No Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátricos , lá em Itamaracá. É que recebeu ele a ilustre visita do Sr. Corregedor Geral da Justiça a fim de verificar denúncias de possíveis (note o possíveis) irregularidades que por lá porventura (note o porventura) poderá (note...!) está ocorrendo, tal o caso de uma senhora que passou, presa na uni-dade, nada menos que 12 aninhos. Aliás, o ilustre senhor está realizando uma minuciosa e geral inspeção, principalmente nos exames de prontuários dos pobres coitados que por lá estão, ou melhor, moram, a fim de verificar se há excesso de prazo na custódia (o que duvido muito) apesar de parecer haver, numa “supostação muito remota”, que há mais 11 casos semelhantes ao daquela senhora, variando de seis a dez anos de permanência. Outras grandes preocupações do Sr. inspetor é verificar se os exames estão sendo realizados em tempo hábil (claro que tão!); se os juízes estão dando andamento aos processos (claro que tão!); se os pacientes estão recebendo as visitas regulares (claro que tão!) e, por fim, se o estabelecimento preenche todas as condições exigidas pela lei, de habitabilidade e tratamento psiquiátrico ( se num tá?! maiiis, caláro que tá!! A propósito, durante a visita, outros assuntos foram discutidos como, por exemplo, a superlotação do hospital, que possui quatro pavilhões onde só cabem ( e olhe lá!) 372 mas onde já se espremem 509, com apenasmente 137 a mais. Aliás, (só se causa em você, amigo leitor) porque cheísse (de cheio) não me causa espanto nenhum pois é só olhar p’rás cadeias, ônibus, metrôs, hospitais, Casas de Saúde, bancos, praias em fins de semana, xopipinguescenteres, casas lotéricas e – pasmem - p’ra mim também, pois também estou cheio de ver e ouvir eles dizerem que tudo tá cheio. No entanto, segundo a Sra. Diretora do sofrido hospital, o problema tem sido gerado especialmente devido à grande demanda (não disse “do quê!”) para apenas três peritos que trabalham na unidade. Some-se a isso, ponderou, o fato de muitos laudos não terem obtido o retorno da Justiça para uma decisão jurídica a ser tomada (viu o meu “claro que tão!”, lá em cima, com relação aos juízes?). Mas, como eu disse, tudo vai dar certo, especialmente quando houver a mudança, como já estão planejando, do hospital para um outro local... (por certo bem mais prá longe, é claro, p’ru meio do mato, talvez entre Custódia e a Bolívia) a fim de que os “dotôres”, e também a sociedade, se esqueçam daquilo de uma vez por todas! Enquanto isso, por aqui, pensando direitinho, ... Eu acho arretado!
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