Tái! Não sei p’rá que tanta evolução tecnológica! Não sei mesmo. Aparelhos de raio x, radiografia computadorizada, trambolhos que detectam essa ou aquela bactéria, essa ou aquela doença, esse ou aquele mal, etcetera e tal. Para que se investir em tudo isso, se a solução está junto, bem junto de nós, aqui ao nosso lado, viva e bolindo? Sim, porque, recentemente pesquisadores japoneses descobriram uma descoberta tão peculiar e desconcertante, que eles próprios ficaram desconcertados, quanto mais eu. A descoberta? Uma cadela da raça labrador, capaz de detectar um câncer de intestino com o olfato, de maneira tão precisa quanto qualquer aparelho de ressonância de última geração. E a descoberta foi tão fascinante que os tais pesquisadores já pensam em fazer um nariz,ou melhor, um focinho eletrônico capaz de descobrir tumores na etapa inicial da doença. Pois é! E durante os testes não deram moleza ao aparelho de quatro patas, já que misturaram amostras que provinham de pessoas sadias, ou com outros problemas no sistema digestivo como úlceras, diverticulite e apendicite ou mesmo até com pólipos no intestino, que são benignos, mas podem disparar um gatilho para o câncer. Meu amigo! ... Os buraquinhos pretos funcionaram tão perfeitamente bem que os pesquisadores ficaram encantados, senão abestados. Aliás, tal fato não é novidade, pois pesquisas anteriores já confirmaram que nossos amigos são capazes de farejar câncer de bexiga, pulmão, ovários e mama. Portanto, amigo (depois deles, é claro!) não se exaspere se um dia você for a um hospital, ou clínica, ou mesmo um consultório médico e, em vez de entrar num daqueles horríveis aparelhos eletrônicos que vasculham todo o seu corpo a procura de alguma coisa errada, ou fazer aqueles intermináveis exames (sangue, fezes ...) não tope com um belo de um cachorro insinuantemente olhando p’rá você, com um palmo de língua p’rá fora, esperando ansioso p’ra farejá-lo todo, dos pés à cabeça, pela frente e por trás. Que tal? Só imaginando como seria... eu acho arretado!
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