“Bin Laden morreu. Eu não o matei. Deixem-me dormir agora.” afirmou um “tuiteiro” momentos após o assassinato do inimigo número um dos EstadosZunidos. E a partir daí, meu amigo, haja notícias. Quatro páginas de jornal... três... duas... uma... e agora, apenas oito dias depois, meia. Aliás a nova grande novidade acabou levando o casamento da plebéia com seu príncipe encantado p’rás cucuias, pelo menos nas páginas dos noticiários. Mas, deixando isso p’rá lá, o certo é que nesses dias que se seguiram à morte do homem de barba castanha, portanto não ruiva, Deus – refiro-me ao único que há sob qualquer bandeira, época, crença ou fé – acredito - deve estar deveras confuso. Confuso porque muito provavelmente não é dos melhores o papel por Ele desempenhado nesse Seu atual universo infinito, atendendo a esse ou àquele pedido isolado desse ou daquele filho ou filha Sua, como também de multidões compostas de Seus não menos queridos filhos e filhas. E creio que, por saber como agir nestas circunstâncias é que ocupa a condição de Deus, e Único. Mas, mesmo assim, não me furto à idéia de pensar: é... milhões, certos de que a justiça afinal foi feita, estão satisfeitos com a morte de um irmão nEle (afinal todos somos irmãos e a humanidade nada mais é que uma grande irmandade presa no mesmo barco) fervorosamente orando e a Ele encarecidamente rogando que mande sua alma para os quintos dos infernos e assim a mantenha para o resto dos tempos sem fim, amém; e outros tantos milhões, certos de que a injustiça afinal foi feita, ao mesmo tempo também estão fervorosamente orando e a Ele encarecidamente rogando que mande sua alma para um bom lugar e assim a mantenha para o resto dos tempos sem fim, amem. Pobres humanos certamente dirá Deus de si para si mesmo. Pobres humanos! Mas, deixando Deus com suas prováveis meditações, pois impossível é antever o seu julgamento, volvamos à Terra e tentemos responder a nós mesmos: o que podemos nós, simples humanos e mortais, bom ou mal proveito tirar de tudo isso?... Não sabemos?!...Eu?!... O proveito que tiro eu?!... Ora, nem me faço de rogado, porque todos sabem que de tudo só tiro um único proveito e esse é, certamente, sempre e sempre repitir comigo mesmo. Quer saber qual é? Pois é! O de sempre: Eu acho arretado!
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