Os novos senadores, misturados com os velhos, quer dizer, com os mais antigos, estão tomando todas as necessárias providências para minorar a farra com o dinheiro público que por lá há, desde priscas eras. Isso em virtude do corte de apenas cinqüentinhas biliõeszinhos no tal do Orçamento, recentemente anunciado pelo Executivo e que, logicamente, por lá irá repercutir. Aliás, a ordem agora entre todos eles é essa: Contenção de gastos e maior transparência. Arretado! Pois bem, afora o que ainda não está sendo “cortado” porque a eles não interessa cortar mesmo, veja bem o que ainda tem por lá: 1) horas extras pagas a “apenas” cerca de 40 diretores, a peso de ouro, é claro; 2) contratos emergenciais sem processo de licitação (imagine!) e, afinal, 3) cargos de funções gratificadas sem haver concurso público. Pois é, é melhor ser senador do que ser mãe pois a satisfação é muito mais intensa. Portanto –acredite se for capaz - 1) haverá maior transparência nos atos por eles cometidos; 2) não serão mais pagas horas extras aos cerca de quarenta, quiçá a quem quer que seja; e 3) não mais haverá os tais “contratos emergenciais” pelos quais familiares, apadrinhados, apaniguados, sectários e adjacências realizavam “bons negócios”, sem licitação. Mais ainda: com o andamento da reforma administrativa será (será!) definida importantíssimas questões como a lotação ideal de funcionários para a Casa (com todo o respeito, com “C” maiúsculo) e o exato número de cargos de funções gratificadas. Pois é! Realmente estamos vivendo uma Nova Era cujo lema é, “podis crê”: Competência, honestidade, transparência e não maldade. Óia!... Rimô! Também sô puéta e num sabia! Virge! Eu acho arretado!
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