O nosso ex-amigo foi enterrado ontem (enterramento difere de sepultamento pois este é p’ru rico). Nem velório, nem velas, nem flores, nem choros ... só ninguém e dois coveiros que, fatalmente, enterrarão outros pobres coveiros. Aliás, na foto publicada pelo jornal, um deles está com a pá ameaçadoramente levantada demonstrando que violentamente a descerá sobre o montículo da cova rasa (cova porque, sepultura é p’ru rico). O caixão (caixão, porque ataúde é p’ru rico) – se é que houve - deve ter sido, também, da pior qualidade. Foi-se ele, é certo, mas ficaram os eternos comentários, cada um vendo o fato por sua própria ótica. E o Município do Rio de Janeiro indenizará as famílias das vítima, na internete já tendo uma enquete perguntando se você concorda. E mexe p’rá lá e mexe p’rá ca! Mas, afinal, quem é mesmo o culpado? Bem, depois de muito pensar e analisar muito mais do que você pensa, concluí que o rapaz não foi, de jeito nenhum, tão culpado assim. Sim, porque, em primeiro lugar ele não pediu a ninguém, nem para ser feito, muito menos para nascer. Também não avisou, com antecedência, ao médico que desse aquele tapinha no seu bumbum para que ele chorasse e definitivamente entrasse nesse mundo. Portanto, sem muita culpa ele, mas, provavelmente, o Estado que construiu a maternidade e pagou ao médico para recebê-lo. E o Município? Também acho que não. Afinal, será que é certo toda uma cidade pagar pelo pecado de um? E o colégio? Acho que sim, mas, quem sabe?... talvez não! Só porque o deixou entrar? Creio que não porque, se soubesse não o deixaria. Mesmo jamais adivinharia que ele fosse fazer o que fez. Mas, talvez o culpado seja o país pelo abandono da educação do brasileiro, dando no que tá dando, sendo os colégios verdadeiras praças de guerra. Sim, mas, educação também se recebe na família e por isso acho que ela tem muito mais culpa do que o País. Afinal, o presidente não sabia nem que o maluco existia nem o incentivou a fazer nada daquilo. Sabe de uma coisa: famílias, Estados, professores, amigos, vizinhos, povo de modo geral, políticos, forças armadas... absolutamente despreparados só da nisso. E não me venha dizer que foi falta de segurança porque, afinal, segurar todos os brasileiros para que nada lhes aconteça é absolutamente impossível, não? Mas, talvez a culpa esteja na “falta de prevenções públicas”! É... quem sabe! Pensando direitinho, seria salutar que fosse feita mais uma lei – mais uma! - que obrigasse - mas obrigasse mesmo! - a todos os educandos passarem por uma vistoria cerebral, anualmente, do pré-primário até o fim 11ª série, tudo a cargo do próprio colégio, pois só assim, com antecedência, na raiz, seriam detectados psicopatas, psicóticos, maníacos, doidos, loucos de todo o gênero e, inclusive, bulinguindores. E as penas seriam severas para os colégios que não cumprissem mais esta lei; severíssimas para os professos e pais de alunos que não colaborassem e muito mais que severérrimas para os alunos que, de qualquer modo, resistissem e não se submetessem à terapia ostensiva de psiquiatras, psicólogos, pantólogos, antropólogos, filólogos e assistentes sociais. Taí, creio ser uma boa idéia! O que achou o meu leitor? Se boa, então vamos formar uma “corrente” e divulgá-la pela internete a fim de que o nosso sonho se torne realidade. Se não, então será mais um contribuinte para que as coisas continuem como estão. Pois é! Se pelo sim, se pelo não eu, mas muito pelo contrário, particularmente também com ela um pouco concordo discordando, mas sem nunca deixar de dizer: Eu acho arretado!
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