De início eu achei arretado a cartilha “Mamãe, como eu nasci” aos alunos entre nove e dez anos, da rede municipal de ensino, distribuída pela Secretaria de Educação da Prefeitura do Recife como parte de um “kit” paradidático que acompanha o “kit” de livros (Kit significa conjunto). Logo de chapa o desenho de um garoto, de pernas abertas, se masturbando numa banheira com água, e de uma garota, com as pernas mais abertas ainda, se masturbando na cama. Ambos felicíssimos e sorridentes que só eles! Mas, não ficou só por aí. “O pênis do papai fica duro. E o papai acha muito gostoso”. “Os homens gostam quando o seu pênis fica duro”. “Alguns meninos gostam de brincar com o seu pênis, e algumas meninas com a sua vulva, porque é gostoso” são algumas pérolas que aparecem dentro da tal cartilha. Um vereador, pastor evangélico, ruborizado que só pimenta, foi contra. O Secretário Municipal de Educação partiu em defesa do autor, a quem definiu como “um profissional gabaritado, consultor de diversos órgãos públicos no Brasil”. Especialistas condenaram o formato e a orientação. Um pai disse não ter coragem de ler o conteúdo. U’a mãe teve um “xilique” ao abrir, sem ao menos ler, a primeira página. E eu concordo com todos, apenas com uma observação: que se mude o nome de pênis para “carai” e de vulva para “piriquita” pois estas são as duas palavras mais conhecidas e ditas pela grande maioria dos jovens. Eu acho arretado!
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