E o sério foi o que ocorreu ontem, na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona norte do Rio de Janeiro onde, por volta das 8h15 um pacato rapaz, armado com dois revólveres e realizando mais de cem disparos, ceifou a vida de uma dúzia de crianças e feriu outras tantas. Não. De forma alguma pretendo brincar com o fato e, como humano, também sinto a dor que naturalmente sensatos humanos sentem quando tais coisas ocorrem. Entretanto, não comungo com a tal da mídia que, do fato faz espetáculo televisivo repisando cenas até a exaustão, nelas alguém tendo que estar chorando ou em desespero a fim de, “com a maior fidelidade”, transmitir ao espectador a “dor da tragédia”. Daí costumo sempre apenas saber da notícia, o que já me satisfaz em minha natural curiosidade. Aliás, já li não sei onde que de tais fatos não se deve fazer tanto alarde porque – afirmam os entendidos – suscitam em outros humanos com as mesmas tendências, coragem para realizarem seus malévolos intentos, o que pode desencadear uma série de fatos idênticos. Bem, como não entendo do assunto... Mas, hoje pela manhã, 8 de abril, como de costume estou muito cedo lendo o jornal onde deparo-me com uma breve relação de fatos semelhantes, de destaque, ocorridos nesse velho Planeta e boquiaberta fiquei quando li: “Massacres de estudantes em escolas e universidades começaram nos Estados Unidos 12 anos antes da independência do país. Em 1764, guerreiros indígenas invadiram uma escola maternal de colonos brancos e mataram dez crianças e dois professores, na Pensilvânia.” Puxa vida! Mas, cá p’rá nós, até parece que tudo o que ocorre nesse mundo teve início, foi inventado ou vem de lá. Credo! Que legado, hem? Meu amigo!... Bem, desconfiadamente olhando para o Norte com receio de que um deles não me caia na cabeça, e sempre pensativo, encerro por aqui esta pequena nota, hoje, por questão óbvia, sem o meu tradicional Eu acho arretado!
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