segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Maluquice

Sim, tudo é verdade: que Jesus identificou-se com os mais pobres daqueles tempos permanecendo sua mensagem até os dias atuais; que São Francisco, o de Assis, mesmo pertencendo a uma abastada família, tornou-se um apóstolo da humildade; que, em geral, “as religiões ajudam seus seguidores a lidar com a pobreza, explicam e justificam sua posição social, oferecem esperança, satisfação emocional e soluções ilusórias para os problemas imediatos do cotidiano”; que as chamadas “religiões das salvações prometem compensações após a morte para os sofrimentos e carências na vida das pessoas”. Até pode ser verdade que a riqueza é capaz de reduzir a inclinação das pessoas à religiosidade; que quanto mais pobre o humano mais religioso e que 87% dos brasileiros têm a religião como parte importante de suas vidas. Mas concluir, como concluiu o Sr. Instituto Gallup, em recente pesquisa realizada em 114 nações, que quanto mais religioso mais pobre tende a ser um país ... essa não! Essa não porque, e os nossos amigos lá de cima? São ou não religiosos? Se não são?! E como são! Portanto, o problema não está na religião, mas, e isso sim, na ética religiosa, pois não há negar que eles visam o sucesso financeiro (custe o que custar, de qualquer modo, seguindo o caminho que seguir, justificando os meios o fim a ser alcançado) como premissa cristã, não considerando o sucesso como um pecado. Muito pelo contrário. É um virtuoso resultado para quem “lutou” e “trabalhou”, a fim de obter êxito. Lutou e trabalhou entre aspas porque, vale tudo “para se chegar lá”. E veja bem. Religiosos como são, contraditoriamente têm no consumismo (os templos de consumo estão aí) uma conduta cuja essência é rigorosamente não espiritualista, mas material. E o que dizer dos ricaços islâmicos e dos não menos ricaços judeus, de priscas eras dedicados ao comércio? Eu, hem! Conclusão maluca, essa do Gallup! Mesmo assim, eu acho arretado!

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