Nosso domingo, ontem, foi muito movimentado e de muita alegria para um bocadão de “nossos compatriotas”. Primeiro A Marcha Da Maconha. “Estamos aqui par debater a lei que é contrária ao uso da maconha. Um debate no campo das idéias. Hoje, o que vemos, é a guerra das drogas. O poder da bala é quem comanda e as crianças estão morrendo nos subúrbios. Com a legalização, regulamentação da produção, distribuição e consumo haveria um incremento em nossa economia. Os trabalhadores iriam ter carteira assinada, 13º salário e férias. É isso que defendemos”, disse lá um partícipe do evento. E me convenceu! Aliás nunca, em toda a minha vida, havia sido convencido por tão poucas, sábias e sensatas palavras. Depois a Marcha Contra a Maconha, realizada pelos chamados evangélicos. “Outros dez estados brasileiros estavam organizando suas marchas e o Ministério Público barrou. Somente em Pernambuco ela foi liberada. A maconha é a porta de entrada para outras drogas. Esse Estado não precisa de drogas, precisa de Deus”, por sua vez falou um desta partícipe, poderoso deputado estadual, poderoso pastor e, logicamente, poderoso evangélico até o dedão do pé. E continuou: “A Marcha da maconha foi permitida. Depois vão promover a Marcha do Crack e daí para frente. Isso é um incentivo ao consumo e a Frente Parlamentar em Defesa da Família debate estas questões, como as drogas e o aborto”. (Ôi, pergunto eu admirado! E o homossexualismo mais não?!) E me convenceu! Aliás nunca, em toda a minha vida, havia sido convencido por tão poucas, sábias e sensatas palavras. E por fim A marcha Em Agradecimento Pelas Graças Alcançadas, promovida pelos chamados católicos romanos, cujo lema foi “Maria, Casa Do Amor”. “Muita gente diz que a juventude está perdida. Mas este dia só mostra que há muitas pessoas que preferem caminhar com a fé e que não há vergonha alguma ir às ruas e demonstrar essa comunhão com o Divino”, disse lá um funcionário de Deus participante do evento. E me convenceu! Aliás nunca, em toda a minha vida, havia sido convencido por tão poucas, sábias e sensatas palavras. Portanto, estou triplamente convencido. De que não sei, mas estou. Aliás sei, como disse, da segunda participaram os evangélicos, da terceira os católicos romanos, mas não me pergunte quem participou da primeira porque, sinceramente, eu não sei. Mas, deixando isso de lado, não foram a declaração de organizadores das marchas, de pastor e muito menos de padre que chamaram a minha atenção, mas aquela feita por um simples e humilde fiel adolescente: “As vezes penso em ser Padre mas, quando penso no celibato... É que dessa eu já estava convencido muito antes dele nascer, é claro. Mas, meu amigo declarante, também estou convencido de que não há de ser nada quanto a realização do seu sonho. Sim, porque, também estou convencido de que celibato p’rá padre e nada é a mesma coisa, pelo menos é o que nos mostram as notícias diárias. Mesmo porque, estou também convencido de que, enquanto houver gente besta nessa Terra deixando que alguns dos seus, crianças ou adolescentes, se aproximem de qualquer sacristia, os “galhos” dos padres, que nada mais são que homens, estão quebrados, não é mesmo? Sim, porque, diante de tantas evidências, também estou convencido de que aquele neófito, aquele padre, aquele pároco, aquele cônego, aquele bispo, aquele cardeal e até mesmo aquele PAPA passaram por tudo isso. Ou você não está convencido? Besta é tu, bobinho, besta é tu! Tenho dito! Eu acho arretado!
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