sexta-feira, 8 de abril de 2011

Muitó bem, Sr. senador, muitó bem!


Tá, já vi um senador aperriado! O que foi ontem à tribuna do Senado reclamar sobre o que escreveu o Presidente da Casa em sua “biografia autorizada”, relativamente ao maior político brasileiro do século XX, na visão do seu tribuno-defensor, falecido naquele desastre de helicóptero no mar cujo corpo, apesar da pouca profundidade com relação ao 447, Airbus A330, não foi até hoje encontrado. E o senador queimou-se mesmo, sabe?: “O doutor (desaparecido), ao contrário do que afirmou (o biografado), é um dos melhores modelos de homem público que tenho notícia, principalmente nesses tempos nos quais a mediocridade é regra no meio político”. Muitó bem, Sr. senador, muito bem! O senhor descobriu o óbvio. E toda essa fúria foi porque o biografado botou p’rá quebrar lá na sua encomendada biografia: “(O político desaparecido) não tem grandeza de espírito público. É um político menor, que tem o gosto de arte política, puro gosto, sem nada mais”, no que o seu defensor da tribuna retrucou: “”Um dos comportamentos humanos mais reprováveis é o de agredir, o de atacar quem não pode se defender”. Oi, e o idiota do brasilêro elege os senhores p’ra isso?  P’rá discutir se fulano ou cicrano, morto ou vivo, é ou não honesto?! E é?! Beleza! Já vi que qualquer um pode ser senador, sabe, qualquer um mesmo. Aliás, o atacado foi eleito deputado estadual por São Paulo em 1947, na época pelo PSD (Partido Social Democrático) em seguida sendo eleito deputado federal (imagine!) por 11 mandatos consecutivos. Onze?! Onze! Envelheceu deputando federalmente durante 44 aninhos. Imagine outra vez! Das duas uma: ou era bom mesmo como afirma seu defensor, ou bom mesmo e bem adestrado era o seu curral eleitoral, como o de  muitos outros “bons e inatacáveis políticos” que ainda há por aí... e como há! Políticos profissionais que deles só nos livramos pela morte, nossa ou deles. E eu garanto que, o meu não, mas os obituários dos dois discutidores já estão prontinhos, prontinhos, não?  Pois é! E enquanto a minha sempre esperada “ausência” não acontece, na certeza sem obituário, vou por aqui repetindo o quanto posso: Eu acho arretado!            

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