Será que ainda é carnaval... é ... de Pernambuco? Eu mesmo não sei ... ou ainda sei?! Sabe, nem sei mais se sei porque estou com dúvida e a dúvida me faz ficar na incerteza. Se não?! Ivete Sangalo, Maria Gadu, Daniela Mercury ... cantores estrangeiros p’rá burro. Altíssimos investimentos neles. É ou não? Afoxé, samba, pagode, régue, forró sudestino ... ritmos estrangeiros p’rá burro. Altíssimos investimentos neles. É ou não? Trios elétricos que, somados, o espaço por eles ocupados daria para acomodar, ao longo das ruas, no mínimo trezentos mil foliões. Altíssimos investimentos neles. Um barulho infernal. Mais barulho que qualquer outra coisa. É ou não? Não bastasse tudo isso - e muito mais que aqui não cabe – ainda por cima temos um saradão/bonitão e uma saradona/bonitona, "nos trinques", como rei e rainha do nosso carnaval, muito provavelmente porque o “primeiro casal municipal” também é saradão/bonitão e por, certamente, detestar ele (e com justas razões) quem tem uns quilinhos a mais além dos recomendados pela “estética médica universal”: tal altura, tal peso. É ou não? E por conta disso, os Tambores Silenciosos, o Bloco da Saudade, o Vassourinhas, os Papangus de Bezerros, o Pintombeira dos Quatro Cantos... os maracatus, os caboclinhos ... O nosso próprio frevo, genuinamente pernambucano! ... tá indo tudo p’ru Beleléu. Está ou não? Aliás, p’rá lá de Beleléu. E sabe o amigo onde fica Beleléu? P’rá lá do fim do mundo. Fica ou não? Pois é! Sobrevivem por sobreviverem porque estão sobrevivendo. Investimento neles? P’rá que? Num dá “retorno”! Mas, meu amigo, não é este meu mínimo comentário que irá fazer com que você não brinque carnaval. Não, de modo algum. Vá, vá mesmo. As “irreverências” estão nele. Todo tipo de “irreverência”. Na minha época de menino (faz um tempão) chamava-se “safadeza”. Vá! Vá ver as Sangalos, os trios, prestigiar os “saradões”. Será tudo tranqüilo. Pelo menos é o que dirão as “otoridades” e imprensa depois da folia. E mesmo porque, o enorme contingente policial que estará nas ruas dará a você uma sensação de segurança absoluta e de que tudo correrá as mil maravilhas. Portanto, vá! Eu? Eu não! Não posso não, minha mulher num deixa não! Pois é! Segundo ela é melhor ficarmos na insegurança de casa... desconfiados... olhando p’rum lado e p’ru outro tentando ver o amanhecer da quarta-feira. Ela diz que há de ser assim (e o que posso fazer?) contando que eu não pare de dizer (não sei com muela aguenta) - É ou não?! Eu acho arretado!
Nenhum comentário:
Postar um comentário