“A corregedoria já foi acionada com relação a esse fato. Só precisamos saber quem foi, quando e onde. Os policiais que forem identificados com desvio de conduta serão encaminhados para a corregedoria” disse, um tanto pensativo, o nosso pernambucano e atual Secretário de Defesa Social, referindo-se a um vídeo posto no iutube onde aparecem, forçados por policiais militares não sei onde nem o porquê, dois homens (http://www.youtube.com/watch?v=F6Idqr3sGLg&playnext=1&list=PL322509B5284DD2FB) aos beijos. Isso porque, mais recentemente, ocorreu isso (http://www.youtube.com/watch?v=1Fat7jOgvlg). Sempre pensativo, e acabando de dizer o que disse, aduziu o Sr. Secretário: “Os policiais envolvidos e que forem identificados receberão sanção disciplinar que vai desde a prisão até a expulsão da corporação”. Respirou um pouco, pensou um pouco menos, e continuou: “A polícia não é um lugar para quem quer brincar, o que se configura no vídeo. Quem quiser fazer palhaçada vá para o circo. Aqui é um lugar sério. Não é isso que a academia integrada ensina. Todas as transgressões disciplinares são tratadas como prioridade para evitar que esses policiais venham contaminar a corporação”, terminando por, na minha opinião sem pensar, peremptoriamente, dizer o que disse, o que me deixou estatelado: ”Não tem jeito não, pois a base da corporação é de pessoas que se aproveitam do poder. Os policiais fazem o que querem. Em São Paulo, a situação é a mesma há tempos”. (O grifo de arrepio é meu). Primeira pergunta: Oi! E não tem jeito não?! Segunda pergunta: A base da corporação?! Terceira pergunta: E os policiais fazem o que querem? Quarta pergunta: E só em São Paulo?! Quinta pergunta: E o senhor, afinal, p’rá que ostenta o título? Para está dizendo isso?! Credo, Sr. Secretário, estou estupefado! Tudo isso dito pelo senhor?! Pense no que o senhor disse e pense no que eu posso estar pensando?! No mínimo sento-me, reflito e sinto-me um... um... deixa p’rá lá! Talvez, senhor Secretário, o problema não esteja só nos policiais, mas também na orientação que a própria Corporação aos seus dá. Imagine sendo abordado um juiz ou um promotor público, um coronel à paisana, enfim um grandalhão e ter que por as mãos na cabeça e abrir as pernas. Abrir as pernas? Que frase horripilante! Ainda bem que não tem nenhum filme no iutube policiais abordando mulheres! Mas, Sr. Secretário, o senhor poria as mãos na cabeça e abriria as pernas ou apenas se identificaria? E porque o cidadão comum é obrigado a assim proceder? Veja que em nenhum momento se deve fazer isso, pelo menos é o que está bem claro aqui: (http://www.youtube.com/watch?v=bHXcuUHUqdE) Entretanto, Sr. Secretário, para seu governo e apreciação, veja isso, (http://www.youtube.com/watch?v=BxUiI5xK_HU&feature=related) e isso, (http://www.youtube.com/watch?v=T8I2iFCvP7Y) e tantos outros. E, por último, Sr. Secretário, quem é capaz de se esquecer disso? (http://www.youtube.com/watch?v=u9yOduSRjws&feature=related). Portanto, Sr. Secretário, o que recentemente houve na praia http://www.youtube.com/watch?v=1Fat7jOgvlg, continuará a haver, não só por aí onde, algumas vezes, câmeras estão vigilantes, como também em outros “enes” lugares onde elas não estão ligadas. Por outro lado, Sr. Secretário, o que posso ficar pensando quando ouço este cidadão repórter afirmar o que a está afirmando para todo o Brasil? (http://www.youtube.com/watch?v=kS__pEeRwns). Mãos na cabeça, pernas abertas e pau?! Será que em não por as mãos espalmadas na cabeça e em se recusar a abrir as pernas, o homem errou? Note que tudo começou, exatamente porque ele recusou-se a assim proceder, não? Pois bem, Sr. Secretário. Eu também, nesses meus poucos anos de vida, apenasmente seis vezes fui agredido por policiais, tanto civil quanto militares. Seis! E em todas elas me senti um ... um... tá pensando no que estou pensando? Entretanto, tais fatos, que bem os trago vivo na memória, são segredos tão segredinhos meus que – confesso – não os contaria nem ao senhor. Pois é, senhor Secretário, pois é! E, dessa vez falando sério, é por tudo isso que Eu acho arretado!
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