domingo, 29 de maio de 2011

Tu é qui é o cara, oh cara!

“Nós (Eu presidente e todos os da terra do Tio San) respeitamos muito a soberania do Paquistão. Mas não podemos permitir que alguém planeje ativamente matar nosso povo ou aliados do nosso povo. Não podermos permitir a realização desse tipo de plano ativo sem tomar qualquer atitude” inclusive “Nossa tarefa é fazer os EstadosZunidos seguros”. Pois é, senhores, continuou a discursar o grande chefe de polícia e dono desse Planeta “Os EstadosZunidos ficam ao lado daqueles que, pelos meios não violentos, tentam conseguir uma vida melhor para eles e suas famílias”. E depois de falar mais algumas baboseiras que para mim, pessoalmente, nada representam, terminou ressaltando, sob fortes aplausos dos seus sempre mesmos cupinxas, xeleléus, apaniguados, apadrinhados e adjacências, que a segurança de Israel é prioridade para ele, condenando o acordo de reconciliação palestino, rejeitando o esforço dos palestinos de buscar reconhecimento na ONU. E para terminar pediu – incrível! pediu! – ao grupo palestino Hamas que liberte um seu soldado que se encontra mais ou menos a caminho de uma “pacífica” execução televisada. Cara, tu és o maior! É sim! Se tu disse que o nosso ex-daqui era “o cara” eu te digo, sem medo de errá, que tu é que é o cara, e o cara maió, cara, muito mais maió! Puxa vida, cara, puxa vida! E digo isso porque já tô divisando, lá pelos horizontes do futuro, tu mandá o teu avião invisive, o teu satélite invisive, a tua câmera de filmá invisive, o teu soldado invisive, e tudo mais que de invisive tu tem p’rá pegá, com muita bala no caroço do olho, o tal do chefe desse ... é... como é mesmo?... Hamas, em virtude de tu mesmo dizê que tu não (h)amas ele de jeito nenhum, não é? E a “guerra pela libertação dos povo”, continuará porque só assim as tua fábrica de armamento pode experimentá as tua espingarda nas costas dos outros longe, bem longe do teu território. Caramba, cara, tu é mesmo o cara! Tu estrasçaia mêrmo! Aliás, continuará essa “guerra” por uma “porrada” de tempo já que começou também há uma porrada de tempo, desde que tu – com todo o respeito que tu tinha pela “soberania” dele, invadisse o “Pobre México”, naquele fatídico ano de 1846 e que tu terminasse abocanhando uma tacão imenso dele, tu se lembra? Cara, tu é o maió e o melhó. Tu sabe que tu já invadisse, com todo o respeito que tu tem por toda “soberania”, desde aquela época, nada menos que perto de uma centena de países sob quase a mesma alegação? Liberdade, democracia e eleição livre, de quebra com direito a comida e bebida de graça p’rá todo mundo? E tu respeita e tu invade e tu respeita e tu invade ... Cara tu é o melhó e não tem, nesse Planeta véio, ninguém melhó que tu. Cara... tô com um problema e será que me ajuda a resolvê? É o seguinte: eu quero pegar aquele cara chato ali da esquina e quero tirá ele de circulação. É que ele tá dizendo umas coisa de mim que não tô gostando. Tu me empesta os teu invisivis p’rá que eu bote p’rá quebrá em cima dele? Eu te peço a tua ajudinha porque o danado não sai de casa nem que a porca berre e eu preciso invadí a casa dele, a despeito de muito respeito eu ter por ela, por ele, pela mulé, fios e até a chata da sogra dele. Mas antes te digo que, se na ora eles se fizerem de bêsta eu taco chumbo em tudinho. E se tu me ajudá eu te dô, sem cobrá nada, três dicas: uma p’rá tu achá o novo Bin, ôta p'rá tu achá esse chefe fajuto desse clube que tu não (H)amas e essa, a mió delas, p'rá tu falá com a Mamãe Natureza, ao que parece a tua maió inimiga e qui tu num pode acabá cum ela na bala, p'rá qui ela dêxe de mandá, nessa "temporada", esses ventões fortões que tão acabando com as tua cidade de madêra. Certo? E se assim tu fizé eu não vô me cansá de dizê a tôdo mundo que tu, cara, tu é que é o cara, oh cara! Pois é! Arretado! Eu acho arretado!



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