terça-feira, 28 de setembro de 2010

Que sejamos julgados por ele

Um julgamento administrativo, realizado pela Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) resultou no seguinte: sete votos a favor da remoção, quatro pela aposentadoria compulsória e quatro pelo arquivamento do processo. Aliás, a pessoa é acusada de abuso sexual de menores, homicídio, envolvimento com criminosos, interferência no trabalho da Polícia Militar e numa das Câmaras Municipais existentes no Estado. Além disso, responde a mais dois processos: um apura a devolução de armas e munições apreendidas pela polícia, aos antigos proprietários, quando deveriam ser encaminhadas ao Exército para serem destruídas; outro de parcialidade na condução de um processo. Além de tudo isso ainda a pessoa (que o leitor já começa a adivinhar que profissão exerce) ainda é acusado de ilegalmente liberar um presidiário. Entretanto, os magistrados entenderam que não existiam provas pelas acusações principais de pedofilia e aproximação com marginais. E sabe o leitor em que pé está a coisa? Apesar de estar afastado de suas funções desde 16-10-2009 (o que, a meu ver, não deveria, de forma alguma – porque isso é que é crime! - ) ainda continua recebendo seu salário (salário, veja bem!) que gira em torno de R$ 17 mil reais. Que achas? Eu acho arretado!

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