O que aconteceria? Também acho que nada. E o meu amigo leitor, também acha que nada? A que me refiro? “Foi um descuido não ter visto que minha carteira estava vencida. Porém eu, como qualquer ser humano, também erro”. Depois dessa, ainda completou: “Não fiz o teste do bafômetro porque os policiais já haviam constatado que minha habilitação estava vencida, pois caso não estivesse vencida, teria feito o teste”. Na primeira ainda dá p’rá acreditar mas, o amigo leitor, como eu, também acredita na segunda? Ou ele tava mêrmo “embiritado” e não quiseram mais um escândalo entre tantos os que já há? Bem, é só um pensamento pois, como “humano e cidadão” também posso pensar, não? E porque não se submeteu ao teste do tal do bafômetro numa blítize da Operação da Lei Seca, no último domingo, foi o nosso descuidado personagem “severamente” multado por ter praticado uma “infração gravíssima”. Mas, em virtude dele pertencer à classe de todos os outros (é senador pelo PSDB-MG)) logo apareceu o governador de Estado do RJ (PMDB) que, em sua defesa afirmou ser o descurado senhor “meu amigo querido que o Rio de Janeiro respeita”. Aliás, para este “defensor publico ” o desatento senador, nesse episódio, “se comportou como cidadão comum”, agindo “com a simplicidade que o caracteriza”. Na seqüência dos fatos o lapsodado (aquele que comete um lapso) senador telefonou para o amigo governador parabenizando-o pela educação dos servidores da Operação Lei Seca”. E, para finalizar, o... é... como direi (como desconheço outros “elegantes” sinônimos para o termo descuidado, então lá vai...) desleixado senador ficou tão encantado com todo o ocorrido que já falou com o governador de Minas Gerais a fim de para lá “levar essa experiência da Operação Lei Seca”. E... caso encerrado! Bem. Particularmente acho que os policiais erraram e deveriam pagar, de um jeito ou de outro, pelo erro que cometeram porque senador, mesmo relaxado, é sempre senador e senador tem “imunidade parlamentar” onde quer que esteja, dizendo ou praticando qualquer ato (qualquer ato disse eu), inclusive falando, pensando, cantando, andando, defendendo, comendo ... (?!) pois sua condição de senador não sofre “solução de continuidade”, pelo menos enquanto exercer o mandato, não é mesmo? Aliás, mesmo depois do mandato ainda exerce, perpetuamente, a função de “ex-senador”! Pois é! E enquanto o meu amigo leitor vai avaliando “o exposto” eu, “na minha simplicidade que tanto me caracteriza” vou repetindo com os meus botões: Eu acho arretado!
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