segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Justiça na Justiça

Há não muito tempo rapariga, amásia, concubina, amante, quenga, puta e namorada eram palavras que tinham conotações bem diferentes. Não sei hoje porque o tempo muda tudo. Por exemplo: eu namorei, noivei e casei naturalmente passando pelas três etapas comuns à vida de tantas outras pessoas. Namorar era andar de mãos (ou braços) dados pelas ruas, pelas praças em fins-de-semana, ir ao cinema... Entretanto, os jornais da época noticiaram que PC Farias foi assassinado, na cama, ao lado da namorada. Imagine! E agora eu leio no jornal. “A 1ª Câmara Criminal do TJPE (Tribunal de Justiça de Pernambuco) concluiu ontem o julgamento do habeas corpus solicitado pela defesa do desembargador aposentado e ex-presidente do Tribunal, Etério Galvão que, por sinal, deverá, por estar entrando no rol dos homens ilustres desses Planeta, tornar-se transmudar-se de Etério para etéreo. Pois é! Os advogados pediram o trancamento da ação penal em que o magistrado é acusado de aborto forçado contra sua ex-amante, a médica Maria Soraia Elias Pereira. O prosseguimento da ação foi votado por unanimidade. Além de Etério Galvão, na ação trilham como réus o advogado Mário Gil Rodrigues, o motorista do TJPE Samuel Alves dos Santos Neto, Mirlene Carvalho Rosado Oliveira e Túlio José Linhares”. Ex-amante?! Credo! E por que não ex-namorada?! Os outros não, mas... um ex-desembargador e ex-presidente de um Tribunal de Justiça?! Essa não! Eu acho arretado!

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