Sim, porque, ou “cor de rosa” ou “cor rósea”, mas, cor rosa?! Bem, deixando isso p’rá lá, o certo é que muito natural é o traje distinguir as pessoas, as classes sociais (veja o do rico e o do pobre) e muito especialmente pelas cores. Não sei o porquê das cores de nossas forças armadas serem exatamente aquelas. A da polícia militar mais escura que mostarda, da de trânsito um azul bem escuro que, quando surrado, fica um horrível azuladão-avermelhado. O jaleco do médico é branco, a batina do padre é preta. Horrível, um padre de preto! Os franciscanos usam um vestido bem comprido na cor marrom-avermelhada. E todo mundo sabe que vermelho é perigo, é agressivo, o verde é ... sei lá! (“tudo em ordem”, talvez), e amarelo, atenção. Nos candoblés muito se usa o branco. Os nosso garis são chamados, com muito acerto, de “cenourinhas”. Aliás, o nosso grande e único rei da música que canta p’rá botar qualquer passarinho no bolso, só faz seus xôus anuais de branco. E fica lindo, sabe! Portanto, está aprovado que as cores são importantes, tanto entre os racionais quanto entre os irracionais. Por isso mesmo eu não vejo nada de mais o Secretário de Segurança e Cidadania do Tocantins querer pintar todos os corredores, e celas e uniformes dos detentos na cor rósea pinque, nos casos dos homens, e verde-limão, na alas femininas. Melhor e mais bonito do que aquela zebra com uma bola de ferro amarrada no pé. Segundo lá o secretário, já houve profundos estudos sobre o assunto, de há muito está sendo usado... onde?! acertou!... nos EstadosZunidos! já que tais cores levam à reflexão. (Estou imaginando toda a população carcerária do Brasil sentada pelos corredores, olhares fixos nas paredes, refletindo qui nem Buda). Ótimo! Que se pinte tudo nessas cores. Afinal, o verde também representa a natureza e pode ela dar a impressão a todos eles que estão em permanente contacto com ela (escrevo como quero e ninguém tem nada a ver com isso, portanto, contacto). Por outro lado, também tô com o Secretário no sentido dele mandar cortar, bem curtinhos, com máquina dois, os cabelos de todos os detentos do Estado, pois, segundo ele, é nos cabelos grandes que eles carregam xipis de celulares e grampos para abrir algemas. E, mesmo se não fosse, p’rá que detendo cabeludo? Nos homens, só p’ra criar piolho, mas mulheres, só p’ra serem puxados no caso de brigas. Constrangimento nada! Certíssimo! E, enquanto o senhor está com toda a razão, Sô, por aqui... Eu acho arretado
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