Palavra bonita, não? E ciberbulingue? Mais bonita ainda! Biéi, Pununga, Faeco, Xoreta, Bagre, Né, Biu, Bia, Natã, Cara Cortada, Pé de Bombo, Biu do Boi, Didi, Pelé, Vavá, Garrincha, Tonho, Guiga, Bibiu, Nininha, Nino, Nego, Zezé ... e esses? Pois é! Creio desde o início dos povos haver apelidos, os chamados “vulgo”, para os pobres. Até Átila e Nero foram apelidados: Flagelo de Deus, para o primeiro, homem de todas as mulheres e mulher de todos os homens, para o segundo. Pois é. Entretanto, por apelido hoje é bulingue. Aliás, bulingue não é só isso. É também intimidações e agressões físicas. Mas, só nas escolas, só nelas, mais em canto nenhum. Saiu fora dos seus muros pode ser qualquer coisa, menos bulingue. E para “arrezolvê o pobrema” mais uma lei, a 13.995, de 2009. E depois da lei as pesquisas que levam a isso e a aquilo e, às vezes, a aquilo outro. E os imprescindíveis “debates”. E depois, seminários. E depois ... e depois ... e depois? Bem. Um grande entendido no assunto afirmou que “Quando uma escola manda embora um aluno agressor, ela está reconhecendo que falhou no seu papel de educá-lo”. É mêrmo, seu dotô, é mêrmo. “Tô cum sinhô e num abro” já que passei mais de três décadas me esfregando em salas de aulas. É mêrmo. O sinhô passou quantos para concluir com tamanha precisão e conhecimento de causa, "ora pois pois"? Mas, como apelido há em todos os lugares, tanto quanto constrangimentos e agressões físicas, chacotas e adjacências, ainda tá faltando leis. Uma para dentro de casa (ráusiling), outra para o ambiente de trabalho (uôrquiling), outra para as ruas (istritiling), outra para a internete (netiling), outra para ...(?) e outra pára (istópiling). Que tal? Eu?! Eu acho arretado!
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