quinta-feira, 24 de março de 2011

Uma questão de princípios

 Deus seja louvado!


Da moralidade, da legalidade, da anualidade, da retroatividade, da popularidade, da constitucionalidade, da consensualidade, da perplexidade... Meu amigo, são tantos, dentre tantos tão bons quanto outros tantos, que difícil fica escolher um que mais agrade, não é mesmo? Mas, quando se tem que escolher se escolhe e foi o que fez uma parte dos nossos ministros do STF. Sim, porque, uma parte pensa assim, outra parte pensa assado e a parte que assim pensa (não a que pensa assim!) conseguiu desempatar a grande partida com um já esperado gol de pênalte, de revestrés chutado da esquerda para a direita, que está provocando o maior rebuliço. 6x5 o placar. Agora sim!... E o TSE - cabisbaixo, coitado! -  desacreditado, foi p’rás cucuias junto com as porcarias das suas “fichas sujas” e um bocadão de “limpos politiqueiros” que exerciam o mandato. E muitos “ex-sujos politiqueiros” (são tantos que nem se sabe a quantidade! Imagine!) sorridentíssimos voltaram ao cenário brasilêro. “Louvado seja Deus!” num tuíter escreveu um lá da Paraíba, completando “Sem palavras para agradecer. Saberei honrar este mandato”. “Este”, escreveu ele, “este”. “Deus seja Louvado” deveriam dizer em uníssono todos eles, já que tal frase está carimbada no dinhêro brasilêro, assim como no dólar está escrito: “In Gódi ui trusti”. Pois é! Comentar mais o quê? Estou cansado de dizer que se o Excelsior Tribunal  - ou Pretório, como também é chamado, só faltando um passo p’rá Celestial - decidir que pau é pedra, a quem mais recorrer? Só à Assembléia dos Deuses, já que “a de Deus” não tem nada a ver com isso. E enquanto arretado está o TSE e arretados estão os politiqueiros que vão ser compulsoriamente “demitidos” (dentre eles uma senadora que esbravejou: “Vamos lutar contra todos os corruptos, contra os Jaders Barbalhos, os Rorizes, os Paulos Malufes porque eles nada de bom acrescentam ao País”) mas, sim, ao bolsos deles, acrescento eu - os que vão assumir e todos os seus, de qualquer modo, apaniguados, estão achando arretado. E eu, logicamente,  irresistivelmente seguindo os passos destes, tenho que, em coro, repetir com eles: Eu acho arretado!

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