segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Morreria feliz

Na Web tem de tudo. De tudo mesmo. Tudo o que presta e tudo o que não presta. Qualquer palavra posta no gugôl e pesquisada há sempre algo sobre ela. Da menor à maior. Da mais feia à mais bonita. Da mais estranha e complicada à mais conhecida. É só testar. Por outro lado, qualquer do povo tem um telefone móvel com ele fotografando, filmando e nela publicando. Qualquer fotografia. Qualquer filme. Qualquer um faz isso sem o menor critério. Na Web até Jesus homosexual já vi. Já vi filmes pornográficos facilmente também vistos por qualquer criança. Filmes pedófilos é o que não falta. É só querer ver. E não adianta “denunciar” porque, mesmo investigados, os que publicam voltam sempre à carga. Já vi também excelentes documentários. Aliás, já me vi também e isso é muito importante! De tudo o mais importante, é claro! Pois é! E por ser um poderoso veículo de comunicação, é usada por qualquer tipo de mente, da mais maluca à mais sâ porque é aberta a todos, inclusive do Brasil, quer nordestino ou sulistino, lestinino ou oestino. E, mesmo que pretendamos tentar tapar o sol com uma peneira, sabemos sempre houve certo desacordo entre esses quartos, mesmo sendo parte de um todo. E a colonização também tem sua parcela de culpa. Portanto, não me causa espanto o manifesto apócrifo que circula na Web, assinado por 1.500 pessoas (se processadas e condenadas à prisão, por incitação ao racismo, será um novo presídio para caber tantas) afirmando ter sido o “Nordeste o berço da sociedade colonial patriarcal e São Paulo a região que tirou o Brasil do atraso”, muito menos pretender a Sra. Mayara seja eu afogado por um sulista, pelo simples fato de que a afirmativa é “mais ou menos meia verdade” e a pretensão até que não seria ruim porque, a despeito de eu saber que essa senhora jamais me entenderá, eu bem seria feliz, pelo também simples fato de o Dorival tem razão. Sim, o Dorival. Se não? Escutem-me os 1.501: É doce morrer no mar ... nas ondas verdes do mar... Viu?! Por favor, amigo leitor, não ria! O caso é sério e Eu (o) acho arretado!

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