terça-feira, 28 de setembro de 2010

Belezinhas do prazer

“Recurso” (porque era a última instância que se podia usar) ou “pensão” (porque elas moravam lá) eram os “nomes feios” dados a lugares obscuros, horríveis até, onde, “com jeitinho”, conseguiam um homem e u’a mulher “manter relações sexuais” fora do lar, e havia tantos e tantas que impossível seria aqui relacioná-los. Eram mais ou menos escondidos, só funcionando à noite, freqüentemente à luz de penumbra. Muitas vezes seus proprietários eram perseguidos e presos sob a acusação de “explorar a prostituição” porque, naquela época, como ainda hoje, é crime. O tempo passa, tudo muda e com ele os “empresários do setor” ou melhor, os “empreendedores”. Hoje não mais existem, mas, sim, os bonitos e aconchegantes motéis. Belezinhas do prazer! E não me venha dizer que são casas de prostituição nem que seus proprietários exploram esta atividade. Nã, nã, nim, nã, não! Não! Não porque um sem fim de casais casados, senhores e senhoras mesmo, com assiduidade os freqüentam, até muitos achando melhor “fazer amor” neles - hoje em seus “apartamentos” se age feito Eros “fazendo amor” – do que no repisado e chatérrimo quarto de casal. Espelhos por todos os lados, camas espaçosas, cascatas, aroma afrodisíaco no ar... Bem. Já notou o leitor que não estou contra. Em absoluto. Mas, já notou também que, quando se entra num deles e se fecha a porta da frente e se põe a chave no bolso, outra porta e outra chave (esta do lado de lá), ficam disponíveis para quem quiser por ela entrar, inclusive a polícia, se for o caso? Pois é. E não me diga que não sabia e não me pergunte o porquê, mas é. Portanto, não abuse da sorte. K K K K K K K K K... Eu acho arretado!

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