terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pacificação e triplo azar

Meu amigo, lá pelo Rio de Janeiro os policiais estão danadinhos mandando nossos irmãos – e deles também – p’rá cidade de Pés Juntos. Imagine que, somente durante os quatro anos que a região esteve sob o comando de um de seus governadores (da cidade terrestre, é claro) e de um “seu” secretário de Segurança Pública, os garotos deram cabo de nada menos que 4.370, significando três encovamentos por dia. Caramba, que Segurança hem?! Isso levando-se em consideração o modelo de “pacificação” por lá em 2009 adotado em algumas favelas da capital. Imagine outra vez! Aliás, tal governador superou a sua antecessora, esposa daquele que jamais crescerá, em cujo governo foram apenasmente mortos 4.339! Mêirmão, num dá p’rá acriditá! Pôxa! Imagine se não houvesse essa tal de “pacificação”.Aliás, esses homicídios são classificados no Diário Oficial como “autos de resistência” um pouco semelhantes aos “autos de fé”. Arretado! Muito arretado! Bem, já por aqui dois de nossos irmãos, após a má sorte de não levarem a contento a invasão de um edifício em Piedade, ainda tiveram outra má sorte de caírem nas mãos de bons policiais, resultando em bota na cara e onda da maré por cima dela. Mas, a má sorte não parou por aí.É que um deles resolveu dar uma de nosso amigo tuba, ou mesmo de avés, bichos que engolem, quando podem, tudo o que encontram pela frente e, objetivando “reencontrar” depois, talvez sem muito esforço, todo o produto do seu exaustivo trabalho, resolveu engolir dois anéis e uma corrente com pingente. Pois é! Já ouvi dizer que escravos, antigamente, engoliam pequenas pedras de diamante, ou mesmo pepitinhas de ouro para depois ... mas, já tudo pronto?! Meu amigo, é como diz o outro: seria cômico se não fosse trágico. Mas, mesmo assim, ainda continuo dizendo: Eu acho arretado!

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