terça-feira, 10 de maio de 2011

Bolsa Nova

Bolsa Família, Bolsa Escola, Bolsa Paletó e Bolsa Aluguel. Das quatro, qual o amigo leitor acha que mais se encaixa nas Procuradorias e Promotorias de, pelo menos, cinco dos nossos Estados, quais sejam Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Santa Catarina? Pense... Pensou? Acertou! Exatamente a do aluguel já que a da vestimenta é do nosso Legislativo e a da Família e a da Escola não valem um tostão de mel cuado. O negócio é o seguinte: procuradores (os que procuram) e promotores (os que promovem) recheiam seus “saláros” com mais esse tutuzinho extra, “legalmente” a eles concedido por umas Leis chamadas Orgânicas que, parece, organizam seus próprios Órgãos. Aliás, segundo o muito indignado Presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que já luta contra o uso de uma outra bolsa, a do paletó, no nosso Legislativo, “... essas legislações são uma burla à Constituição. Isso é um aumento disfarçado para os integrantes desses Ministérios Públicos”. A propósito, amigo leitor, burla quer dizer dolo, ardil, pulha, enredo, logro, fraude, trapaça, cilada – e tudo o mais que não presta! E na avaliação daquele presidente o pagamento viola a Constituição já tão violada que veda “o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória”. Mas, o pior é que tem Zés Lesinhos das Prômos e das Prócus recebendo a verbinha mesmo morando em casa própria. Imagine! Não tem mesmo jeito mesmo! E logo também o Ministério Público, inimigo figadal da tal da “corrupição”. Imagine! Um órgão caçador de “corrúpitos” com “corrúpitos”. Que bom! E é por tudo isso que aquele incorruptível presidente poderá (poderá, repito)) acionar o STF por meio de uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental, aliás uma Ação de nome muito bonito e empolgante, a fim de tentar (tentar, repito) acabar com a patifaria. Aliás, burlar também é sinônimo de “prática de patifaria” e quem pratica patifaria é patife! Não?! Bem, na realidade quem sabe lá são eles que são mais que “dotôres” e entendidos no assunto porque, ao amigo leitor só resta, mais uma vez, avaliar o que acabou de ler e a mim, sempre aqui por baixo, repetir, macio o pausadamente: Eu acho arretado!

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