sábado, 21 de maio de 2011

Inusitado esconderijo

Estou cansado de dizer que, mesmo com o pouco tempo que ainda me resta de vida, ainda vou ver coisas e saber de coisas que em outras épocas eu nem sonhava e muito menos pensava que pudesse vir a saber que existsse. E olhe que sou um humano que mais ou menos venho vivendo essa vida que neste Planeta fui incumbido de viver. Pois é. E quanto mais vivo mais vejo e quanto mais vejo mais fico pensando, às vezes e um pouco mais, sobre nós, os humanos. Sim, porque, ao que parece, saber sobre outras espécies de bichos creio não ser tão difícil quanto saber sobre nós mesmos. Se não? Se não uma droga. Sim! E veja bem se não: “O comando dessa área aqui é meu. Eu sou o terror de Jaboatão, Cavaleiro, Ibura (bairros do Recife). Sou da “Inferno Coral” (torcida do Santa Cruz, um dos times de futebol aqui de Pernambuco). Se aparecer um rubro-negro (cores do Esporte, outro time de futebol de Pernambuco) na minha frente, come bala” (de revólver, é claro). Estas declarações foram feitas à imprensa por um dos centenas de traficantes de drogas que por aqui há, depois de preso pela polícia, conhecido como... bem, deixa p’rá lá. E até aí, nada de novo sob o sol porque, afinal, melhor não poderia ser o pensar e o fazer para um humano como esse. Mas, o que chama a atenção é, exatamente, o que vem a seguir. Passe seu sentido: “Eu antes engolia as pedras e vomitava botando o dedo na goela (garganta) quando o cliente chegava. Só que esse negócio tava ficando nojento e eu ficava passando mal. Aí eu revolvi esconder lá em baixo”. Aliás, “Eu estava com 24 pedras escondidas lá, mas já tinha vendido uma”. Bem, será que o amigo leitor está pensando no que já sei ou está pensando, quando ele afirmou que escondia as pedras (de craqui) “lá em baixo” ou “lá”, ser embaixo do chapéu ou da escada? Ou mesmo da sola do pé? Hem?! Meu amigo, “cá p’rá nóis” mas eu, diante de tais circunstâncias, sou irremediavelmente forçado a afirmar que alguma coisa está errado com “nóis”, os humanos, porque não é possível!... Tem que estar! E sem pretender, de forma alguma, “baixar o nível” dos meus comentários, porque isso jamais farei, convido o meu amigo leitor a comigo  um pouco refletir para tentarmos chegar a uma outra conclusão porque, neste momento, só esta me aflora à mente: puxa vida, além dos resíduos de cocaína, água, amônia ou bicarbonato de sódio, ingredientes que entram na feitura da "pedra", o pobre do “consumidor” ainda ter um pouquinho de fezes como brinde, “cá p’rá nóis” outra vez, mas é de lascar, a não ser que o "freguês" tenha propensão de ser um estercorário! E é por isso que eu não só tenho que achar, mas achar e dizer, e desta vez dizer em alta voz para que todo mundo ouça: E-U-A-C-H-O-A-RR-E-T-A-D-O!

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