domingo, 30 de janeiro de 2011

Atenção futuras vítimas de enchentes

A Coordenadoria da Defesa Civil do Estado de São Paulo dá incontestáveis dicas para os que forem atingidos pelas enchentes, válidas para todo o território internacional, inclusive. Por isso, senhores e senhoras vítimas em potencial, muita atenção para, quando necessário, seguir tudo tim tim por tim tim. Atenção também para os “entre parênteses” em algumas delas porque são importantíssimas “complementações” feitas por este que, anos a fio, as teve na pele (do umbigo prá baixo, mas duas, nos idos setenta, da cabeça prá cima, nadando que nem pato no meio da turbulência). Senão, vejamos: Primeiro, antes das chuvas: procure um lugar onde possa se alojar juntamente com sua família, em caso de inundação (telhados, por exemplo, caso a água lá não chegue ou ele não desabe); coloque documentos e objetos de valor em sacos plásticos bem fechados e em local protegido (entre os seus dentes, de preferência); mantenha sempre um kit com água potável, roupas e remédios (bem amarrado ao pescoço); retire todo o lixo e leve-o para áreas não sujeitas a inundações (para um morro próximo, se houver); não deixe crianças trancadas em casa sozinhas; feche o registro de entrada de água (prá a água suja também “não entrar pelo cano”); desconecte os aparelhos da corrente elétrica para evitar curtos-circuitos (e você ir comer capim pela raiz). Agora, durante as chuvas: evite entrar em contato com a água da enchente, pois pode estar contaminada e causar doenças (mantendo-se, sempre, pendurado na cumeeira); utilize botas de borracha (em especial se as águas atingirem - como normalmente ocorre - da sua cintura para cima); avise seus vizinhos sobre o perigo, no caso de casas em áreas de risco (não irá adiantar nada, mas avise); avise imediatamente o Corpo de Bombeiros ou a Defesa Civil sobre áreas afetadas pela inundação; feche bem as portas e janelas (e grades também, para não entrar água na casa); se precisar tirar algo de casa, peça ajuda à Defesa Civil ou ao Corpo de Bombeiros (que chegará imediatamente); busque abrigo em local alto (como já disse, nos morros ou se desejar um lugar mais seguro, dê uma de Tamandaré e se agarre no olho de um coqueiro gigante mais próximo); não deixar crianças brincarem nas enxurradas ou córregos (se você souber onde estão quando completamente cobertos pela água). E, afinal, depois das chuvas: confira se sua casa não corre risco de desabar (nela fazendo um acurado exame técnico); evite beber água ou comer alimentos que tiveram contato com águas de inundação (caídos do céu, por exemplo); lave e desinfete os objetos que tiveram contato com as águas das enchentes; retire os escombros e a lama deixados pela inundação (pois não espere que alguém o faça); retire todo o lixo de casa e do quintal e o coloque para a limpeza pública (idem); raspe toda a lama e o lixo do chão, das paredes e dos móveis e utensílios (idem também); lave os alimentos com águas e hipoclorito de sódio(comprado na venda da esquina que, milagrosamente, não foi coberta pela água); limpe o telhado e as canaletas de águas para evitar entupimentos. Puxa, é mêrmo! Não é que a senhora CDCESP tem toda razão. Isso vale, inclusive, para todos os que tenham suas casas levadas pelas águas. É como diz o outro: ninguém merece! E eu? Eu acho arretado!

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