quarta-feira, 2 de março de 2011

Nesse Brasil tem de tudo

Segundo os entendidos jogamos fora, por ano, cerca de 670 mil toneladas de resíduos eletroeletrônicos, das quais nem 10% são reaproveitadas, com isso perdendo o país nada menos que R$ 8 bilhões. Nada mal, pois a regra é: perde-se aqui mas tira-se das costas dos idiotas que estão ali. E o volume de perdas vai aumentar nesses próximos cinco anos em virtude da substituição, nos televisores, da tecnologia analógica pela digital, período em que haverá uma troca de aparelhos em massa, prevendo-se que 79,3 milhões de televisores sejam jogados no lixo nos próximos dez anos. Ótimo. Assim quer o Sr. Progresso, assim seja. O problema é que “trabalhou-se com a idéia de consumo, mas não com a do descarte”, afirmou um dos entendidos. Beleza! Até aí tudo bem pois, afinal, que sejam feitas cordilheiras desses aparelhos que pouco estou me lixando. Garanto que não será mais alta que a atravessada por Aníbal. Acontece que, por aqui já existe u’a montanha de catadores desses materiais descartados e  - e agora vem o interessante – toda ela está exposta à contaminação pelos resíduos desses eletroeletrônicos. Imagine! Pois é. Mas, veja o que vou escrever: enquanto os  hospitais dos Estados não estiverem com ela gastando um tusta, que se dane toda, como sempre, do cume até o sopé. É e sempre foi assim, numa prova contundente que o Estado – o Estado não! os que o representam – não está um mínimo préo com o “seu cidadão”, mas com o “seu dinheiro”. Entretanto, quando os que a perfaz começarem a rolar, ribanceira abaixo, para os hospitais dos Estados e iniciarem os prejuízos serem “contabilizados” e transformando-se em “números” agora sim, alguma providência deverá ser tomada. Alguma, disse eu porque, que valor tem um catador de lixo? Só servem mesmo, devem pensar lá eles, p’rá feder e serem equiparados ao ambiente em que trabalham. Pois é, amigo. Neste Brasa é assim:  prevenir, nada, combater as conseqüências em virtude dos prejuízos, sim. E é por isso que, amando-o sempre, Eu acho arretado!

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