Só porque o senhor é pequenino e magrinho?! Só por isso o senhor inventou e se escondeu por trás de outros motivos fúteis para por fim a uma tradição pernambucana que vem desde 1965 - a eleição do Rei Momo - alegando que não quer mais incentivar práticas que coloquem a saúde das pessoas em risco; que é uma falta de coerência numa época que as pessoas estão preocupadas em cultivar práticas saudáveis; que é um contrassenso, hoje ser trabalhada a obesidade mórbida como um problema grave de saúde e incentivar um Rei Momo a isso; que “essa não é uma tradição boa, pois as boas a gente preserva”. Mas, seu Costa! Como se pode dar “de costa” a uma tradicional, saudável e inocente brincadeira? Essa pode ser a opinião do senhor mas, certamente, não é a minha. O senhor nem me perguntou nada! Afinal eu tenho direito porque, em última análise, sou munícipe, não? Pois na minha isso é despeito, é discriminação para com os gordinhos que, em princípio, são engraçados e fofinho, o que não acontece com os pequenininhos e magrinhos. Por outro lado, senhor Costa, eleger um Rei Momo dentre moças e rapazes que tenha “o corpo saradão” é simplesmente transformar uma brincadeira monesca em um concurso de beleza onde concorrerão os filhos e as filhas dos figurões, especialmente os que tenham bumbum bonito, pois ainda está sendo ele, como sabemos, a “preferência nacional”. O senhor não acha não, Seu Costa? Mas, Seu Costa! Sabe o senhor que Papai Noel também é gordinho? Que grande parte das pessoas do Planeta são gordinhas? A propósito, Seu Costa, o senhor sabe mesmo o que é “obesidade mordida”?! Tem certeza?! Mas, Seu Costa! Será que o senhor quer mandar mesmo no Município mais que o seu antecessor – ex-amiginho e atual desafeto de mentirinha (fique certo o meu amigo leitor que brevemente estarão ambos no mesmo palanque) – quando afirmou ele saber o que é o poder? “Eu sei o que é o poder porque já estive nele”, disse. Mas, Seu Costa! Bem. Como no Brasil aprendemos a permanecer calados também em circunstâncias como esta, só me resta dizer, sem eco algum ... Eu acho arretado!
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