terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dupla sensação

Como sempre, deixando nomes p’ra lá, nos informa uma reportagem que a SSP de São Paulo decidiu afastar, da Corregedoria da Polícia Civil, dois delegados suspeitos (olha o termo ... suspeitos) de abuso de autoridade na prisão de uma escrivã em 2009, decisão tomada pelo próprio governador do Estado sendo, inclusive, determinada a instauração de processo administrativo disciplinar para apurar a responsabilidade dos policiais. Também será investigada a conduta de um outro delegado que, na ocasião, era titular da Divisão de Operação Policiais da Corregedoria. Tripé fantástico: três delegados! Imagine... Aliás, o Sr. Doutor Secretário de lá afirmou, boquiaberta que, aproveitando a “dêxa”, vai enviar ofício ao chefe do Ministério Público “manifestando perplexidade com o pedido de arquivamento do inquérito policial (olha os termos: pedido de arquivamento do inquérito policial) instaurado por abuso de autoridade (olha os termos: abuso de autoridade) pelo representante do MP oficiante à época junto ao juízo criminal da Vara Distrital de Parelheiros”. Muitó bem! Muitó bem! Se ler a reportagem dá uma inefável sensação de arrepiar os pelos da epiderme, imagine a outra sensação de lê-la vendo o filminho de 12 minutinhos. Seu minino! Seria realmente lindo se não fosse trágico. Sabe, aquele filme onde o diretor põe você na expectativa se a coisa vai ou não vai acontecer? Exatamente. Assistindo-o você fica na ânsia da "indelicada" senhora tirar ou não tirar a calcinha. E é aí onde reside o clímax dos que dirigiram o filme digno de um “Oscár” às avessas. Aliás, além do clímax clímax, outro clímax existe um pouco antes do outro quando a jovem, por várias vezes, grita (e, com o perdão dos meus leitores, vou aqui reproduzir): “Vai aparecer minha piriquita! Não! vai aparecer minha piriquita! Vai aparecer minha piriquita!” Bem. Se apareceu ou não confira se a curiosidade p’rá lá conduz o meu leitor. Mas, deixando a “piriquita” no lugar dela, o interessante é que, mesmo vendo o filme no iutube (é só escrever no retângulo “prisão de escrivã em 2009) ainda os delegados continuam “suspeitos” e o DD. Representante do MP da época  continua a não ver nada de errado. Pode?! Pode! Essas autoridades fazem isso diante de uma câmera, imagine à calada da noite, quando o sol se põe no horizonte! Eu, longe de todas as autoridades, como sempre recolhido à minha insignificância, fico somente vendo, ouvindo e repetindo: Eu acho arretado!



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