Após longo e profundo estudo o senhor IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) chegou a quatro grandes e novíssimas conclusões. Eis a 1ª) No Brasil o desemprego é maior entre os mais pobres. Isto faz com que a briga pela sobrevivência os obrigue a enfrentar uma alta rotatividade e a se submeterem a postos de trabalhos mais precários. Enquanto isso os mais ricos se dão ao luxo de escolher emprego e esperam pelos melhores salários. Eis a 2ª) O trabalhador de menor renda aceita qualquer ocupação, mesmo precária, simplesmente pela necessidade de sobrevivência. Os ricos, não, demoram mais procurando emprego porque são mais seletivos e podem fazer escolha. Eis a 3ª) Há uma grande desigualdade no país entre ricos e pobres e o desemprego se concentra nos trabalhadores cuja renda média é inferior a dois salários mínimos. Por fim, para fechar com chave de ouro, eis a 4ª) O mercado de trabalho do Brasil é simplesmente desestruturado, com empregos precários e alto índice de informalidade. Mas, seu IPEA! E é necessário o senhor existir, pagar caro a tanta gente, gastar tanto dinheiro com pesquisa p’rá concluir isso?! Eu hem! Sim, porque, desde que eu me entendo de gente – e olha que já faz um tempão – que nada mudou, pelo menos por aqui, entre ricos e pobres. Pois é seu IPEA, pois é! E para conclusões tão arretadas, seu IPEA, eu só posso concluir com uma conclusão que é também uma grande novidade: Eu acho arretado!
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