terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Mais pobres e pendurados

É a situação da grande maioria dos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que utilizaram a pequena quantia de 26,8 bilhões em operações de crédito consignado em 2010, 17% a mais com relação a 1009. Em contrapartida, melhor deve estar a situação dos que emprestam, verdadeiros agiotas legalizados, que sem dúvida encontraram mais um filão de outro para encher seus bolsos abocanhando um bom pedaço dos miseráveis ganhos daqueles que passaram, anos e anos a fio, na ilusão de ter vida tranqüila ao se aposentar. Emprestar a pobre nunca deu certo, mas, nesse caso sim, pois impossível o calote já que o pagamento é feito com desconto “na fonte”. É mêrmo qui robá! É tão bom para os agiotas que cresce ano a ano o volume dos contratos, tendo o Ministério da Previdência registrado um aumento de 5,44% com relação ao ano passado, realizando-se pouco mais de 10 milhões de operações. Cerca de 98% dos contratos foram de empréstimo pessoal realizados por aqueles que ganham até um salário mínimo, com 55,4% do total que usaram, em média, R$ 2.272,83 em empréstimo pessoal e R$683,58 no cartão de crédito. O chamario de faz por todos os meios, das mãos “carinhosamente” postas nos ombros da incauta e pobre - mas, pobre mesmo! - vítima, até a televisão passando, é claro, pelos “mosquitinhos”, bicicletinhas, panfletinhos dentro de jornais e carros de som. Conheço alguns desses pobres coitados que hoje, quase três anos depois de terem realizados o tal empréstimo, choram por não ter, realmente, nada em casa o que comer. Arretado, muito arretado mesmo! Arretadíssima, para os agiotas, essa farra! E, como não poderia deixar de ser, em meio a tantos “arretados” eu não posso deixar de também achar arretado. Por isso ...Eu acho arretado!

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