terça-feira, 23 de novembro de 2010

Agora é o Lobato

Não faz muito tempo alguns “dotôres” e profundamente conhecedores da literatura universal, de todo jeito quiserem tirar de circulação total - inclusive das prateleiras das livrarias e recolhidas a edição do próprio livro - a obra de Gilberto Freire “Casa Grande e Senzala” sob a alegação de ser ofensiva á raça negra e faltar com a verdade. Tentaram, mas não conseguiram. Agora “venhem” novamente, não sei se os mesmos ou se outros, mas, tão “dotôres” uns quanto os outros, “quererem” tirar de circulação a não menos conhecida obra infantil de Monteiro Lobato, “As caçadas de Pedrinho” sob as mesmas alegações: insulto à raça negra, racismo, etc. Creio que têm razão. Aliás, já minha trisavó dizia (não sei qual das oito) que “razão se dá a quem não tem porque que tem dela não precisa”. Portanto, não só concordo com tais “dotôres”, como acrescento: são racistas “mêrmo” e não valem absolutamente nada. N-A-D-A! Umas porcarias. Só fazem "mêrmo" incitar à violência.E me dou logo como exemplo. Por ter lido ambas, hoje, além de ser extremamente racista, sou fanático, desagradável e intolerante com relação a tudo o que não for igual a mim. Igualzinho. Na cor, na altura, nas preferências, no pensar, no falar, no, no ... Agora, sou totalmente a favor pela manutenção da cartilha “Mamãe, Como eu Nasci?” distribuída pela Secretaria de Educação da Prefeitura do Recife, nas escolas da rede municipal, para crianças entre nove e dez anos. Aquela onde aparece o desenho de um garotinho se masturbando na banheira e uma garotinha, deitada de frente para mim, de pernas abertas, se masturbando na cama, e lá pelas suas páginas, assim escrito: “O pênis do papai fica duro. E o papai acha muito gostoso”. “Os homens gostam quando o seu pênis fica duro”. “Alguns meninos gostam de brincar com o seu pênis, e algumas meninas, com a sua vulva, porque é gostoso”. “As pessoas grandes dizem que isso vicia” ou “tira a mão daí que isso é feio”. “Só sabem abrir a boca para proibir”. Veja só, amigo leitor, isso sim é que é uma obra literária! Como sonoras e maviosas soam estas frases em nossos ouvidos, jamais superadas por um poema de Casimiro de Abreu ou o doce Iracema, de Alencar. O autor delas ? O grande literato Marcos Ribeiro. Conhece? Não? Não perdeu nada, meu amigo! Eu acho arretado!

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