Sempre fui pelo transigir e pelo acordo. Ora, uns querem R$ 600,00, outros R$ 545,00, outros ainda, R$ 540,00. Que tal R$ 541,01? No “mínimo” todos ficariam satisfeitos e estaria resolvida a pendenga. Enquanto isso ontem, na câmara federal, se muitos debutantes tentavam se “familiarizar” com o novo ambiente, um deles chegou, logo de chapa, protocolando mais de (mais de, repito) cinqüenta projetos, ainda avisando: “É simbólico. Já estou mostrando o meu ritmo de trabalho” ... (porque) ... “passei os meses de dezembro e janeiro trabalhando em mais de cem”. Aliás, até o encerramento daquela primeira sessão foram apresentados 170 projetos de lei, 3 de lei complementar, 7 de resolução, 4 requerimentos de informação e uma proposta de emenda constitucional. Arre égua! Enquanto isso, outro neófito protocolou projeto (só um, com indícios, portanto, o quanto será preguiçoso e desatuante) p’rá modificar a tal Lei de Improbidade Administrativa, equiparando o crime de corrupção ao de homicídio qualificado, fixando a pena para os larápios do dinheiro público em até 30 anos, além de multa. E, muito cheio de si, chegou a uma conclusão que, até então, ninguém chegara: “A corrupção é uma das principais chagas do Brasil. Um dos principais problemas que dificultam o combate à corrupção é a cultura de impunidade ainda vigente no país. Essa cultura é ainda mais presente entre os administradores públicos.” E haja cadeias! Um outro - pasmem - machamente que nem preá, logo pelos seus pares considerado absolutamente tresloucado, quer dizer, fora de órbita, piradão, doidão, repetiu o que fez quando deputado distrital em Brasília: abriu mão do 14º e 15º salários (imagine... 14º e 15º ... santo Deus!), de 80% do montante da cota de verba de gabinete e 20% dos recursos do gabinete. Enquanto isso, ex-governadores continuam requerendo ou recebendo suas gordas e imorais aposentadorias vitalícias, ainda que o tenha sido por um só dia ou uma só hora, embora conscientes de que aquilo não é profissão, mas delegação. Enquanto isso, estamos ficando (nós, os pobres) cada vez mais ameaçados de viajarmos para a cidade de Pés Juntos, pois a dengue continua cobrindo o Estado com seu manto mosquitológico com apenas 57.362 casos nos nossos 185 municípios. Enquanto isso, lá por cima do Planeta, um de seus donos disse constrito, orando e sem nenhum interesse econômico ou militar na região, a inolvidável e comovente oração: “Oro para que a violência no Egito termine e surja um novo amanhecer”. Enquanto isso os iemenistas e sírios pretendem seguir egípcios e tunisianos. Pois é, amigo, enquanto isso... é ... enquanto isso eu só posso continuar dizendo: Eu acho arretado!
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