terça-feira, 21 de dezembro de 2010

É mêrmo qui robá!

“Se a presidente deseja dar um novo rumo ao governo, tem de deixar de passar a mão na cabeça dos desonestos” -(ôi, e ela passa?!)- disse um honesto senador (peça rara hoje em dia) recentemente, referindo-se a roubalheira de dinheiro público através de Emendas no Orçamento propostas, não só pelo seus pares, como também por deputados federais. “São organizações aparelhadas para desviar dinheiro” estando a prática “tão escancarada que exige uma reação imediata”. As “organizações”, segundo lá o senador, são as ONGs e empresas outras. Meu amigo, até jardineiro e “fazedor de bico” figuram como grandes dirigentes alaranjados. E lá vai nosso tutu emendando os bolsos desses larápios, que não se emendam mesmo, travestidos de Gestores Públicos. Aliás, todos alegam que nunca ouviram falar em nenhuma ONG e em nenhuma empresa e que apenas atendem a pedidos de seus aliados políticos e prefeitos (larápios também) para a realização de eventos culturais. É, pensando bem, talvez eles nem saibam o que é uma empresa ou se esse bicho existe. Meu amigo, é de milhão p’rá lá sacado na boca do caixa. E tem uma tal de RC (Ratos e Companhia) Assessoria e Marketing que... puxa vida! Meu amigo, é muito dinheiro! Imagine que para o Orçamento de 2011 foram reservados R$ 13 milhões para cada parlamentar fazer emenda... nos buracos dos bolsos deles. Treze milhões prá cada um! Imagine! Emendas pessoais. Imagine! É mêrmo qui robá! É só jogar o dinheiro lá de cima e aparar cá em baixo! Arretado! Mas, arretado mesmo! Cadê o Ministério Público, as Polícias, as Forças Armadas, as... as... ? Sei lá! Quem, eu? Eu fazer alguma coisa?! Pois não. Não só faço como escrevo: Eu acho arretado!

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