Velocípedo velocípede desde 1949. Bicicleto bicicleta desde 1954. Automóvo automóvel desde 1965. Motocicleto motocicleta desde 1982. Às vezes “ando em cima” de um cavalo. Velocidade máxima em automóvel 80km/h (noventa quando a visão é muito ampla); em motocicleta, 70km/h. Em velocípede, bicicleta e cavalo “num sei não!”. No perímetro urbano nunca ultrapasso dos 60km/h. Nunca! E tenho certeza que ainda estou vivo exatamente por esse motivo: não corro. “Não corra, seu (...) não mate, não morra”, é meu lema. Daí nunca atropelei, nunca matei, nunca bati, nunca morri. Bem, ”possa” ser que amanhã... E já saí de cada enrascada!... “Discupaí, támigo” é o que sempre vejo naquele “V” nos dedos dele. E já tenho visto cada uma que fico de “bocaberta”. Motociclistas, uns malucos piruetando adoidado. Motoristas cruzando-se que nem arara no vôo. Só eu o certo? Não, mas alguma coisa há em mim que me tornou, até hoje, imune a acidentes no trânsito. Talvez uma boa dose de prudência e cautela aliada à minha educação para ele. Sei lá! Agora estão dizendo que: é patológico, senão epidemológico; motocicleta é um veículo “muito perigoso”; os motociclistas estão se “suicidando”; motocicleta mata mais que armas de fogo; o número de acidentes continua aumentando; tudo decorre de imprudência, imperícia ou negligência; o SUS gasta, em média, quase mil reais por acidentado; está “engordando” da fila dos aposentados por invalidez; os seguros estão não mais querendo “segurar” motocicletas; que o tal do DPVAT já desembolsou, só este ano, R$ 694,2 milhões por acidentes de motocicleta; em Pernambuco já voaram R$ 34,2 milhões, etc. Pelo lado que sempre vejo, claro não estão preocupado comigo, mas com o bolso deles. Pois é. E eu já estou prevendo que devem estar bolando alguma lei para que eu, em futuro próximo, use o “Kit moto”: capacete, luvas, jaqueta, calcêta, joelheiras, cotoveleiras, óculos apropriados, botas, capa com iluminadores por todos os lados, ferragem contra cerol, farol aceso, filtro solar e seguro particular de vida. E porque não um peneu sobressalente e um penacho em cima do capacete? Não seria melhor uma armadura medieval? Afinal de contas u'a motocicleta se parece com um cavalo. E os empresários, que também estão pelos Legislativos da vida, ganhando mais e mais... Eu acho arretado!
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