segunda-feira, 14 de março de 2011

O que será?

O nosso herói

Abro o jornal e leio “Servidores apadrinhados (leia-se bem: apadrinhados) de deputados, que ganharam o direito de usar imóveis funcionais (leia-se bem: imóveis funcionais) da Câmara em 2009, vão perder a vantagem conquistada (leia-se bem: vantagem conquistada), na época, com uma manobra (leia-se bem: manobra) do deputado (?) – nem o nome dele merece, aqui, ser escrito -  destinada a beneficiar ocupantes de “cargos de confiança” e para tanto, há de ser revogado o Ato nº 40 que permite, a tais execrandas figuras, que se recusam a sair das casas e apartamentos da União, a simplesmente pularem fora deles. Imagine!. Sabe o meu leitor quantos imóveis são? 33, a idade de ... Pois é! Cedidos a quem? A apadrinhados (leia-se bem, novamente, não de modo divagar, mas, devagar: a a-pa-dri-nha-dos). Aliás, o patrimônio ocupado por tais malidicenses patifes está avaliado em R$ 30 milhões, tutú (não “ignore” pois o “u” de pitú também é acentuado!) suficiente para reformar três prédios funcionais (leia-se bem: três prédios funcionais, portanto há mais, muito mais!)  que podem alojar 72 deputados e reduzir em R$ 216 mil  os gastos mensais com  o auxílio moradia (leia-se bem: auxílio moradia). Auxílio moradia a tais janicéfalos...imagine!  Isso é uma zona ou uma zorra?!  E veja bem: a revogação de tão precioso Ato editado, logicamente, por artimanha de um venerável bonifrate, deputado federal eleito pelo seu curral, com gado nas ventas (gado bovino tem venta)  marcado com ferro em brasa, com as iniciais MN, e que pertence a mais um não menos execrável partido político de tantos execráveis outros que por aqui há, simplesmente pretende retomar a posse dos tais imóveis cedidos ao “servidores” (leia-se novamente: “servidores”) de confiança de parlamentares influentes com base no critério de apadrinhamento (leia-se novamente: com base no critério de apadrinhamento.) Num pode ser! Num acredito! Num dá p’rá acriditar! Isso é uma zona ou é uma zorra?! E os calaceiros que usufruem de tal benesse durante todo esse tempo não vão sofrer um pai nosso de penitência por ter nos roubado? Claro que não, pois está sendo “legal”  o que estão usufruindo já que o tal Ato 40 legaliza a patifaria dos biltes. Meu amigo, me perdoe, mas no meu estado emocional em que me encontro agoramente a indução me faz crer que não é nem uma zona nem uma zorra, mas, uma outra coisa, ou seja, uma p.....(Ah! se eu pudesse  escrever toda a palavra!). Pois é! E eu – não sei você -  como sempre, impotente em minha insignificante clausura de simples cidadão brasileiro, aqui por baixo, só me resta repetir, sem um mínimo eco, “de mim p’rá comigo mesmo”, sílaba por sílaba, vagarosamente: Eu a-cho a-rre-ta-do!





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