Dirão, em futuro próximo, um bocadão das quase oito mil crianças nascidas com a assistência de um médico tido como o maior especialista em reprodução humana no Brasil. É que o tal especialista era especialista mesmo em gerar, especialmente na barriga das outras, filhos que não tinham material genético apenas de seus pais. Pois é! É que o tal Dotô “turbinava” e vendia óvulos humanos usando material genético de outras mulheres sem que elas nem desconfiassem dessas práticas, logicamente proibidas por lei. Pelo menos é o que já estão sabendo três casais que, após exames de DNA, descobriram que os filhos, gerados na clínica do tal Dotô, têm material genético de outras pessoas. Imagine! Imagine se esse Dotô cismasse de ajuntar ao óvulo humano, às vésperas de um “enxerto”, DNA de orangutango, jacaré ou mesmo galinha d’Angola? Meu amigo, que sarapatel hem! Provavelmente nasceria verdadeira esfinge. Pois é, amigo, só faz isso quem pode e quem é Dotô, sabe. Duvido que nós façamos. E o interessante é que esse Dotô simplesmente está condenado a 278 aninhos de prisão pelo simples fato de ter estuprado ou violentado apenasmente 37 mulheres, entre pacientes e funcionárias de sua clínica. Arre égua! Danadinho dotôzinho, não? Raríssima peça humana! Mas, não se preocupem mais com o esperto medicozinho as enganadas, as estupradas e as violentadas porque, com certeza quase absoluta, ele já deve se encontrar a são e a salvo no Líbano, terra que não mantém acordo de extradição com o Brasil. Arretado, amigo, arretado! Tenho que achar arretado. Só no Brasil! Eu acho arretado!
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