quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sou de menor

Se um “maior”, um tanto zangado (não muito, mas, um tanto, apenas) a um “menor” disser: Ei! Não faça isso! Fique certo que estará propenso a ouvir, mais ou menos, o que se segue: Em primeiro lugar eu sou “de menor” e, nessa condição, tenho todos os meus direitos! Todos, entendeu? Todos! Aliás, você já leu o meu código? Já leu o projeto da minha da Lei da Palmada, o de nº 265/03 que será lei, tenho certeza, e que proíbe o uso de castigos corporais em crianças e adolescentes, moderada ou imoderadamente? Você sabe o que vem a ser educação sem violência? Você sabe algo sobre o que está fazendo a União Européia e a ONG internacional Save The Children (Sêivi dê Xildrên) em prol de mim? Você sabe alguma coisa sobre a Campanha pelos Bons Tratos de Crianças e Adolescentes desenvolvida pelo Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação social (Cendhec)? Você sabe o que é constranger física ou moralmente? Você sabe que você acabou de me constranger moralmente e, por conta disso, eu já estou ficando aborrecido com você? Ficando, não, já estou, seu cachorro! Agora, diga que eu sou feio p’rá eu chamar a polícia. E será você quem irá pagar caro pelo que me fez, seu “esse”, seu “aquele”, seu “aquilo”. E quer saber de uma coisa? Saia de minha frente porque eu já estou com vontade é de matar você só porque quero comer do governo, durante três anos, sem fazer nada, a não ser queimar colchões e tentar fugir, entendeu? Só três anos, o que é uma lástima! Bem que poderia ser por mais algum tempo... Ora...! Pois é, amigo leitor, esteja certo. E é por mais essa e por outras que por aí virão, que ... Eu acho arretado!

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