segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Solução inteligente


Meu amigo!... o problema é o seguinte.  Segundo a organização que trata da alimentação mundial, uma tal de FAO, vai haver no Planeta, num prazo de quarenta anos (e quarenta anos é logo ali) uma crise de abastecimento de proteínas, essenciais para a sobrevivência da espécie humana que conta, atualmente, com cerca de 7 bilhões de bocas p’rá comer mas que, naquele tão próximo tempo, serão  9 bilhões. E tamanha quantidade de bocas atualmente existente consome, num ano, 230 bilhões de quilos de carne mas naquele tempo consumirá  450 bilhões. E onde arranjar tanto peso se, afinal, as áreas de pastagens da Terra, como tudo, também têm limites? E isso quer dizer que, quando ele chegar, um grama de carne deverá estar equiparado a um grama de ouro!  Pois é, meu amigo, o causo é séro! Fundamentados nesse dilema, encontraram os cientistas uma brilhante saída: dirigir a cavidade bucal para objetos voadores identificados, quer dizer, insetos, segundo eles ricos em vitaminas, minerais e aminoácidos, essenciais a mim e a você e que ainda podem ser usados para a produção de extratos de proteína. Aliás, já estão pensando também na genial idéia de adicionar “estratos inseptívaros” nos alimentos industrializados, em futuro próximo podendo escolher o consumidor o sabor ou o aroma que mais lhe aprouver, contido explicitamente na “bula”  dizeres como, por exemplo, azeitona com sabor de formiga, ervilha com sabor de gafanhoto, milho com sabor de aranha, todos possuindo, inclusive, aroma de percevejo. Que tal?  Ora, afinal já cerca de mil espécies de insetos são prazeirosamente consumidas em 36 países africanos, 29 asiáticos e 23 americanos e nesse mundo tem gente p’rá tudo. Para os cientistas tudo é uma questão de hábito e não se cria hábito de uma hora para outra. Lembra-se do escargot? disse lá um, que é uma lesma? Por mais que o considerem uma apetitosa iguaria, ele simplesmente não pegou no Brasil, completou. Foi mesmo, Seu cientista, foi mesmo!... Por outro lado,  criar insetos custa muito menos que boi, galinha, bode ou caranguejo e o espaço é incomparavelmente menor. E não há negar que se formigas, ao natural, têm sabor de nozes (que o diga o senhor tamanduá que nunca os comeu) imagine crocrantemente fritas! E pulgas, baratas e borboletas que sabor têm? Bem, é só perguntar aos macacos, aos escorpiões e aos passarinhos, ora. Sabe, eu já estou imaginando meus netos com um baita prato de feijão com arroz, com cobertura de mangangá ralado e creme de barata d’água, ricos em aminoácidos e proteínas, tendo ao lado um copo de suco de muriçoca com maruim, repletos de sais minerais e complexos vitamínicos. Meu irmão! Pena que não estarei mais nessa para saborear tão apetitosos petiscos e dizer, é claro: Eu acho arretado!

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