sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Melhor que sapato

Uma deputada, na Argentina, de partido oposicionista ao governo, não pensou duas vezes: tacou um lindo tabefe, que ecoou com um sonoro estalido, na cara de um seu coleguinha, também deputado, no plenário da Câmara Alta, quando realizava-se uma discussão sobre a Lei do Orçamento para 2011. Ele não disse nada, nem durante nem depois do sublime e passageiro ardor. Mas, disse antes. Coisa de pouca monta, mas disse. E ela irritou-se: “Sob nenhum ponto de vista vou permitir que “Fulano”, nem ninguém, me falte com o respeito. Me cansou porque estive todo o ano agüentando-o”, argumentou depois do ato. Veja só que refinamento nas palavras de u’a mulher de elite, mesmo irritada. Imagine se fosse uma das nossas. Está imaginando?... Pensando bem, sabe que a “sua incelênca” agiu bem, muito bem. Imagine se ela tivesse optado por uma sapatada que, diga-se de passagem, ainda está na moda, e o sapato pegasse de ponta (a da frente ou a de baixo) nas ventas ou na cara do cara? Ói lá o bode feito! Muitó bem, d. Política, muitó bem! Afinal de contas quem sabe se o silêncio dele não restringe-se à certeza que mão de mulher, além de ser de uma leveza natural, é finíssima e macia, mesmo num momento desse? Não é mesmo? E ... cá prá nós, Seu Político ... Vai! ... um tapinha não dói!... Um tampinha! ... Eu acho arretado!

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