terça-feira, 1 de março de 2011

O Diabo é que entra nessa!


A propósito, “que” se você o tem como “coisa” ou animal irracional; “quem”, se você o tem como gente. Mas, deixando isso p’rá lá, o certo é que o “cafarnal”, como diziam alguns dos meus, está às portas. E como aglomerados de pessoas facilitam a proliferação de vírus e bactérias que podem causar sérios danos à sua saúde, além dos contatos físicos poderem provocar sarnas, pano branco e até piolhos, e como eu sei que muitos de nós, esquecendo-se de tudo, também poderemos entrar na Dele, aqui vão algumas dicas para que possamos  emergir, são e salvo, na próxima quarta-feira, desse mar de infindas alegrias. Lá vai a do dermatologista: não nos esqueçamos o filtro solar, fator 20 ou 30. Tenhamos cuidado com a pigmentação das roupas e fantasias porque os corantes dos tecidos podem irritar nossa pele. Lá vai a do fisioterapêuta: antes de sairmos para a folia façamos alongamentos musculares em todos os nossos membros (todos, disse ele) e do tronco à coluna. Lavai a do nutricionista: Ingiramos (verbo ingerir), pela manhã, um café saudável com frutas, suco e, de preferência, queijo branco. Jamais comamos (verbo comer) no boteco da esquina ou nas carrocinhas da vida, muito menos produtos industrializados porque, além de baixar o nosso austral ainda deterioram a nossa saúde. Lá vai a do odontólogo: não bebamos bebidas alcoólicas e não comamos alimentos gordurosos porque causam mau hálito – temporário – mas causam. Melhor bebermos água mineral (eu, pessoalmente, nunca vi água vegetal!) que é um excelente paliativo para que a mucosa bucal seja hidratada. Aproveitando o ensejo, não beije, especialmente na boca, porque herpes e sífilis são transmitidas, entre tantas outras centenas de milhares de não muito agradáveis incômodos, exatamente pelas bocas quando se grudam entre si. Mas, se um de nós, por uma possibilidade muito remota, tiver necessidade beijar, nos acautelemos, primeiramente procurando, se possível com uma lupa, nos lábios da outra pessoa (qualquer pessoa!) se há pequenas fissuras ou pequeniníssimos ferimentos. Levemos sempre isso a sério porque, se houver contaminação sem tratamento, eu não digo que estaríamos lascados porque sempre primo por manter um mútuo respeito entre nós, mas que poderemos ficar cegos ou ter problemas mentais, lá isso pode acontecer. Por outro lado, devemos ter cuidado com a mononucleose, que parece mas não é uma gripe, e sim infecção por bactérias ou vírus na garganta podendo, se não tratada a tempo,  gerar outras infecções generalizadas findando por nos levar p’rá bater um papo com São Pedro. Bem. Ditas estas por especialistas, agora lá vão as minha: Quando sairmos p’rá folia é aconselhável levarmos um “quite carnavalesco”, nele carregando pasta de dente, de preferência Colgate, escova, das molinhas p’rá não ferir suas gengivas, além de uma toalhinha para enxugar a boca, previamente fervida (a toalhinha), uma lupa, sabão amarelo para ser usado pós-beijos seja lá onde for e uma pranchinha bastante dobrável para eventuais exercícios corporais, tudo dentro de uma bolsinha de plástico impermeabilizada a fim de não ser contaminada pelas bactérias que abundam o ar que respiramos, não se esquecendo, é claro, do protetor solar. Calma, ainda não terminei. Não nos esqueçamos – e isso é essencial -   de levar, no mínimo, dez das 86 milhões de camisinhas por esse Brasil afora distribuídas entre nós, os insaciáveis sex-foliões! Afinal, como disse o ministro “fazer amor é bom para a saúde” (imagine no carnaval) e como completou aquela senhora “ relaxa e goza” (especialmente no carnaval). Pronto! Com isso sempre em mente e em mãos, brinquemos à vontade. Portanto desejo a todos, e a mim, se for o caso, um bom e feliz período monesco. Tenho dito. Eu acho arretado!

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