sábado, 21 de maio de 2011

Cientistas atrasados

Nos EstadosZunidos (por aqui não ocorre nada, meu amigo, só por lá mesmo!) os cientistas, depois de muito trabalho e muito estudo, mas muito mesmo, e com muita dificuldade, mas muita mesmo, conseguiram fazer com que, por alguns poucos minutos, um senhor que se tornara paraplégico após ter sofrido um acidente de automóvel, conseguisse ficar de pé e, com a ajuda de outras pessoas, dar alguns passos, assim fazendo alguns movimentos voluntários com os quadris, joelhos, tornozelos e dedos dos pés. Além disso parcialmente recuperou o funcionamento de seus órgãos sexuais e bexiga. E tudo isso foi conseguido graças a muitas pesquisas que resultaram no projeto de estimulo elétrico epidural contínuo e direto da parte inferior da medula espinhal do paciente que simula os sinais que o cérebro transmite em condições normais para iniciar um movimento. Beleza, mas, beleza mesmo! Nota dez para os cientistas e, porque não dizê-lo, para a Mamãe Ciência também que, indubitavelmente, realizou mais um de seus milagres. Estão, sinceramente, todos de parabéns.  Mas, infelizmente, senhores cientistas e Mamãe Ciência, “tenho-vos a vos dizer-vos a vós” que estão atrasadíssimos com relação a milagres, não só dessa mas “de outras naturezas também”. É que estou cansado de ver em programas de televisão, vídeos no  Iutube, DVDs e adjacências, muitos mais milagres e muito mais interessantes do que mais este que os senhores – sempre com a ajuda da Mamãe  Ciência – e após inimagináveis dificuldades, operaram. Pois é. Refiro-me aos que os super-poderosos pastores evangélicos diuturnamente realizam, aparentemente sem esforço nenhum, mais das vezes com um simples toque de mãos no “paciente” fazendo com que ele largue as muletas e saia correndo, ou comece a falar, ver ou a ouvir, coisa que nunca haviam feito antes. Tanto é que, outro dia, por aqui, armado mais um circo romano no tal do Geraldão, milhares de fiéis, quase ou totalmente cegos, jogaram os óculos fora e afirmaram estarem vendo “como nunca”! Quem não se lembra? Aliás, além desse "milagre coletivo” já tenho visto mudo-surdo falar na hora da cura (o que, inegavelmente, é impressionate e u’a maravilha) mesmo sem nunca ter escutado sequer o zumbido de um “a”. Já também vi o atualmente chamado cadeirante sem muito esforço se levantar, olhar para os quatro cantos do Planeta, e sob uma chuva de gritos e palmas, sair normalmente andando por ali só faltando botar a cadeira na cabeça e dar de presente a um "incrédulo" que dela precise. Muito mais fácil, não? E tudo apenas com uma pequena ajuda do invisível, mas sempre presente, Espírito Santo.  E tudo também  “em nóme de Jesu$”. Jesu$, escrevi eu!. Pois é! Agora pergunto eu aos senhores: p’rá que quebrar a cabeça com tanto estudo p’rá depois de não sei quantos milhões de anos que a gente apareceu na Terra, mostrar mais esse insignificante “milagre da Mamãe Ciência” se o “Espírito Santo” os opera corriqueiramente através dos seus santos bispos, bispas, pastores, pastoras, pastorinhas, pastorinhos, discípulo, discípalá e eu sei lá mais quem, não tardando entrar na ciranda dos milagres bode, macaco, piriquito e jacaré? Eu hem! É mesmo insistir em querer perder tempo com coisas fúteis, não senhores cientistas? O meu amigo leitor o que acha? Bem, se acha ou não alguma coisa pouco me importa porque, o que me importa mesmo é eu achar que devo repetir sempre e sempre diante de tantas evidências: Eu acho arretado!

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