quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Deixem em paz o Tiririca

Deixem o Tiririca dizer o que quiser na sua campanha. Deixem o Tiririca ser eleito com um milhão de votos e “arrastar” outros seis ou mais com ele. Parem de dizer que “o enxovalhamento chegou ao fundo do poço”, que “imoralidade por imoralidade eu já vi pior”. Deixem de se lamentar dizendo que “é o preço da democracia”. Deixem de tiriricar porque todos estão tiriricando inutilmente. Ele vai ser eleito porque tem cacife para isto. E você não vai porque não tem. Bem que queria, mas, não tem e não vai. Afinal, vivemos numa democracia onde “cada um faz o que quer” e eu me regozijo por isso. Você é que é insatisfeito, mesquinho e invejoso. Por que não se candidatou também? Lá você “poderia mudar” o que está. Só ficar esperneando pelas beiradas não conduz a nada. Ora, afinal, o papel do deputado, ou melhor, do político em geral, é mesmo “ajudar os seus aliados de campanha em negócios (escusos ou não) do governo”, “ajudar os seus eleitores a conseguir emprego”, ou melhor, dar emprego a eles e “ajudar as suas famílias”. Estes é que são os deveres primeiros deles. E há outros?! Se há é para você e não para eles. Foi assim que foi, é assim que é e será assim que será! Esqueçam Elena Anna Staller, a Cicciolina, o Severino, o Bode Cheiroso e outros bichos, quadrúpedes ou não, que já foram eleitos pela vontade do povo. Afinal, a vontade do povo é soberana ou não é? Ora bolas! Ah! Ia esquecendo ... deixem também de chamar o Tiririca de palhaço pelo simples fato de que nós é que somos os palhaços. Palhaços!... K,K,K,K,K! Eu acho arretado!

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