segunda-feira, 14 de março de 2011

Mas, que diabo!


“As fraudes em licitações continuam sendo o principal meio de desvio de recursos”, segundo a CGU (CGU significa Controladoria Geral da União), “especialmente ocorrendo onde há conluio de empresas, fracionamento para dispensa de concorrência, licitantes com endereços em comum ou firmas recém-criadas”. Grande nuvidade, Sra. CGU, grande nuvidade! A senhora descobriu o Brasil de jétisqui, sabe? Mas, Sra. D. CGU, desde que eu sou criança (e isso faz um tempão) que “seio” disso. Aliás, o meu cachorro doberman Kid, com “k” maiúsculo, que durante longos quinze longos anos de convivência considerei muito mais amigo do que muitos  humanos e que, diga-se de passagem, eu muito amava, que morreu recentemente, e que me fez, por incrível que pareça, chorar a sua morte, e o meu papagaio, o Lourinho (note o “L”),  que morreu há muito tempo, também já sabiam disso. E a senhora “descubriu” isso agora? Quanta inocência!  Eu não sei, afinal de contas, para que diabos a senhora existe ou serve? Para descobrir o óbvio ou afirmar o que é? Não pode ser! Não pode ser porque, pagamos milhões à senhora e a senhora só é de fazer isso?! A senhora só existe p’rá  dizer isso o tempo todo?!  E a senhora me diz que não pode fazer nada por causa do “corte” de não sei quantos bilhões que a Sra. Presidente fez com os gastos púbicos. Pelo amor de Deus! E antes! A senhora fazia alguma coisa antes? O quê, por exemplo? Dona CGU, a senhora tem a coragem de me dizer que o caso de corrupção ocorrido em Ibirataia, na Bahia, onde seus auditores examinavam um processo de licitação era, à princípio, legal, mas que o edital foi publicado em um jornal falso?! Jornal falso, D. CGU?! E que diabos vem a ser um “Jornal falso”?! Um jornal falso?! Mas, se ele existe, senhora Dona, como pode ser falso? Explique-se, por favor, explique-se! Pois é,  D. CGU! Se a senhora, que tem o dever de coibir tais “abusos” me diz isso, o que devo dizer eu,  à senhora, em troca? Se a Senhora, através de seu “Ministro Chefe” (vai ter título bonito assim em outro Planeta!) cujo retrato pensativo está, com todo o respeito que por ele tenho, com o dedo indicador sem saber se vai ou não vai enfiar na narina esquerda, só tem para me dizer essas coisas, o que devo eu a ele dizer? Creio uma única coisa, senhora Dona, se é que a senhora me permite. Posso dizer? Então vou dizer: Eu acho arretado! É!...  Eu acho arretado, senhora Dona. Eu acho arretado!

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