domingo, 30 de janeiro de 2011

Estudar, um ato difícil

Muito difícil hoje em dia. E para orientar o estudante entram arquitetos (boladores de cadeiras especiais), gerentes de um tal de márquetingue, especialistas intitulados desáineres, além de gerentes de lojas, equispértes em estudos e coordenadores de projetos. E o estudante tem que seguir determinadas e seguras regras, senão... Perfeita iluminação, janela no lugar certo, postura assim, pintura dessa cor, olhar nessa direção, silencio absoluto. Meu amigo ... Lembro-me que, há tempos atrás, cheguei a seguinte conclusão. Vou e volto no ônibus para o trabalho, nele andando cerca de 4 horas por dia. Os mesmos postes, o mesmo motorista, as mesmas caras, as mesmas casas, as mesmas propagandas. Que tal gastar esse tempo estudando? E foi onde, durante anos, mais estudei, muitas vezes à sombra de uma luz semelhando vela. Sentava-me, abria um livro e que se danasse o mundo. Acredite. Não via quem sentava-se ao meu lado. Não ouvia nada, além de minha voz ensinando-me a mim mesmo. Pois é. Livros? Poucos, muito poucos. O necessário apenas. Hoje, o grande problema dos estudantes é a tal da mochila. Afinal, como carregá-la? Aliás, melhor carrinho que mochila, opinam especialistas como fisioterapeutas, escritores e um tal de “personal organizer”. E nisso tudo todo mundo ganha “nas costas” dos estudantes. O interessante é que a grande maioria leva, abaixo de uma cabeça leve, a pesada mochila ... prá nada, só servindo para dar dinheiro aos donos das livrarias e adjacências. Eu que o diga, pelo simples fato de ter sido professor durante mais de três décadas. É isso aí, mêirmão. O tempo muda e, com ele, os humanos. E é por isso mesmo que... Eu acho arretado!

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