quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Pobre do pobre idoso (o fim)

Hum!... Seu PROCON-PE e dona SDSDHE, tô sabeno o que vocês estão sabeno, mas que muita gente num tá sabeno!... Também tô sabeno o que vocês não tão sabeno, o que só direi no fim. Hum!... É que o “pobrema”, senhor dotô e senhora dotôra, num tá no super-mega-hiper-master endividamento de nenhum do cidadão brasilêro, pois o pobrema é deles e eles que se danem, mas na grande quantidade de calote que podem sofrer os vorazes, cupidos e insensíveis donos do dinheiro. Senão? Preocupados com o assunto, tô sabendo que já houve uma reunião no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) onde estavam presentes representantes da Defensoria Pública, do TJPE, da Federação Brasileira dos Bancos e da OAB-PE todos muithó préus com o pobrema que envolve, como sempre eu afirmei, e muito especialmente, o pobre do pobre do idoso. Tanto é que uma ilustre senhora defensora pública afirmou que o idoso é um consumidor extremamente vulnerável e, por isso, merece maior atenção por parte dos bancos. Imagine, banco tendo esse tipo de “mais atenção” com o idoso! Hum!... E completou: “A defensoria Pública, como instrumento de transformação em inclusão social, não quer que essas pessoas sejam excluídas do fornecimento de crédito, mas incluídas através de um crédito consciente. Buscamos incentivar a responsabilidade social dos estabelecimentos financeiros, frente a esses consumidores”. Hum!.. E para que se chegasse a essa brilhante conclusão foi necessário a apresentação de uma pesquisa, realizada em parceria com a própria Defensoria Pública, onde uma professora da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, demonstra ser muitos idosos induzidos a aceitar o empréstimo, sem ter a mínima condição de arcar com o pagamento, simplesmente por estarem com a atividade cognitiva debilitada (imagine... essa não sabia!). Por isso, na tal reunião foi pedido, não só que os bancos fizessem algumas perguntas simples, como a data de hoje e onde o idoso acha que está (imagine outra vez... santo Deus!) para verificar se está consciente do empréstimo que poderá tomar, como também foi requisitada a criação de cartilhas de orientação. Ói a cartilha aí! Pois senhores dotôres e senhoras dotôras, cujos mundos são bem diferentes do meu e de muitos idosos com os quais lido, fiquem sabeno que também sei o que vocês num sabem: conheço alguns idosos que ainda hoje, depois de quase três anos de terem tirado o tal do “empréstimo consignado”, aquele que é mêrmo qui robá, ainda choram – mas, choram mesmo! Choram, chorando, não se lamentando, mas caindo lágrimas – em virtude de, nas quatro paredes onde moram, não ter nada, nada, mas nada mesmo o que comer. E a minha única pergunta é: Quando as “otoridades” farão algo para dar fim à maldita farra dos empréstimos consignados? Em nenhum dia, respondo eu, pelo simples fato de que, em primeiro lugar banqueiros e financiadores em nada estão se lixando com isso, pois comem e dormem muito bem; segundo porque, a eles o Estado pedindo está perdendo tempo; por fim o pobrema é do pobre e enquanto, infelizmente, o pobre do pobre está como está, pior ainda ficando, com cartilha e tudo, eu só posso dizer, depois de refletir sobre tudo isso, mesmo a contragosto: Eu acho arretado!

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