O projeto (projeto, repito) da Lei de Responsabilidade Sanitária tem por objetivo definir as responsabilidades de gestores da Saúde (porque não há definição), ampliar a transparência na gestão do sistema (porque é restrita não sei até onde) e por fim a impunidade para quem desviar recursos do $U$ (porque não há punição). “Esse projeto defende o que é a atribuição de cada um (porque ninguém sabe de suas atribuições dentro do cargo que ocupa), evitando que um coloque a culpa no outro. Maravilha! “Temos que dá uma clara demonstração que há medidas sendo tomadas (porque não se tomavam medidas) cujo objetivo é fazer com que o que se tem, se gaste bem (porque o que se tem não se gasta bem). “Pela primeira vez os acordos de saúde pública terão valor jurídico (porque não tiveram nunca, em 511 anos).” Aliás, atualmente a única maneira (porque não há outra) de enfrentar casos de má gestão é suspender a transferência de recursos do Ministério da Saúde a Estados e Municípios até que os serviços prestados sejam comprovados. “Portanto”, prossegue o nosso herói, “Além de não punir o mau gestor, a medida (suspensão de transferência de recursos) prejudica a execução das políticas de saúde pública e cria transtornos ainda maiores para os usuários do $U$”. Imagine: os gestores roubam, suspende-se a transferência dos recursos, o que já não presta, ou piora ou pára, os larápios nada sofrem e o povo paga o pato! Só no Brasil! Mas, doravante, segundo o idealizador da tal Lei, tudo vai mudar porque, à ela juntando-se suas irmãs, a da Responsabilidade Fiscal e a da Responsabilidade Administrativa, não haverá fuga para quem ticar em baixo do tripé. Isso se (se, repito) a lei for aprovada! Pois é! Içu é qui é providença, Seu senadô, isso é que são providênça! A gente pricisa mai de um hômi cuma o sinhô! Piquinino no tamãi mai grandi nas assõis! Pois é. E enquanto os trouxas vão acreditando nas fanfarras dos nossos parlamentares eu, por aqui, nas minhas seis e meia décadas e mais um aninho, todos de puro cepticismo, completados hoje, vou repetindo até quando puder, ou dessa p’rá outra partir... Eu acho arretado!
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