancada dos que irão pro céu. Portanto, será só comê... só comê... só comê... Beleza! Eu acho arretado!
Transferência de responsabilidade
Tenho dito e repetido que a segurança de todos é um dever do Estado, segundo a nossa Carta atual. Mas, quando isso tá falido, tá no beleleu, que tal transferir a responsabilidade para o cidadão? E é o que ocorre, não só com os moradores de edifícios, como também com os porteiros que deverá, antes de mais nada, fazer um curso de capacitação, de três dias, pois só assim estará capacitado e será capaz de exercer a profissão. Aliás, diga-se de passagem que o programa “De Olho na Rua”, criado em 2004 e desde 2007 incluído no “Pacto Pela Vida”, já capacitou e treinou mais de 10 trabalhadores, dessa forma ensinando aos funcionários dos prédios a evitarem situação de risco. Portanto, se depois de “capacitado” acontecer o pior, com ele ou quem lá por dentro estiver, problema amigo, pois só aconteceu porque ele falhou, e não eu, o Estado. Pelo menos é o que estamos vendo no nosso cotidiano. O amigo leitor não acredita? P’rá começar, o presidente do SECOVI-PE está convicto de que a grande falha na segurança dos condomínios da RMR (Região Metropolitana do Recife) - haja siglas! está na falta de capacitação dos pobres dos porteiros. E em assim sendo, os órgãos competentes pela segurança pública, dão as seguintes “dicas” aos inseguros habitantes de edifícios, que são: muros com altura mínima de 2,8; rente aos muros sensores de alarme; sistema de câmeras e guarita protegida com película escura e sem contato direto com o transeunte. E para o porteiro capacitado, estas: ter o cuidado ao abrir o portão para qualquer pessoa, inclusive morador, não se impressionando com a aparência de ninguém; verificar se não existem pessoas suspeitas nas proximidades; avisar, através de um rádio a ele dado durante a capacitação, à polícia, sempre que observar algo suspeito e, por fim, com absoluta precisão identificar os carros de todos os moradores antes de entrarem ou saírem da área do edifício já que muitas vezes ele vê um parecido com o de um morador e deixa passar. Mas, ôi, senhores autoridades, e cadê os cães ferozes, as cercas de fios elétricos, os arames farpados, os cacos de vidros ou ferros pontiagudos sobre os muros?! Pois é, amigo. Enquanto você, que mora num desses caixões ou espigões que há por aí, procura seguir o que aqui lhe foi dito eu, do lado de cá, continuo a dizer: Eu acho arretado!
Todos nós seremos um dia
Guardas de trânsito, substituindo esses caras que pelas ruas estão com um fardamento horrível, surrado e em sua maioria azul-avermelhado. Se não?! Um pernambucano, bacharel em ciência da computação pela UFPE, cujo endereço, por motivos óbvios – no mínimo um linchamento coletivo - não está sendo revelado (só se sabe que ele está em São Pulo), cansado de ver motoristas infringindo as leis de trânsito, inventou um aplicativo de nome pardal (“esparrôu”, em ingrês) que pode ser baixado da internete para o celular. Por ele qualquer do povo, presenciando irregularidade no trânsito, pode fotografá-la ou fazer um vídeo e enviar as imagens para os órgãos responsáveis pela regulamentação do trânsito, cabendo a CTTU ou ao DETRAN-PE a responsabilidade de aplicar ou não a multa ao motorista surpreendido em “flagrante delito”. Ótimo! E mais: para garantir a veracidade da informação, o programa estará conectado com o GPS do telefone, fornecendo a localização da denúncia, o horário e a data. Maravilha! E mais: à semelhança do programa “Todos com a Nota”, o herói denunciante deverá receber incentivos fiscais, isso porque, e é claro, em muito aumentará a “receita” daqueles órgãos. Estonteante! Aliás, o chefe de fiscalização do Detran (quando eu era menino – faz muito tempo! ... - quem tinha chefe era índio) elogiou a iniciativa do inventor, “satisfeitosamente” afirmando: “ A idéia dele é muito boa e inteligente”. Entretanto, ponderou ... “Para se ser agente de trânsito, é preciso muito treinamento e capacitação”. Muito mesmo, mas muito, completo eu. Pelo menos é o que deduzo de muitos e muitos anos enfrentado-os por esse Brasil à fora. Mas, deixa isso p’rá lá porque, afinal, não pretendo afrontar autoridade nenhuma nesse - como diria um amicíssimo e por isso mesmo até por mim tido como irmão – “Brasil varonil”. De qualquer modo, beleza! Beleza porque eu, tal ele, sem sombra de dúvida, também acho arretado!
Faça valer seus direitos
Mais um apagão ocorreu nesse Brasil dos muitos que já ocorreram e dos muitos que ainda ocorrerão. Mas o problema não são eles, pois com eles que se arranje o Estado, seja lá qual Estado for. O problema é com nós, nós os consumidores, pois poderemos sofrer um grande abalo financeiro em virtude da morte súbita de nossos eletro-domésticos ou eletro-eletrônicos, em nanons de segundos podendo ir todos p’rás cucuias. O pior é que é impossível evitar já que as fontes de energia elétrica antecipadamente não nos informam do “sacrifício” em massa que está para vir. Mas, não se preocupe o amigo leitor porque tudo pode voltar à normalidade se você tomar as devidas providências e seguir, tim tim por tim tim, a orientação de uma das maiores autoridades no assunto, no caso o gerente geral do PROCON em Pernambuco, a fim de ser ressarcido dos prejuízos que teve. Portanto, preste muita atenção. Primeiro, caso haja imediata (repito – i-m-e-d-i-a-t-a) – o termo “imediata” é lá daquele senhor gerente - necessidade de usar o que se finou, faça três orçamentos (três: um, dois, três) com empresas de assistência técnica especializadas naquele produto, a fim de que você possa comprovar o valor do prejuízo. Vencida essa primeira etapa, imediatamente passe p’ra segunda, imediatamente encaminhando o produto p’ra conserto na casa especializada que lhe ofereceu o menor valor p’ra que ela, imediatamente, o conserte. Vencida mais essa etapa, imediatamente procure o PROCON onde você, não apenas será imediatamente atendido como também, imediatamente será resolvido o seu pobrema (escolha minha, pois acho mais bonita que probema, ploblema ou poblema, como ouço dizerem por aí). Entretanto, se você assim não preferir, dê entrada no Juizado Especial Cível onde – aí sim! – sem sombra de dúvida imediatamente terá o seu caso resolvido e... Mas, não desamine, meu amigo, pois há uma terceira opção, ou seja, quando você imediatamente não quiser usar o que se quebrou. Nesse caso, sem o “imediatamente ”, ou seja, dentro no período de noventa dias, formalize uma reclamação no sáite da CELPE que é WWW.celpe.com.br. Aí (palavra introdutória de qualquer pensamento em qualquer conversa que se possa ter hoje em dia) – aí, dentro desse prazo a CELPE tem até (importantíssimos os “atés”) dez dias para vistoriar o equipamento, até quinze para comunicar o resultado do pedido e até mais 20 dias para efetuar o ressarcimento. Pronto, amigo! Galho quebrado com todas as dicas p’ra que você, seguramente seguindo a lei, poderá chegar a um final feliz. E então? O que está esperando? Habilite-se, caso esteja havendo necessidade e... seja paciente qui nem Jó e tenha boa sorte qui nem Tiririca. Eu acho arretado!
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Segredinhos
“A corregedoria já foi acionada com relação a esse fato. Só precisamos saber quem foi, quando e onde. Os policiais que forem identificados com desvio de conduta serão encaminhados para a corregedoria” disse, um tanto pensativo, o nosso pernambucano e atual Secretário de Defesa Social, referindo-se a um vídeo posto no iutube onde aparecem, forçados por policiais militares não sei onde nem o porquê, dois homens (http://www.youtube.com/watch?v=F6Idqr3sGLg&playnext=1&list=PL322509B5284DD2FB) aos beijos. Isso porque, mais recentemente, ocorreu isso (http://www.youtube.com/watch?v=1Fat7jOgvlg). Sempre pensativo, e acabando de dizer o que disse, aduziu o Sr. Secretário: “Os policiais envolvidos e que forem identificados receberão sanção disciplinar que vai desde a prisão até a expulsão da corporação”. Respirou um pouco, pensou um pouco menos, e continuou: “A polícia não é um lugar para quem quer brincar, o que se configura no vídeo. Quem quiser fazer palhaçada vá para o circo. Aqui é um lugar sério. Não é isso que a academia integrada ensina. Todas as transgressões disciplinares são tratadas como prioridade para evitar que esses policiais venham contaminar a corporação”, terminando por, na minha opinião sem pensar, peremptoriamente, dizer o que disse, o que me deixou estatelado: ”Não tem jeito não, pois a base da corporação é de pessoas que se aproveitam do poder. Os policiais fazem o que querem. Em São Paulo, a situação é a mesma há tempos”. (O grifo de arrepio é meu). Primeira pergunta: Oi! E não tem jeito não?! Segunda pergunta: A base da corporação?! Terceira pergunta: E os policiais fazem o que querem? Quarta pergunta: E só em São Paulo?! Quinta pergunta: E o senhor, afinal, p’rá que ostenta o título? Para está dizendo isso?! Credo, Sr. Secretário, estou estupefado! Tudo isso dito pelo senhor?! Pense no que o senhor disse e pense no que eu posso estar pensando?! No mínimo sento-me, reflito e sinto-me um... um... deixa p’rá lá! Talvez, senhor Secretário, o problema não esteja só nos policiais, mas também na orientação que a própria Corporação aos seus dá. Imagine sendo abordado um juiz ou um promotor público, um coronel à paisana, enfim um grandalhão e ter que por as mãos na cabeça e abrir as pernas. Abrir as pernas? Que frase horripilante! Ainda bem que não tem nenhum filme no iutube policiais abordando mulheres! Mas, Sr. Secretário, o senhor poria as mãos na cabeça e abriria as pernas ou apenas se identificaria? E porque o cidadão comum é obrigado a assim proceder? Veja que em nenhum momento se deve fazer isso, pelo menos é o que está bem claro aqui: (http://www.youtube.com/watch?v=bHXcuUHUqdE) Entretanto, Sr. Secretário, para seu governo e apreciação, veja isso, (http://www.youtube.com/watch?v=BxUiI5xK_HU&feature=related) e isso, (http://www.youtube.com/watch?v=T8I2iFCvP7Y) e tantos outros. E, por último, Sr. Secretário, quem é capaz de se esquecer disso? (http://www.youtube.com/watch?v=u9yOduSRjws&feature=related). Portanto, Sr. Secretário, o que recentemente houve na praia http://www.youtube.com/watch?v=1Fat7jOgvlg, continuará a haver, não só por aí onde, algumas vezes, câmeras estão vigilantes, como também em outros “enes” lugares onde elas não estão ligadas. Por outro lado, Sr. Secretário, o que posso ficar pensando quando ouço este cidadão repórter afirmar o que a está afirmando para todo o Brasil? (http://www.youtube.com/watch?v=kS__pEeRwns). Mãos na cabeça, pernas abertas e pau?! Será que em não por as mãos espalmadas na cabeça e em se recusar a abrir as pernas, o homem errou? Note que tudo começou, exatamente porque ele recusou-se a assim proceder, não? Pois bem, Sr. Secretário. Eu também, nesses meus poucos anos de vida, apenasmente seis vezes fui agredido por policiais, tanto civil quanto militares. Seis! E em todas elas me senti um ... um... tá pensando no que estou pensando? Entretanto, tais fatos, que bem os trago vivo na memória, são segredos tão segredinhos meus que – confesso – não os contaria nem ao senhor. Pois é, senhor Secretário, pois é! E, dessa vez falando sério, é por tudo isso que Eu acho arretado!
Enquanto isso ...
Sempre fui pelo transigir e pelo acordo. Ora, uns querem R$ 600,00, outros R$ 545,00, outros ainda, R$ 540,00. Que tal R$ 541,01? No “mínimo” todos ficariam satisfeitos e estaria resolvida a pendenga. Enquanto isso ontem, na câmara federal, se muitos debutantes tentavam se “familiarizar” com o novo ambiente, um deles chegou, logo de chapa, protocolando mais de (mais de, repito) cinqüenta projetos, ainda avisando: “É simbólico. Já estou mostrando o meu ritmo de trabalho” ... (porque) ... “passei os meses de dezembro e janeiro trabalhando em mais de cem”. Aliás, até o encerramento daquela primeira sessão foram apresentados 170 projetos de lei, 3 de lei complementar, 7 de resolução, 4 requerimentos de informação e uma proposta de emenda constitucional. Arre égua! Enquanto isso, outro neófito protocolou projeto (só um, com indícios, portanto, o quanto será preguiçoso e desatuante) p’rá modificar a tal Lei de Improbidade Administrativa, equiparando o crime de corrupção ao de homicídio qualificado, fixando a pena para os larápios do dinheiro público em até 30 anos, além de multa. E, muito cheio de si, chegou a uma conclusão que, até então, ninguém chegara: “A corrupção é uma das principais chagas do Brasil. Um dos principais problemas que dificultam o combate à corrupção é a cultura de impunidade ainda vigente no país. Essa cultura é ainda mais presente entre os administradores públicos.” E haja cadeias! Um outro - pasmem - machamente que nem preá, logo pelos seus pares considerado absolutamente tresloucado, quer dizer, fora de órbita, piradão, doidão, repetiu o que fez quando deputado distrital em Brasília: abriu mão do 14º e 15º salários (imagine... 14º e 15º ... santo Deus!), de 80% do montante da cota de verba de gabinete e 20% dos recursos do gabinete. Enquanto isso, ex-governadores continuam requerendo ou recebendo suas gordas e imorais aposentadorias vitalícias, ainda que o tenha sido por um só dia ou uma só hora, embora conscientes de que aquilo não é profissão, mas delegação. Enquanto isso, estamos ficando (nós, os pobres) cada vez mais ameaçados de viajarmos para a cidade de Pés Juntos, pois a dengue continua cobrindo o Estado com seu manto mosquitológico com apenas 57.362 casos nos nossos 185 municípios. Enquanto isso, lá por cima do Planeta, um de seus donos disse constrito, orando e sem nenhum interesse econômico ou militar na região, a inolvidável e comovente oração: “Oro para que a violência no Egito termine e surja um novo amanhecer”. Enquanto isso os iemenistas e sírios pretendem seguir egípcios e tunisianos. Pois é, amigo, enquanto isso... é ... enquanto isso eu só posso continuar dizendo: Eu acho arretado!
Rósea e cabeleira
Sim, porque, ou “cor de rosa” ou “cor rósea”, mas, cor rosa?! Bem, deixando isso p’rá lá, o certo é que muito natural é o traje distinguir as pessoas, as classes sociais (veja o do rico e o do pobre) e muito especialmente pelas cores. Não sei o porquê das cores de nossas forças armadas serem exatamente aquelas. A da polícia militar mais escura que mostarda, da de trânsito um azul bem escuro que, quando surrado, fica um horrível azuladão-avermelhado. O jaleco do médico é branco, a batina do padre é preta. Horrível, um padre de preto! Os franciscanos usam um vestido bem comprido na cor marrom-avermelhada. E todo mundo sabe que vermelho é perigo, é agressivo, o verde é ... sei lá! (“tudo em ordem”, talvez), e amarelo, atenção. Nos candoblés muito se usa o branco. Os nosso garis são chamados, com muito acerto, de “cenourinhas”. Aliás, o nosso grande e único rei da música que canta p’rá botar qualquer passarinho no bolso, só faz seus xôus anuais de branco. E fica lindo, sabe! Portanto, está aprovado que as cores são importantes, tanto entre os racionais quanto entre os irracionais. Por isso mesmo eu não vejo nada de mais o Secretário de Segurança e Cidadania do Tocantins querer pintar todos os corredores, e celas e uniformes dos detentos na cor rósea pinque, nos casos dos homens, e verde-limão, na alas femininas. Melhor e mais bonito do que aquela zebra com uma bola de ferro amarrada no pé. Segundo lá o secretário, já houve profundos estudos sobre o assunto, de há muito está sendo usado... onde?! acertou!... nos EstadosZunidos! já que tais cores levam à reflexão. (Estou imaginando toda a população carcerária do Brasil sentada pelos corredores, olhares fixos nas paredes, refletindo qui nem Buda). Ótimo! Que se pinte tudo nessas cores. Afinal, o verde também representa a natureza e pode ela dar a impressão a todos eles que estão em permanente contacto com ela (escrevo como quero e ninguém tem nada a ver com isso, portanto, contacto). Por outro lado, também tô com o Secretário no sentido dele mandar cortar, bem curtinhos, com máquina dois, os cabelos de todos os detentos do Estado, pois, segundo ele, é nos cabelos grandes que eles carregam xipis de celulares e grampos para abrir algemas. E, mesmo se não fosse, p’rá que detendo cabeludo? Nos homens, só p’ra criar piolho, mas mulheres, só p’ra serem puxados no caso de brigas. Constrangimento nada! Certíssimo! E, enquanto o senhor está com toda a razão, Sô, por aqui... Eu acho arretado
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Enfim, a solução!
Com o objetivo de reduzir – não impedir - as ocorrências de desastres e garantir a segurança e tranqüilidade da população, a Defesa Civil de Jaboatão dos Guararapes está botando (derivativo do verbo botar) um gel impermeabilizante, corretamente e ecologicamente biodegradável, uma espécie de cola que forma uma camada plástica e rígida sobre o terreno impedindo a penetração da água pelas encostas dos morros que estejam em áreas de alto e de multo alto risco (do muito mais alto e do “beste” alto também). A aplicação do produto evitará, com a chegada das chuvas que se avizinham, deslizamentos e mortes. Beleza! Aliás, segundo os técnicos especialistas no assunto, o tal gel “não só impede o crescimento da vegetação, como ajuda o seu desenvolvimento”, o que, de fato, não entendi. Mas, como técnico é técnico, deixa p’rá lá. “Vi eles botando água depois de passar o gel e, realmente, não infiltrou não. Vamos ver, né?” disse um cético morador das proximidades de uma baita barreira que, apesar de não balançar, tá cai mas não cai, logo completado por outro, esperançoso : “Eu preferia que fosse construído um muro de pedra, mas a prefeitura diz que é mais barato o gel, então, vamos esperar”. E o que acha o meu amigo leitor? Eu, como só conhecia gel p’rá passar na cabeça, qualquer cabeça e de qualquer um, cá com meus botões fico pensando no pobre do Planeta, de há muito vindo sendo coberto de piche, de cimento, de tijolo, de pedra, de plásticos pretos e amarelos e, agora, de gel. Que seja coberta todo, ora pois pois! E depois? Depois?! Depois eu pago p’rá ver, sempre dizendo: Eu acho arretado!
Me prendam, por favor!
Teria eu oitenta anos pois teria nascido em 1930, natural de Pinheiros, Maranhão. Teria sido eleito para a presidência do Senado por quatro vezes: 1993, 2003, 2009 e 2011. Teria sido deputado federal (56-66), Governador do Maranhão (66-71), Senador pelo Maranhão (71-85), presidente da república (85-90), senador pelo Amapá (91-97, 98-2006 e 2007 até 2014). Já teria sido do UDN (até 65) de onde teria pulado p’ru Arena (66-79), de onde teria pulado p’ru PDS (80-84), de onde teria pulado p’ru PMDB (84). Afora outros, que por baixo dos tapetes vermelhos teriam vindo, mas não vieram à tona, escândalos em que comprovadamente estive envolvidos só três: o primeiro, que seria intitulado “Atos secretos” revelados, em junho de 2009, diria respeito à medidas, editadas desde 1995, que permitiriam nomeações de familiares e aliados, criação de cargos de confiança e exonerações sem publicidade, na tal intranete do senado. Naquela época – boa época – eu teria nomeado tantos parentes meus e de outros senadores, tantos privilégios para parlamentares e funcionários que seria comparável, em número, à quantidade de letras que teria a Bíblia. O segundo de frente envolveria um ilibado amicíssimo, que por mim teria sido nomeado com a função específica para avalizar as assinaturas dos tais atos secretos, e que maldosamente teria sido acusado por um pasquim qualquer de possuir uma casa no valor de R$ 5 milhões. Ora, o que representaria cinco milhões?! O terceiro teria como epicentro uma Fundação com o meu nome, lá mesmo na minha terra, em São Luís (MA), que teria desviado recursos recebidos de patrocínio da Petrobras para preservação do acervo. Aliás, eu terminantemente negaria, até o fim dos séculos, vínculo com tal entidade, apesar de que teria constado o meu nome, no seu estatuto, como seu presidente. Por outro lado eu teria sido, sem querer, confesso, pela quarta vez, eleito presidente do senado mas, como dos meus 81 colegas 70 quereriam – que em mim se espelhariam e que representariam as tendências da Casa - diria que faria mais esse “sacrifício pessoal”. Aliás, todo o Planeta sabe que eu seria o parlamentar mais antigo em atividade no Congresso – lá em Pernambuco tem um mais velho, com um par de olhos vistos através das lentes de seus óculos que só vendo! - com mais tempo como político, mas não está aqui - o que me faria ultrapassar até babaca do Rui Barbosa, pois aqui eu estaria desde quando se amarrava cachorro com lingüiça. Por isso mesmo eu já teria visto 50 comissões parlamentares de inquérito, que o boboca chama de CPI e nenhuma, nunca! Jamais! em tempo algum! teria a coragem de levantar qualquer suspeita, nem um tantinho assim, sobre minha ilibada conduta pessoal. E mais: “ Eu já teria visto duas ditaduras, alguns golpes de Estado e dois fechamentos do congresso. Aliás – é que gosto muito dessa palavra – eu teria convocado a constituinte que se constituiria para constituir uma constituição – a oitava – e que depois, não por vontade minha, se desconstituiria; ainda mais eu asseguraria a liberdade do brasileiro, que dizer, do meu povo, concluiria a anistia e presidiria quatro eleições. Quer mais? Tá sabendo quem sou eu? Você tomaria as providências contra mim, se pudesse, por exemplo, fazer o que o povo do Egito está fazendo? Ir às ruas e berrar contra mim? Claro que não, não é mesmo? Portanto, você relaxaria e gozaria, como diria a minha primeira secretária, suplício p’rá muitos supliciados? Pois é. O outro único candidato que concorreria comigo que se dane! E, finalizando, certamente diria (sempre no “ria” porque as coisas ficam mais incertas) a todos vocês: vocês só livrariam de mim pela morte ... tô dizendo! Agora digo eu: é isso aí! Eu?! Eu quem?! Eu, ora, esse aqui, e não ele ... Eu ... Eu acho arretado!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Pacificação e triplo azar
Meu amigo, lá pelo Rio de Janeiro os policiais estão danadinhos mandando nossos irmãos – e deles também – p’rá cidade de Pés Juntos. Imagine que, somente durante os quatro anos que a região esteve sob o comando de um de seus governadores (da cidade terrestre, é claro) e de um “seu” secretário de Segurança Pública, os garotos deram cabo de nada menos que 4.370, significando três encovamentos por dia. Caramba, que Segurança hem?! Isso levando-se em consideração o modelo de “pacificação” por lá em 2009 adotado em algumas favelas da capital. Imagine outra vez! Aliás, tal governador superou a sua antecessora, esposa daquele que jamais crescerá, em cujo governo foram apenasmente mortos 4.339! Mêirmão, num dá p’rá acriditá! Pôxa! Imagine se não houvesse essa tal de “pacificação”.Aliás, esses homicídios são classificados no Diário Oficial como “autos de resistência” um pouco semelhantes aos “autos de fé”. Arretado! Muito arretado! Bem, já por aqui dois de nossos irmãos, após a má sorte de não levarem a contento a invasão de um edifício em Piedade, ainda tiveram outra má sorte de caírem nas mãos de bons policiais, resultando em bota na cara e onda da maré por cima dela. Mas, a má sorte não parou por aí.É que um deles resolveu dar uma de nosso amigo tuba, ou mesmo de avés, bichos que engolem, quando podem, tudo o que encontram pela frente e, objetivando “reencontrar” depois, talvez sem muito esforço, todo o produto do seu exaustivo trabalho, resolveu engolir dois anéis e uma corrente com pingente. Pois é! Já ouvi dizer que escravos, antigamente, engoliam pequenas pedras de diamante, ou mesmo pepitinhas de ouro para depois ... mas, já tudo pronto?! Meu amigo, é como diz o outro: seria cômico se não fosse trágico. Mas, mesmo assim, ainda continuo dizendo: Eu acho arretado!
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