segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Já pressinto o que vem por aí ...

Velocípedo velocípede desde 1949. Bicicleto bicicleta desde 1954. Automóvo automóvel desde 1965. Motocicleto motocicleta desde 1982. Às vezes “ando em cima” de um cavalo. Velocidade máxima em automóvel 80km/h (noventa quando a visão é muito ampla); em motocicleta, 70km/h. Em velocípede, bicicleta e cavalo “num sei não!”. No perímetro urbano nunca ultrapasso dos 60km/h. Nunca! E tenho certeza que ainda estou vivo exatamente por esse motivo: não corro. “Não corra, seu (...) não mate, não morra”, é meu lema. Daí nunca atropelei, nunca matei, nunca bati, nunca morri. Bem, ”possa” ser que amanhã... E já saí de cada enrascada!... “Discupaí, támigo” é o que sempre vejo naquele “V” nos dedos dele. E já tenho visto cada uma que fico de “bocaberta”. Motociclistas, uns malucos piruetando adoidado. Motoristas cruzando-se que nem arara no vôo. Só eu o certo? Não, mas alguma coisa há em mim que me tornou, até hoje, imune a acidentes no trânsito. Talvez uma boa dose de prudência e cautela aliada à minha educação para ele. Sei lá! Agora estão dizendo que: é patológico, senão epidemológico; motocicleta é um veículo “muito perigoso”; os motociclistas estão se “suicidando”; motocicleta mata mais que armas de fogo; o número de acidentes continua aumentando; tudo decorre de imprudência, imperícia ou negligência; o SUS gasta, em média, quase mil reais por acidentado; está “engordando” da fila dos aposentados por invalidez; os seguros estão não mais querendo “segurar” motocicletas; que o tal do DPVAT já desembolsou, só este ano, R$ 694,2 milhões por acidentes de motocicleta; em Pernambuco já voaram R$ 34,2 milhões, etc. Pelo lado que sempre vejo, claro não estão preocupado comigo, mas com o bolso deles. Pois é. E eu já estou prevendo que devem estar bolando alguma lei para que eu, em futuro próximo, use o “Kit moto”: capacete, luvas, jaqueta, calcêta, joelheiras, cotoveleiras, óculos apropriados, botas, capa com iluminadores por todos os lados, ferragem contra cerol, farol aceso, filtro solar e seguro particular de vida. E porque não um peneu sobressalente e um penacho em cima do capacete? Não seria melhor uma armadura medieval? Afinal de contas u'a motocicleta se parece com um cavalo. E os empresários, que também estão pelos Legislativos da vida, ganhando mais e mais... Eu acho arretado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário