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| Ingenuamente recebendo o tutú |
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| Inegavelmente bonita! |
A história é, mais ou menos, assim: Depois do estrelato no filme onde aparece recebendo propina no escândalo do mensalão do DEM do DF, esta linda senhora ai do lado escreveu uma carta afirmando que “continuarei contribuindo com propostas que façam com que o Pais encontre mecanismos eleitorais ainda mais democráticos, que ajudem a minimizar as injustiças sociais do nosso Brasil”. Depois o PMN-DF em nota afirmou a linda senhora é “pessoa de boa índole e fácil trato, filha zelosa, mãe dedicada, esposa amantíssima”. Depois seus inúmeros assessores afirmaram que “Ela não quer dar nenhuma declaração. Só quer falar por instrumentos legais”. Depois ela recebeu outro maior e melhor elogio: “... uma pessoa de boa índole e fácil trato, filha zelosa (e como, pois é de um político também envolvido em escândalo!) mãe dedicada, esposa amantíssima, estimada pela população, com estabilidade financeira, interessada no exercício da ação política, com futuro promissor e uma carreira em ascensão”. Depois não sei quem lamentou que ela “induzida por terceiros, se envolveu, ingênua e desnecessariamente, numa prática nefasta, própria de agentes políticos de pequena expressão, com tibieza ética, moral e intelectual, sem horizontes e carreira curta”. Depois não sei quem afirmou que a pena pode chegar a 12 anos de cadeia. Depois a senhora PGR (Procuradoria Geral da República) afirmou que vai investigar “possíveis delitos” cometidos pela ilustre deputada. Depois a linda senhora afirmou que o tutu que ela recebe no filme é proveniente de caixa dois de campanha eleitoral. Depois O STF iniciou inquérito para investigar a linda senhora. Depois o Ilmo. Sr. Conselho de Ética e Decoro Parlamentar decidiu abrir um processo de cassação contra a ingênua, mas bonita senhora. Depois aconteceu mais isso, depois mais aquilo, depois mais ainda aquilo outro e ... (silêncio!). E depois? Depois?! Depois, amigo, tenho que admitir ser ela, realmente, bonita, muito bonita, não? para então agora, só agora, pensativo, poder afirmar: Eu acho arretado!


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